Dr. Jorge Huberman

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Menina rói as unhas; remédio para ansiedade: cautela no uso para crianças

Remédio de ansiedade: atenção no uso para crianças

Não há quase nenhuma dúvida sobre isso: o uso de remédios para controlar problemas como ansiedade e depressão em crianças pode ser essencial e salvador em algumas situações, mas a sua utilização, o que inclui a dosagem e a sua frequência de ingestão deve ser realizada sempre com a orientação de um especialista. Sendo assim, vamos abordar esse tópico; remédio de ansiedade: atenção no uso para crianças.

Em hipótese alguma devemos medicar uma criança sem prescrição médica, sem que ela tenha passado por uma avaliação de um especialista que, antes de tudo tem que entender o seu quadro psicológico.

Em primeiro lugar, é sempre importante lembrar: toda e qualquer medicação em crianças requer muita cautela.

Os remédios para cuidar de ansiedade e depressão, entre outros distúrbios psicológicos podem, até mesmo, serem utilizados nas crianças que apresentam um quadro comprovado dessas enfermidades e que, por exemplo, estejam se machucando, ou então, muito agitadas.

Contudo, por ainda estarem atravessando uma fase de desenvolvimento neurológico e físico, o especialista tem como obrigação estudar a fundo o caso, de modo cauteloso, para assegurar que os remédios a serem usados trarão mais benefícios do que problemas, sendo assim, ineficazes.

Alguns quadros considerados mais leves de depressão e ansiedade podem, de forma inicial, serem resolvidos usando-se a psicoterapia.

Na verdade, a mesma nada mais é do que uma tentativa de evitar a utilização de medicação, sobretudo em crianças pequenas. Ou seja: de pouca idade.

Do mesmo modo, os remédios que são classificados como naturais para a ansiedade como, por exemplo, o xarope de maracujá, também precisam serem usados com muita cautela.

E, da mesma forma, quando forem recomendados, precisam de orientação na hora da sua utilização.

Especialistas devem ser consultados; remédio de ansiedade: atenção no uso para crianças

Criança ansiosa observa pela janela: dosagem de um remédio para um adulto é muito diferente daquela que se usa para uma criança
Criança ansiosa observa pela janela: dosagem de um remédio para um adulto é muito diferente daquela que se usa para uma criança.

Vale lembrar, claro, que a dosagem de um remédio para um adulto é muito diferente daquela que se usa para uma criança, essencialmente porque seus pesos são completamente diferentes.

Para se ter uma ideia, isso é tão delicado que pode até mesmo interferir na frequência respiratória e cardíaca da criança.

Da mesma forma, não se deve, jamais, compartilhar remédios entre adultos e crianças. Principalmente porque nossos filhos só podem ser medicados sob supervisão de um especialista.

Além do que, cabe lembrar que a prescrição de medicamentos é feita obviamente, de forma individualizada, para cada pessoa.

Isso vale tanto para o adulto como também para a criança.

Mas, é importante reforçar que isso nunca deve ser concretizado, já que a prescrição de medicação é feita de forma individualizada, para cada paciente.

Primeiro que, um remédio que pode trazer efeitos satisfatórios para um adulto, não necessariamente, será eficaz para a criança.

Segundo que, não se recomenda de forma alguma, um hábito adquirido no passado, onde os pais davam aos seus filhos metade da dosagem que eles tomavam de certos remédios.

Outro grande problema é que certos medicamentos, que são antipsicóticos ou mesmo estabilizadores de humor, e até para dormir, têm que ser evitados de todo jeito em crianças pequenas já que não há estudos concretos que indicam a sua aplicação com segurança e efetividade.

É fundamental citar que nenhum tipo de medicamento para ansiedade irá resolver o problema da criança se o agente estressor, que iniciou toda a situação, não for afastado.

Do mesmo modo, os pais têm que estar sempre alertas com mudanças bruscas de comportamento das crianças: se elas apresentam muita ansiedade, por exemplo, é necessário entender o que está ocorrendo com elas, quais são as causas desse comportamento, entre outros fatores.

Crianças jamais mentem sobre atos de violência sofridos por elas

Criança em um quarto escuro: sintomas de que algo de errado está acontecendo podem ser identificados com relativa facilidade
Criança em um quarto escuro: sintomas de que algo de errado está acontecendo podem ser identificados com relativa facilidade

Alguns sintomas de que algo de errado está acontecendo podem ser identificados com relativa facilidade, como o choro frequente, dificuldade para dormir ou adormecer sozinho e alguma regressão da fala, entre outros.

