Dr. Jorge Huberman

Sinais de infecção em recém-nascidos: saiba tudo!

Como gestante ou mãe recente, a saúde e o bem-estar do recém-nascido são sua principal prioridade. É importante estar ciente dos sinais de infecção em recém-nascidos, pois a identificação e o tratamento imediatos podem fazer toda a diferença. As infecções podem afetar a saúde e o desenvolvimento do seu bebê e, se não forem tratadas rapidamente, podem até mesmo colocar a vida do pequeno em risco. Este artigo tem como objetivo informá-lo sobre os sinais de infecção em recém-nascidos e capacitá-lo como pai ou mãe a reconhecer os possíveis sintomas.

De indicadores comuns, como febre e irritabilidade, a sinais mais sutis, como má alimentação e letargia, abordaremos uma lista abrangente de sinais a serem observados. Além disso, vamos nos aprofundar em tipos específicos de infecções às quais os recém-nascidos são suscetíveis, como infecções respiratórias e infecções do trato urinário. Ao se familiarizar com os sinais de infecção, é possível pode tomar medidas proativas para procurar atendimento médico e garantir que seu nenê receba os devidos cuidados.

Lembre-se de que a intervenção precoce é fundamental quando se trata da saúde de seu filho. Mantenha-se informado, fique atento e proteja seu bebê contra infecções.

A sepse neonatal é uma grave intercorrência do período após o nascimento do bebê. Trata-se de uma causa importante de morbidade e mortalidade entre recém-nascidos, especialmente aqueles com algum fator de risco. Conheça melhor o quadro, os sintomas e possíveis tratamentos disponíveis hoje.

O que é sepse neonatal?

A sepse neonatal é um conjunto de sinais e sintomas que são resultado de um quadro de infecção e/ou isolamento de um patógeno no sangue de um recém-nascido, com pelo menos 28 dias de vida. A sepse neonatal é dividida em duas partes: precoce e tardia. Embora existam definições diferentes quanto ao tempo exato desta divisão, normalmente a sepse neonatal precoce é definida como a que ocorre nas primeiras 48 a 72 horas de vida do nenê e está relacionada a fatores pré-natais maternos e do periparto.

A exceção para sepse neonatal precoce é a sepse neonatal causada pelo Streptococcus agalactiae, que, apesar de ser de etiologia perinatal, pode surgir na primeira semana de vida.

A sepse neonatal tardia acontece normalmente após os dois primeiros dias de vida e está relacionada a fatores pós-natais como procedimentos invasivos em UTI neonatal e transmissão horizontal por meio das mãos dos profissionais de saúde que entraram em contato com o pequeno.

Bebê coça os olhos depois de chorar: sintomas da sepse neonatal podem ser muito diferentes para cada agente etiológico causador do quadro

Sintomas da sepse neonatal

Os sintomas da sepse neonatal podem ser muito diferentes para cada agente etiológico causador do quadro. Entre eles estão:

Estase gástrica

Instabilidade da temperatura

Hipotermia

Taquipnéia

Apnéia

Abaulamento de fontanela

Convulsões

Hipoatividade

Vômitos

Queda da saturação de oxigênio

Hipotensão arterial

Má perfusão e hipotonia, entre outros.

Diagnóstico para a sepse neonatal

O diagnóstico é clínico e tem que ser realizado a partir do isolamento da bactéria patogênica por hemocultura, um exame muitas vezes demorado, mas considerado como ideal. Neste meio tempo, é possível que o pediatra peça outros exames que corroborem ou afastem a suspeita diagnóstica, por exemplo, solicitando hemograma completo, análise de plaquetas, urocultura, líquor, PCR, glicose, eletrólitos, entre outros.

Sinais de infecção em recém-nascidos: tratamento

O tratamento com sinais de infecção em recém-nascidos consiste em medidas de suporte ao bebê e na introdução do antibiótico assim que seja reconhecida a suspeita diagnóstica e a coleta dos exames. Para a sepse neonatal precoce, o tratamento recomendado é a associação de ampicilina e um aminoglicosídeo (geralmente gentamicina), que cobrem os patógenos envolvidos neste período.

Já na sepse neonatal tardia, a cobertura da antibioticoterapia deve ser direcionada aos organismos relacionados às infecções hospitalares adquiridas, incluindo S. aureus, S. epidermidis e espécies de Pseudomonas, ou especificamente os patógenos encontrados naquele serviço em questão. Normalmente, entre os antibióticos utilizados, estão vancomicina, cefalosporinas (exceto ceftriaxona, já que aumenta o risco de kernicterus) e/ou aminoglicosídeos.

Sepse neonatal e profilaxia para Estreptococo do grupo B (EGB)

Um fator de risco para a possibilidade do recém-nascido evoluir com sepse precoce é a prematuridade e peso baixo do nenê. Outro fator de risco é a presença de mãe com estreptococo do grupo B (triagem na gestação), sem profilaxia intraparto ou com profilaxia incompleta.

Se o recém-nascido possui sinais de sepse neonatal, a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada. Já nos casos em que não há sinais de sepse e a mãe apresenta sinais de corioamnionite, também deve-se iniciar a terapia antibiótica.

Nos quadros clínicos em que não há sinais de sepse neonatal e a mãe não apresenta sinais de corioamnionite, a conduta dependerá da profilaxia indicada para a mãe.

‍Se a mãe não tem sinais de corioamnionite e havia indicação de profilaxia, o recém-nascido deve ser observado por dois dias.

Se a mãe não tem sinais de corioamnionite e também não havia indicação de profilaxia, a orientação é que somente sejam realizados os cuidados de rotina, sem obrigatoriedade de observação por 48 horas. Isso caso o neonato não tenha outros impedimentos para a alta médica.

“O agente etiológico mais frequentemente encontrado na infecção neonatal é o Staphylococcus coagulase negativo, seguido por Gram-negativos tais como a Escherichia coli, Klebsiella spp. e, em terceiro lugar, os fungos, com maior frequência de Candida spp”, afirma o neonatologista Jorge Huberman.

Para marcar uma consulta com o Dr Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.

Blog Jorge Huberman