Dr. Jorge Huberman

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Manter hábitos saudáveis vão contribuir para a fertilidade e garantir que o espermatozóide encontre o óvulo para fecundá-lo

Quero engravidar: saiba tudo sobre fertilidade!

Conceber um filho é um momento mágico na vida da mulher, mas nem sempre é uma tarefa fácil: muitas podem ter dificuldade até conseguirem engravidar. Então, para estar preparada, você precisa saber tudo sobre fertilidade.

Nas tentativas de uma esperada gravidez, que diversas vezes não ocorre, muitos acabam desistindo. Mas, saber o que é fertilidade, como conquistá-la e quais os benefícios para a gravidez pode ajudar bastante.  

A fertilidade é a capacidade de gerar e dar origem a filhos. Para um casal ser considerado fértil, ambos precisam ser férteis, ou seja, aptos a engravidar em um período de um ano, com relações sexuais frequentes. Contudo, a chance de um casal engravidar naturalmente, num único ciclo menstrual, está entre 15 e 20%.

A probabilidade de gravidez é sempre maior no período fértil da mulher. No entanto, um conjunto de fatores determinantes como idade, stress, doenças e questões ambientais, influenciam na fertilidade.

Portanto, conhecer esses agentes é fundamental para garantir o sucesso no processo de gravidez.

Por outro lado, a infertilidade é perceptível quando o casal, após passar um ano tendo relações sexuais frequentes, sem nenhum método contraceptivo, não consegue engravidar. Mas isso não significa que eles não podem ou que é impossível, apenas que terão mais dificuldades pela diminuição da fertilidade.

Já a esterilidade é, de fato, a incapacidade de gerar e dar origem a filhos. Ser estéril significa ter chances inexistentes de que uma gravidez natural venha a acontecer. Inclusive, a causa da esterilidade pode estar relacionada tanto ao sistema reprodutor feminino, quanto masculino.

Desde que o casal tome a decisão de começar a tentar engravidar, um médico deve ser consultado. Ele pode instruir o casal e indicar métodos para aumentar a fertilidade, se necessário. Além disso, também consegue identificar quadros de infertilidade e apontar esterilidade em determinados casos. 

Como saber se estou no meu período fértil?

O período fértil de cada mulher varia segundo a regulação dos seus ciclos menstruais. A probabilidade de gravidez com uma relação sexual desprotegida é maior quando está ovulando e nos cinco dias anteriores – cerca de 6 dias no total. É nesse período que os ovócitos e os espermatozóides podem se encontrar no sistema reprodutivo feminino.

Uma tática para descobrir quando será o período fértil é o método do calendário. A ideia é simples:  basta conhecer as datas das últimas menstruações. Assim, é possível prever o dia esperado para o início de um novo ciclo e, consequentemente, o começo da ovulação. Essa, geralmente, ocorre duas semanas antes da menstruação seguinte.

O método do calendário vai te auxiliar a identificar o dia certo da ovulação de acordo com os ciclos menstruais anteriores
O método do calendário vai te auxiliar a identificar o dia certo da ovulação de acordo com os ciclos menstruais anteriores (Foto: Freepik)

Algumas diferenças no corpo da mulher indicam que ela está em seu período fértil. Alterações do corrimento vaginal durante o ciclo menstrual (fino, escorregadio e transparente), mudanças de humor, apetite, e tensão mamária são alguns dos sinais. Em certos casos, é possível inclusive sentir a ovulação, como uma dor pélvica.

Dias inférteis são aqueles em que a probabilidade de gravidez é menor. Mais de dois dias após a ovulação ocorrer, a chance de gravidez decresce muito, até aos primeiros dias da menstruação. Mas, lembre-se: ainda que com menor probabilidade, engravidar após ter relações sexuais desprotegidas é possível independente de estar no período fértil ou não.

A frequência de relações sexuais do casal aumenta a probabilidade de engravidar: fazer sexo todos os dias ou a cada dois dias, durante o período fértil, intensifica as chances de gerar um bebê.

Inclusive, a ejaculação a cada dois dias melhora a qualidade do esperma, contribuindo para a fertilidade.

Estudos apontam que 15% dos casais enfrentam dificuldades para engravidar. Entre eles, 40% dos problemas são masculinos, 40% femininos e 20% são causados por hábitos de vida do casal, que influenciam negativamente na fertilidade.

Como garantir a fertilidade?

Existem hábitos de vida que influenciam positivamente quando o assunto é fertilidade, tanto para o homem quanto para a mulher.

Além de envolver questões fisiológicas e biológicas, a fecundidade também é afetada, de forma positiva ou negativa, por nossas escolhas, incluindo alimentação e cuidados com a saúde em geral, por exemplo.

O tabagismo atrapalha a produção dos gametas, óvulos e espermatozoides; o alcoolismo aumenta as chances de infertilidade em 60%.

O consumo de drogas, naturais ou sintéticas, diminui a probabilidade de gravidez, além de fazer muito mal à saúde dos pais e do bebê.

O peso também influencia na fertilidade. Tanto o seu excesso, quanto a magreza excessiva, podem causar problemas. Uma mulher obesa demora, em média, o dobro do tempo para conseguir engravidar, e uma mulher magra, com menos de 17 kg/m2, pode ter distúrbios hormonais.

Caso você não esteja conseguindo engravidar, investir na fertilidade pode te ajudar nessa missão!
Caso você não esteja conseguindo engravidar, investir na fertilidade pode te ajudar nessa missão! (Foto: Freepik)

A fertilidade do casal pode ser maior quando ambos mantêm bons hábitos de saúde, incluindo exercícios físicos e uma dieta equilibrada – nada em excesso!

O sono também deve ser uma preocupação. Dormir bem, 6 a 8 horas diariamente, faz toda diferença para aumentar as chances de gravidez.

Contudo, ainda existem as mulheres que têm uma predisposição genética para infertilidade. Doenças crônicas, como diabetes e anemia, infecções sexualmente transmissíveis (IST), como AIDS e candidíase, e stress também influenciam negativamente na fertilidade.

A fase mais fértil de uma mulher é entre 20 e 30 anos de idade. Por volta dos 35 anos, as chances caem pela metade. Aos 45, é de aproximadamente 1%.

O envelhecimento afeta a qualidade dos óvulos e, portanto, a fertilidade. Isso ocorre porque cada mulher tem uma quantidade limitada de óvulos que vão sendo perdidos ao longo da vida. Então, de acordo com o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, a dica é manter sempre o acompanhamento médico e os cuidados com a saúde.

“Se uma mulher tem problemas de fertilidade que não podem ser tratados pelo seu médico ginecologista, ela pode consultar um médico especialista em reprodução humana, – um profissional especializado no tratamento de distúrbios hormonais e anatômicos que afetam a reprodução”, explica.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre fertilidade
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre fertilidade (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.