Para se ter uma ideia, uma criança que é pequena tem como costume fazer certas fantasias ou sonhar com heróis e personagens.

Mas ela nunca mentirá sobre algo grave que está sofrendo como, por exemplo, violência ou agressão por parte da mãe ou do pai, ou então de algum familiar próximo.

Os pais devem levar em consideração que a ansiedade existe em boa parte dos seres humanos; é um sentimento bastante comum, normal, e pode acometer tanto os adultos, como também as crianças.

Contudo, quando se percebe que essa ansiedade é muito forte, já está grave, até o ponto que impede a criança de viver normalmente a sua vida, ou de participar de algumas atividades de seu cotidiano, então isso pode ser um indício de algo um pouco mais sério, que precisa ser investigado e tratado, para que permita uma ação mais eficaz, para combatê-la com rapidez.

Mudanças muito radicais como uma casa ou escola nova, separação dos pais, ou a morte de algum familiar próximo, acabam gerando na criança bastante ansiedade.

E é normal que seja assim.

Por isso, em situações como essas, muitas delas traumáticas, os pais têm que ficar com o radar ligado no comportamento da criança, verificando se ela está adaptada à nova situação.

Ou se, pelo contrário, está desenvolvendo medo excessivo, que não tem muita explicação ou coerência.

Obviamente, a criança fica muito mais calma e tranquila quando ela está amparada, protegida e segura.

Sempre converse com a criança olhando em seus olhos, tentando entender seus pensamentos, seus sentimentos, contribuindo assim para o seu pleno desenvolvimento.

Remédio de ansiedade: atenção no uso para crianças. Identifique os principais sintomas de ansiedade

Criança abraça travesseiro: os mais novos têm grande dificuldade em expressar exatamente o que estão sentindo
Criança abraça travesseiro: os mais novos têm grande dificuldade em expressar exatamente o que estão sentindo

As crianças, principalmente as mais novas, têm grande dificuldade, em expressar exatamente o que estão sentindo.

Dificilmente elas saberão identificar sua própria ansiedade já que a sua compreensão a respeito desse assunto certamente é bastante limitada.

No entanto, alguns sintomas, que, com certeza, ajudam os pais a identificar uma provável ansiedade são esses:

Criança fica mais irritada e chorosa do que o normal

Tem pesadelos de modo recorrente, dificuldade para dormir ou então para pegar no sono

Acorda à noite com frequência, muito mais vezes que o normal

Faz xixi nas calças e volta a chupar o dedo

De outro modo, as crianças maiores até conseguem dizer o que sentem.

Porém, nem sempre esses sentimentos são entendidos como sendo sintomas de ansiedade.

Talvez seja mais difícil para os pais reconhecerem esse problema.

Mas, cabe a eles perceberem se o seu filho expressa alguma dificuldade para se concentrar, falta de confiança, ou então ele acaba evitando realizar atividades simples e comuns do seu dia a dia, como querer ir à escola ou mesmo sair com os seus amigos.

Agora, quando esses sinais são apenas passageiros e acabam passando rápido, não há motivo para preocupação excessiva.

Eles representam, na verdade, somente uma situação de ansiedade passageira.

Contudo, caso demore mais de 7 dias para acabar, os pais têm que ajudar os seus filhos a ultrapassarem essas barreiras.

E, mais do que isso, devem ficar atentos ao comportamento da criança.

O pediatra Jorge Huberman ao lado das pacientes Rosa e Clara: chegada de um irmão gera muita ansiedade no irmão primogênito
O pediatra Jorge Huberman ao lado das pacientes Rosa e Clara: chegada de um irmão gera muita ansiedade no irmão primogênito.

“Nunca podemos esquecer também que a chegada de um irmão gera muita ansiedade no primogênito. Os pais devem tentar minimizar isso investindo em brincadeiras e na diversão com o filho mais velho”, recomenda o neonatologista Jorge Huberman.

“Da mesma forma, vale a pena serem tolerantes na hora das reações negativas. Manter algumas atividades para serem feitas unicamente com o filho mais velho. Não realizar mudanças como troca de escola, retirada da chupeta ou mamadeira, pois trazem uma carga extra de tensão para a criança. Elogiar, exaltando as capacidade da criança de não precisar mais de chupeta, fralda e mamadeira”, finaliza o pediatra Jorge.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.