Dr. Jorge Huberman

Roséola Infantil: causas, tratamentos e sintomas

Os primeiros meses de vida de uma criança são cheios de descobertas e medos para os pais. Nesta fase, é comum que recém-nascidos fiquem doentes com mais facilidade do que um adulto. Por esse motivo, hoje vamos falar sobre uma das doenças mais frequentes em bebês, a Roséola Infantil. Saiba quais são as causas, tratamentos e sintomas.

A doença também é conhecida como exantema súbito ou sexta doença, e é provocada pelo herpes vírus humano tipo 6 (HHV-6). Muitas vezes, é comparada com rubéola, devido a sua aparência semelhante.

A doença é contagiosa e está entre os diagnósticos comuns entre bebês e costumam aparecer entre os seis meses aos três anos de idade. No entanto, apesar de raro, ainda podem ser apresentadas em adultos imunodeprimidos, e eles também podem espalhar para as crianças. 

De acordo com o portal de atualização de Medicina no Brasil (PEBMED), afirma que 90% dos casos da doença, aparecem em bebês menores de dois anos de idade. Os outros 10% incluem crianças mais velhas e, até mesmo, adultos.

Isso ocorre porque, por serem muito novas, possuem o sistema imunológico sensível, por ainda estarem em processo de desenvolvimento fisiológico. Por esse motivo, são muito mais vulneráveis a contrair alguma doença e bactéria. 

Caso alguém dentro de sua casa seja diagnosticado com a roséola, é indicado que todos lavem as mãos com frequência e evitem o contato direto até a recuperação completa. Dessa forma, contágios poderão ser evitados. 

Na maioria dos pacientes, o vírus costuma causar apenas febre que aparece de forma gradual e pode chegar a 40º com erupções cutâneas, com duração de cerca de três a cinco dias. 

As bolinhas pelo corpo em razão do exantema súbito, não costumam coçar e também não causam dores. No entanto, é sempre importante estar atento aos alertas que o filho dá durante o diagnóstico. 

Por se tratar de algo que ocorre com frequência e de forma clara, nem sempre os médicos irão exigir um exame para comprovar a presença do vírus. Isso porque é possível reconhecer visualmente a doença. No entanto, caso a família solicite, o médico irá encaminhar o bebê a um exame de sangue.

Quais são os sintomas da Roséola Infantil?

A Roséola Infantil não costuma coçar e nem causar dores pelo corpo
A Roséola Infantil não costuma coçar e nem causar dores pelo corpo (Foto: Freepik)

Mesmo que os sintomas mais frequentes sejam febre e erupção cutânea, existem outros sinais que podem aparecer em decorrência do diagnóstico. Entre eles, estão: dores de garganta, glândulas inchadas na região do pescoço, tosse, congestionamento nasal, diarréia, pálpebras inchadas, incômodo estomacal e falta de apetite.

Também é comum que o seu filho apresente irritabilidade maior que o normal. Isso ocorre devido ao possível aumento de tamanho dos gânglios, que fica na parte de trás da cabeça e no pescoço. Por conta disso, ela pode ficar incomodada e sem vontade de comer.

No caso das erupções cutâneas são pequenas feridas pelo corpo na cor rosa e geralmente aparecem na região do tronco do corpo e se espalham pelos braços, pescoço, pernas e rosto. O bebê não costuma se coçar e costuma durar por, aproximadamente, 2 a 4 dias. 

Além da lista extensa de sintomas, não se preocupe! Ainda assim, não é motivo de alarme. Na maioria dos casos, as crianças são afetadas apenas por um ou dois dias e, muitas vezes, podem ser assintomáticas, sem apresentá-los e viver tranquilamente com a Roséola.

A principal causa da Roséola é a transmissão por meio do contato com fluidos corporais de outra pessoa contaminada. Mesmo se não houver erupções cutâneas, ela pode ser passada por meio de gotículas de saliva ou secreção (pela tosse), especialmente durante o período de febre da doença. 

Por esse motivo, também é importante manter o bebê protegido em ambientes com muita aglomeração de pessoas, pois nem sempre iremos saber quem está infectado com a doença no local ou não. 

Apesar de ser uma doença comum, é importante ter atenção e cuidados específicos com o bebê, especialmente quando o diagnóstico é em um recém-nascido. Mas, ainda assim, não é motivo de muito alarme.

Tratamentos para Roséola em crianças

Em primeiro lugar, é importante buscar maneiras para prevenir a contaminação. Uma delas é sempre priorizar uma alimentação saudável, especialmente alimentos ricos em vitamina D. Dessa maneira, o sistema imunológico do seu filho poderá ser fortalecido para combater a Roséola Infantil e diversos outros vírus que ameaçam a saúde.

Consulte um médico pediatra antes de medicar o seu filho contra Roséola Infantil
Consulte um médico pediatra antes de medicar o seu filho contra Roséola Infantil (Foto: Freepik)

Acima de tudo, para o tratamento da doença o médico levará em consideração: a gravidade, idade e no histórico médico da criança, a tolerância que ela tem para receber determinados medicamentos ou procedimentos. Além disso, é importante afirmar que não há vacinas contra a roséola.

Também é válido ressaltar que todo o tratamento apenas irá ajudar a diminuir a intensidade dos sintomas do vírus. Pois, por se tratar de uma doença viral, ela costuma evoluir para a cura de maneira natural. Assim como a gripe, em termos de comparação.

Por exemplo, para aliviar a febre é ideal oferecer remédios como paracetamol e ibuprofeno.  Além disso, se a roséola atingir bebês com o sistema imunológico muito comprometido, os médicos podem receitar remédios antivirais. No entanto, não medique o seu filho antes de consultar um pediatra de sua confiança. 

Ainda para a febre, além dos medicamentos antitérmicos, é importante ter o controle da temperatura do filho. Verifique com frequência quantos graus o corpo dele apresenta e procure meios para equilibrá-la. 

O pediatra e neonatologista, Jorge Huberman, cita alguns exemplos: banhos mornos (quase frios) e colocar um pano molhado com água fresca nas axilas e na testa também são maneiras eficazes para aliviar os sintomas febris. Além disso, é recomendável vestir o paciente com roupas leves e evitar usar cobertores, mesmo que esteja frio. Pois isso poderá aumentar a temperatura do corpo do bebê. 

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre roséola infantil
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre roséola infantil (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

O descanso também é essencial! Afinal, o sono do nenê impacta diretamente no desenvolvimento físico, cognitivo e ajuda a melhorar a imunidade da criança. Este é o momento em que os anticorpos irão trabalhar muito!

Sabemos que qualquer anormalidade na saúde de um filho já é motivo de preocupação. No entanto, procure sempre manter a calma! A Roséola Infantil dura pouco tempo e é uma doença que atinge grande parte das crianças em todo o país.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701

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