Dr. Jorge Huberman

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Bebê mamando no seio da mãe: tomar anticoncepcional na amamentação é saudável?

Tomar anticoncepcional na amamentação é saudável?

A amamentação é um momento muito especial entre a mãe e o seu filho – além de trazer inúmeros benefícios à saúde, é uma forma de desenvolver um vínculo ainda maior com a criança. Mas, também é uma fase que pode trazer à tona muitas incertezas e inseguranças. Por isso, muitas vezes vem aquela pergunta: tomar anticoncepcional na amamentação é saudável?

O que gera certa insegurança é o seguinte. O leite é um alimento vital para a saúde do bebê e, justamente por isso, as mães acabam se preocupando com tudo o que ingerem – até mesmo remédios.

E ficam as dúvidas: será que a pílula anticoncepcional pode fazer mal ao bebê? Anticoncepcional seca o leite? Como evitar outra gravidez? Tomar anticoncepcional na amamentação é saudável?

Enquanto isso, a amamentação fortalece o vínculo mãe-filho. Para o pediatra e neonatologista, Jorge Huberman, prevalece a seguinte opinião.

“Do ponto de vista psicológico, a amamentação proporciona um contato pele a pele, que tranquiliza o bebê e costuma ser muito prazeroso para a mãe”, diz o médico.

“Sempre a mãe que está amamentando deve procurar seu ginecologista-obstetra para se informar adequadamente a respeito do uso adequado dos contraceptivos durante esse importante período para ela e para o seu bebê”, afirma o neonatologista Jorge.

De acordo com os especialistas, os mesmos hormônios que estimulam a produção de leite, também proporcionam uma sensação de bem-estar na mulher, assim como impedem a ovulação.

O pediatra e neonatologista Jorge Huberman ao lado da bebê Julia: sempre a mãe que está amamentando deve procurar seu ginecologista-obstetra para se informar sobre o uso adequado dos contraceptivos durante esse importante período para ela e para o seu bebê
O pediatra e neonatologista Jorge Huberman ao lado da bebê Julia: sempre a mãe que está amamentando deve procurar seu ginecologista-obstetra para se informar sobre o uso adequado dos contraceptivos

A amamentação funciona como contraceptivo?

Após o parto, muitas mudanças acontecem em um curto espaço de tempo.

As transformações são físicas e psicológicas que marcaram a transição do corpo. Tudo isso, acontece nos primeiros meses e se chama Puerpério.

E é justamente depois desse período, que a prolactina – hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino – inibe a ovulação e, portanto, a menstruação.

Esse momento faz com que as pessoas entendam que o ato de amamentar é um contraceptivo. Mas, é preciso cuidado!

Bem, quando o bebê mama várias vezes ao dia, com frequência e muita intensidade de sucção, o organismo da mulher pode não liberar os hormônios necessários para a gravidez.

A questão é, não se sabe até que ponto esse método é seguro – tendo em vista que em algum momento a prolactina para de agir no corpo e permite a ovulação.

Sendo assim, no período de amamentação, é mais difícil engravidar, mas não impossível.

O ideal é iniciar um método contraceptivo 40 dias após o nascimento do bebê, e antes de retomar a vida sexual, para que não haja risco de gravidez numa fase em que a mulher está nutrindo o seu filho, o corpo, e se recuperando da gestação e do parto, seja ele normal ou cesárea.

Anticoncepcional na amamentação faz mal?

Durante o período de amamentação, deve-se evitar utilizar anticoncepcionais hormonais e preferir aqueles que não têm hormônios na composição, como é o caso do preservativo ou do dispositivo intrauterino (DIU) de cobre.

Agora, se nenhum desses métodos forem possíveis para a mulher no momento, existem pílulas seguras para a situação – mas que devem ser receitadas por um médico especialista.

Lembre-se de que há restrições para o uso de alguns hormônios durante a lactação, como o estrogênio – presente no anel vaginal, pílula combinada, adesivo e injetável mensal.

Então, nada de voltar a usar o método contraceptivo que você usava antes da gestação – isso pode prejudicar a quantidade e qualidade do leite materno.

Contudo, hoje já existem pílulas bastante seguras, criadas especialmente para que não interfiram de forma alguma na amamentação.

Efeitos colaterais do anticoncepcional na amamentação; tomar anticoncepcional na amamentação é saudável?  

Cuidado: anticoncepcional errado na amamentação pode fazer mal (Foto: Freepick)
Cuidado: anticoncepcional errado na amamentação pode fazer mal para a mãe e para o bebê (Foto: Freepick)

Após meses sem ingerir o medicamento, o novo início traz efeitos colaterais – sendo que a intensidade muda de acordo com cada mulher.

Entre os principais incômodos estão a diminuição do leite materno; dor nas mamas; diminuição do desejo sexual; dor de cabeça; alterações de humor; ausência de menstruação ou ocorrência de pequenos sangramentos, vários dias do mês, entre outros.

Se você passou no seu médico e já está usando o método contraceptivo mais adequado para o seu corpo, saiba que não é tão simples assim – afinal, seu organismo precisa se acostumar com o medicamento.

São necessários pelo menos seis meses para os efeitos se concretizarem.

Se a escolha for a pílula, é preciso saber que manter a regularidade e a rotina é essencial para a eficácia do medicamento. Ou seja, tenha esse processo como compromisso sério.

Quanto tempo deve durar a amamentação?

Os especialistas estimam uma média de seis meses de aleitamento materno exclusivo. Isso significa, sem água, chás ou sucos.

Depois disso, o tempo vai da escolha da mãe e do bebê.

Lembrando que o leite materno é o principal alimento  no primeiro ano de vida do bebê e o aleitamento deve ser mantido no mínimo até dois anos.

Mas, para aproveitar os benefícios do leite materno, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que depois de seis meses de idade, outros alimentos devem ser introduzidos na rotina alimentar da criança – e quanto menos o bebê mama, maior é o risco da mãe voltar a ovular.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.