Dr. Jorge Huberman

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É muito importante fazer o acompanhamento médico para o diagnóstico precoce de pré- eclâmpsia

Pré-eclâmpsia: a complicação que atinge 5% das gestantes

Entre as inúmeras preocupações que muitas grávidas podem ter, a pré-eclâmpsia entre as maiores da lista. Ela é uma complicação grave de hipertensão arterial, que atinge 5% das gestantes e ocorre devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta, levando a espasmos nos vasos sanguíneos, alterações na capacidade de coagulação e diminuição da circulação.

Durante a gestação, o feto libera proteínas na circulação materna que são estranhas ao corpo da mãe, uma vez que a gravidez se trata do crescimento de um ser geneticamente diferente dentro de outro.

O bebê não é rejeitado pelo organismo, mas em alguns casos, a mãe reage imunologicamente, o que acaba agredindo as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial.

Também chamada de Síndrome Hipertensiva da Gravidez ou Doença Hipertensiva Específica da Gravidez, a pré-eclâmpsia pode ser diagnosticada em qualquer época da segunda metade da gestação, sendo mais comum na 37º semana, incluindo durante o parto ou depois – geralmente nas primeiras 48 horas.

A pré-eclâmpsia é um distúrbio perigoso. No Brasil, estima-se que a condição aconteça em 1,5% das gestações. Mesmo assim exige extrema atenção e cuidado, já que é uma das principais causas de morte de mães e bebês no país.

O acompanhamento médico é muito importante para o reconhecimento precoce da pré-eclâmpsia. Durante as consultas e os exames de pré-natal a condição pode ser identificada e o tratamento iniciado o quanto antes para não desenvolver complicações graves para a mãe e o bebê.  De acordo com o pediatra e neonatologista, Jorge Huberman, a mulher que quer engravidar deve se consultar com um especialista para saber o que deve ser feito antes da concepção. “A realização do pré-natal representa papel fundamental na prevenção e/ou detecção precoce de patologias tanto maternas como fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e reduzindo os riscos da gestante”, explica.

Ou seja, o médico é o seu grande aliado quando o assunto é saúde entre mãe e filho durante a gestação. Caso apresente qualquer sintoma ou tenha qualquer dúvida, vá ao consultório e converse com um profissional. Ele vai te ajudar a ter um período de gestação saudável e seguro.

Conheça os principais sintomas

A pré-eclâmpsia pode ocasionar o parto prematuro do bebê e problemas sérios à mãe (Foto: Freepik)
A pré-eclâmpsia pode ocasionar o parto prematuro do bebê e problemas sérios à mãe (Foto: Freepik)

Os principais sintomas que envolvem a pré-eclâmpsia podem variar de acordo com o grau da doença.

Se for leve, a pressão arterial estará igual a 140 x 90 mmHg, terá presença de proteínas na urina; e a mulher terá inchaço principalmente nos membros inferiores e ganho repentino de peso, como 2 a 3 kg em 1 ou 2 dias.

Já na pré-eclâmpsia grave, além do inchaço e do ganho de peso repentino, outros sintomas podem aparecer como: pressão arterial superior a 160 x 110 mmHg; diminuição da quantidade de urina e da vontade de urinar; enjoo, hemorragia, dor de cabeça forte e constante; dor no lado direito do abdômen; sensação de ardência no estômago, e alterações na visão, como vista embaçada ou escurecida.

Caso algum dos sintomas seja identificado, a grávida deve ir ao pronto-socorro ou hospital para medir a pressão arterial e fazer exames de sangue e de urina. Só assim ela poderá constatar se de fato se trata de pré-eclâmpsia ou não.

Existem mulheres que podem ser assintomáticas, por isso é fundamental o acompanhamento com o médico.

A pré-eclâmpsia pode causar alguns sintomas perceptíveis por um tempo e de repente evoluir para a eclâmpsia, que são as convulsões durante a gestação e que podem ser seguidas de coma, o que pode ser fatal se não for tratada imediatamente.

Em casos raros, a pré-eclâmpsia pode fazer com que a placenta se desprenda precocemente, obrigando o bebê a nascer antes do previsto, o que pode causar vários problemas futuros. A equipe médica deve estar preparada para atender ao que for necessário.

Como é feito o tratamento da pré-eclâmpsia?

Sempre consulte o médico antes de tomar qualquer medida e tire suas dúvidas sobre pré-eclâmpsia
Sempre consulte o médico antes de tomar qualquer medida e tire suas dúvidas sobre pré-eclâmpsia (Foto: Freepik)

Após o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado para garantir a segurança da mãe do bebê. Ele varia de acordo com a gravidade da doença ao longo do período de gestação.

Nos casos leves,  é recomendado que a mulher fique em casa de repouso, siga uma dieta pobre em sal e aumente o consumo de água diário, para cerca de 2 a 3 litros por dia.

Deitar para o para o lado esquerdo é importante pois vai aumentar a circulação sanguínea para os rins e o útero. Vários exames serão realizados para avaliar a saúde de órgãos como o fígado, por exemplo, além de exames de urina, para verificar a presença de proteínas no líquido.

Já no caso da pré-eclâmpsia grave, a grávida geralmente precisará ser internada, receber medicamentos específicos, realizar exames e ficar sob vigilância frequente .

A criança também será monitorada e, de acordo com a idade gestacional, o médico pode recomendar induzir o parto para tratar a pré-eclâmpsia. Muitas vezes, a única solução é o nascimento do bebê.

Nas primeiras 48 horas depois do parto a mãe ainda deve ter a pressão monitorada. Após algum tempo ela volta ao normal, o inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algumas semanas.

Vale lembrar que todas as  decisões devem ser recomendadas pelo seu médico.

Existem mulheres mais propensas a desenvolver a doença. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações.

Os fatores de risco são: hipertensão arterial sistêmica crônica; diabetes; lúpus; problemas renais; gravidez de gêmeos ou mais; obesidade antes da gravidez e histórico familiar.

Gravidez depois dos 35 anos e antes dos 18 anos também é um fator que deve chamar a atenção. Além disso, se o pai for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

Consulte o médico

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre as doenças no verão
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre pré-eclâmpsia (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

As mulheres que têm pressão normal e sem histórico de pré-eclâmpsia na família também podem ser acometidas pela doença. Uma a cada cinco mulheres apresenta o problema novamente.

Qualquer descuido pode fazer com que uma forma leve de pré-eclâmpsia evolua com complicações, então é fundamental fazer o acompanhamento com um médico de confiança.

Compareça a todas as consultas previstas no pré-natal, tire todas as suas dúvidas sobre qualquer questão relacionada a gravidez e siga rigorosamente as recomendações médicas durante a gestação. Seu médico vai te ajudar a ter uma gravidez tranquila e segura.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.