Dr. Jorge Huberman

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Criança com pneumonia é consolada pela mãe

Pneumonia infantil e meningite: fique atento!

Duas doenças afetam muito as crianças e precisamos estar atentos; pneumonia infantil e meningite: fique atento!

A pneumonia infantil é a principal causa de morte em crianças com menos de cinco anos de idade. Isso em todo o mundo! 

Sempre no dia 12 de novembro, celebra-se o Dia Mundial contra a Pneumonia.

A data foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009. Tem como meta ampliar a conscientização a respeito desta doença.

A pneumonia é uma infecção respiratória considerada grave.

Aqui em nosso país, segundo o Ministério da Saúde, somente em 2018, cerca de mil óbitos foram causados pela pneumonia infantil, registrados em bebês e crianças menores de cinco anos de idade.

Sem dúvida alguma, doença é um dos principais causadores das mortes de crianças no Brasil.

Em primeiro lugar, é bom que se tenha conhecimento.

Os principais sinais da pneumonia aguda são: tosse contínua, febre, gemidos por causa de problemas respiratórios, dificuldade de se alimentar, apatia e aumento da frequência respiratória.

As crianças que mostrarem estes sintomas têm que ser conduzidas a um atendimento médico de forma imediata para um tratamento conveniente.  

Doença Pneumocócica 

O pneumococo ocasiona doenças que afetam o sistema respiratório, a corrente sanguínea, e o cérebro, e são separadas em dois tipos: Doença Pneumocócica Invasiva (DPI): meningite, pneumonia bacterêmica e sepse; e doenças não invasivas, classificadas como mais brandas, como otite média. sinusite, bronquite e a pneumonia não bacterêmica.  

As DPIs podem trazer consequências graves e até mesmo fazer o paciente falecer.

A bacteremia (quando a doença chega ao sangue) e a meningite são os modos mais graves da doença. Para se ter uma ideia: 1 entre cada 100 crianças com bacteremia acabam morrendo.

Com a meningite, a situação piora bastante, com ainda mais impacto: 1 óbito para cada 15 ocorrências de infecção. Ou seja, a doença pode trazer graves consequências.

A pneumonia é uma infecção nos pulmões promovida por bactérias, vírus ou fungos.

A bactéria Streptococcus pneumoniae (ou pneumococo) é quem causa as doenças pneumocócicas e é o motivador de pelo menos 60% das ocorrências de pneumonia.

A pneumonia ocasionada pelo pneumococo é grave, mas pode ser prevenida com a vacinação

Criança com pneumonia fazendo inalação: doença também pode ser combatida com vacinação

Transmissão

A bactéria, pneumococo, pode ser transmitida, de modo muito fácil, pela tosse, espirro ou por objetos contaminados de pessoas que tiveram a doença ou estão com a bactéria, mesmo não exibindo seus sintomas.

Desta forma, a prevenção torna-se muito importante!  

O modo mais eficiente de proteger contra as doenças pneumocócicas em crianças é com a vacinação. O uso das vacinas pneumocócicas nos programas de vacinação de muitos países têm reduzido as mortes de crianças pela pneumonia.

Quase 160 países esperam vacinar seus bebês contra as doenças causadas pelo pneumococo até este ano. 

O calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) propõe a administração de duas doses da Vacina Pneumocócica 10-valente (conjugada) entre os 2 meses e os 4 meses de idade do bebê e uma dose de reforço quando a criança completar um ano de idade.

Já a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a vacinação contra a doença pneumocócica, em um esquema de três doses: aos 2, 4 e aos 6 meses de idade. E, depois, uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade. 

Mesmo com a vacina estando disponível de forma gratuita no PNI e já ter encolhido em cerca de 40% as internações por pneumonia, em crianças menores de 2 anos, acende-se um alerta para a queda nas coberturas vacinais.  

Atualmente, a cobertura vacinal está abaixo do que se recomenda no país, principalmente a dose de reforço.

Além da vacinação, outros modos de se prevenir contra a doença são os seguintes: lavar as mãos regularmente, garantir uma nutrição saudável, não compartilhar mamadeiras, copos e utensílios de cozinha e sempre beber água potável.

Meningite

Alguns sintomas da meningite, como vômito, febre alta e rigidez na nuca, têm que ser levados em conta, fundamentalmente nos primeiros anos de vida e ao envelhecer.  

Meninges são membranas que envolvem o encéfalo (cérebro, bulbo e cerebelo) e a medula espinhal que corre dentro da coluna vertebral.

Quando uma bactéria ou vírus, por algum motivo, vence as defesas e se aloja nas meninges, elas se inflamam, chegam a produzir pus e a infecção acaba se espalhando por todo o sistema nervoso central.  

São sinais característicos da meningite: dor de cabeça, vômitos, rigidez da nuca, prostração e febre alta.

Diagnóstico precoce e início de modo imediato do tratamento são essenciais para deter a doença.  

Teoricamente, a maioria dos germes que causa infecções nas pessoas pode originar a meningite. Um exemplo é o pneumococo, germe da pneumonia, que, da mesma forma, pode ser agente de meningite.  

Contudo, entre todos, ganham destaque dois grupos principais: o das bactérias e o dos vírus, germes muito menores do que as bactérias e que, em geral, ocasionam um quadro mais leve da doença.  

A meningite meningocócica (infecção das membranas que recobrem o cérebro), ou doença meningocócica, com certeza, está entre as doenças imunopreveníveis mais temidas de todas.

Ela é ocasionada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) e fica mais grave quando atinge a corrente sanguínea, provocando a meningococcemia, ou infecção generalizada.

Como ocorre a evolução da meningite viral? 

O quadro das meningites virais é mais suave. Os sinais são parecidos com os da gripe e dos resfriados. A doença afeta, essencialmente, as crianças, que se mostram um pouco irritadas, têm febre e relatam dor de cabeça.

No exame clínico, nota-se que a nuca está rígida e que a reação é de dor, quando existe a tentativa de dobrá-la.

Quando os exames mostram que se trata de meningite viral, o procedimento é aguardar que o caso se resolva sozinho, como se age com os resfriados.  

A grande diferença entre a meningite bacteriana e meningite viral está nesse detalhe. A segunda é mais benigna e evolui sem tratamento. Já as ocasionadas por bactérias podem causar sérios danos e devem ser tratadas de forma imediata com antibióticos.

O pediatra, Dr.Jorge Huberman, atende paciente em seu consultório, em Moema: temos que combater também a Influenzae B, para a qual existe vacina

“Não podemos esquecer do Haemophilus influenzae B, que também pode causar essas infecções, bactéria influenza do tipo B”, afirma o pediatra Jorge Huberman.

“Existe vacina para isso: a primeira dose é feita aos 2 meses de idade. A segunda dose, aos 4 meses, e a terceira, aos 6 meses. Na rede privada, há ainda a disponibilidade de outras duas vacinas: a Meningo B e a Meningo ACWY”, finaliza o médico neonatologista,

Para marcar uma consulta com o pediatra Jorge Huberman, ligue para: (11) 2384- 9701