Dr. Jorge Huberman

Terapia ocupacional infantil: quando a criança precisa?

Todos os dias as pessoas realizam uma série de atividades cotidianas, muitas vezes de maneira automática. No caso das crianças, essas ações envolvem principalmente o ato de brincar, se alimentar e se movimentar. Quando há alguma dificuldade para a execução dessas tarefas, a terapia ocupacional infantil pode ser necessária.

Durante a primeira infância, é esperado que a criança desenvolva habilidades afetivas, cognitivas, psicomotoras e sensoriais, completando as fases do desenvolvimento infantil de acordo com a idade.

Apesar de toda criança ter o seu próprio tempo para se desenvolver, em determinadas situações algumas habilidades simplesmente não conseguem ser aperfeiçoadas de forma natural, seja por conta de algum evento traumático, uma condição de saúde ou por questões genéticas.

Ao observar a rotina da criança em casa e na escola, com a ajuda dos professores, ou nas consultas de rotina com o pediatra, tão logo os pais percebam alterações significativas no desenvolvimento, cabe buscar o auxílio de um terapeuta ocupacional infantil.

A terapia ocupacional infantil é indicada ainda para crianças com limitações de movimento em função de acidentes ou de deficiências físicas e também para os pequenos com transtornos de neurodesenvolvimento, tais como autismo e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Nas sessões de terapia ocupacional com crianças, as brincadeiras são uma importante ferramenta de trabalho. Neste caso, elas não são escolhidas ao acaso, mas sim de acordo com a faixa etária ou as necessidades da criança.

Para que serve a terapia ocupacional infantil?

Na área de terapia ocupacional existem as chamadas Atividades de Vida Diária (AVDs), ou seja, as ações que uma pessoa realiza em seu cotidiano, desde o autocuidado, envolvendo higiene e alimentação, até as atividades de socialização.

Quando alguém não consegue executar as tarefas com naturalidade, surge a dependência e é nesse sentido que a terapia ocupacional atua, com o objetivo de garantir a independência dos pacientes.

Como salienta o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, “a terapia ocupacional infantil pode ser usada em várias ocasiões, como por exemplo no contexto hospitalar pediátrico, com a promoção da saúde e da qualidade de vida da criança por meio da ressignificação do seu cotidiano, que pode estar alterado em decorrência do adoecimento.

O trabalho do terapeuta ocupacional pode ser necessário em qualquer fase da vida. Durante o desenvolvimento infantil, a TO entra em ação de forma lúdica, por meio de brincadeiras.

Vale dizer que o ato de brincar permite trabalhar o desenvolvimento motor, neurológico e sensorial das crianças, garantindo que elas recebam diferentes estímulos e consigam realizar as habilidades nas quais apresentam alguma dificuldade.

Outra questão importante é que, diferentemente de uma sessão de psicoterapia, em que as conversas são a parte central do tratamento, na terapia ocupacional as atividades práticas é que se destacam.

Terapeuta ocupacional infantil faz brincadeira com criança usando louças e comidas de brinquedo.

Terapeuta ocupacional infantil e criança fazem atividade realizada à alimentação: o papel da terapia é garantir a autonomia do paciente no dia a dia

Além das já citadas brincadeiras, o terapeuta ocupacional infantil também pode trabalhar com tarefas práticas, garantindo que o tratamento seja estendido à rotina da criança.

Desta forma, inclusive, a família consegue acompanhar mais de perto o progresso da criança com o desenvolvimento de habilidades para a vida cotidiana.

Alguns exemplos são incentivar que a criança escolha suas roupas de acordo com a cor ou a textura, e incluir brinquedos e outros recursos durante a hora do banho para que o pequeno tenha diferentes sensações e execute essa atividade de higiene de forma mais prazerosa.

Quando procurar um terapeuta ocupacional para o seu filho: sinais para prestar atenção

Há diversos sinais que podem indicar a necessidade de os pais buscarem ajuda da terapia ocupacional infantil para seus filhos. E esses sinais podem ser observados tanto dentro de casa, enquanto a criança está brincando ou fazendo suas tarefas de autocuidado, quanto na escola ou em outros espaços sociais.

Alguns desses pontos de atenção são quando a criança:

  • Tem dificuldade para engatinhar, sustentar a cabeça ou reconhecer estímulos associados à visão e à audição
  • Apresenta problemas recorrentes de coordenação motora, como tropeçar e bater em superfícies e objetos
  • Confunde-se frequente com questões de localização, como direita e esquerda, em cima ou embaixo
  • Tem problema para segurar um lápis, usar a tesoura, escrever ou colorir
  • Não consegue realizar atividades que envolvam correr, pular e chutar ou tem dificuldade para focar nas coisas em movimento
  • Mostra-se muito desajeitada na hora de usar um talher, fazer um laço no cadarço ou fechar o zíper de uma roupa
  • Distrai-se com muita facilidade e não para sentada
  • Apresenta muita sensibilidade a barulhos, cheiros e luzes fortes
Em sessão de terapia ocupacional infantil é feita uma atividade de recorte de papel

Em sessão de terapia ocupacional, terapeuta auxilia criança a recortar: dificuldades neste tipo de atividade podem indicar a necessidade de buscar ajuda especializada

Como dá para perceber ao conferir essa lista, os sinais podem ter relação com questões sensoriais, cognitivas ou comportamentais. Independentemente do caso do seu filho, o que não muda é a necessidade de buscar ajuda especializada o mais cedo possível, tão logo os primeiros sintomas sejam notados.

Quanto mais cedo a criança receber acompanhamento de um profissional habilitado em terapia ocupacional infantil, melhores serão os resultados relacionados ao desenvolvimento, evitando sequelas ou prejuízos no rendimento escolar.

Tanto o pediatra quanto um professor podem auxiliar os pais nesse momento, indicando um terapeuta ocupacional de confiança. Em alguns casos, a TO pode ser complementada com sessões de fonoaudiologia ou psicoterapia, de acordo com as necessidades de cada criança.

Para marcar uma consulta com o Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.

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