Dr. Jorge Huberman

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Pais discutindo com os filhos ouvindo tudo; pais devem evitar: ameaças e violência

Pais devem evitar: ameaças e violência

Três coisas que os pais devem evitar ao máximo ao educarem seus filhos são os gritos, as ameaças e, principalmente, violência. Porém, isso ocorre com frequência, independente da classe social da família, ou da cidade onde ela mora.

Quando um pai ou uma mãe grita com seu filho, principalmente quando a criança ainda é muito pequena, é normal que ela entre em uma situação de pavor e tensão. Isso é nítido em sua aparência.

Sem dúvida alguma, os gritos geram efeitos negativos no sistema nervoso da criança. Em muitas ocasiões, os pequenos chegam até a tremer, tamanho medo que eles sentem dos pais quando estes ficam descontrolados.

De tão grave e marcante que é um grito, ele chega a ter mais influência na infância da criança do que um leve tapa, sem força.  

É claro que devemos considerar que, muitas vezes, é difícil para a mãe ou para o pai dos pequenos não perderem o controle.

Desta forma, eles não conseguem também evitar gritar com seus filhos. É que em diversas situações, mesmo sem perceberem, as crianças são insistentes e parecem ter certa teimosia em tirar seus pais do sério.

É muito comum que, após um longo dia de trabalho, um casal, longe um do outro durante horas queira conversar.

No entanto, é neste momento também, quando os pais finalmente estão juntos, à noite, que os filhos também querem atenção.

Isso é normal e esse fato ocorre na maioria dos lares.

Questão muito delicada: a hora de botar as crianças na cama

Criança é vista entre almofadas: hora da criança dormir é muito complicada
Criança é vista entre almofadas: hora dos pequenos irem dormir é muito complicada

Se for muito tarde e já está na hora das crianças irem dormir, aí que bate mesmo o desespero nelas pois querem ficar acordadas ainda.

Afinal, se elas não podem conversar com seus progenitores, não podem contar para eles como foi seu dia na escola, com quem eles vão conversar?

Esta questão é muito delicada, e, claro, os pais também têm que retribuir e dar um pouco de atenção aos seus filhos.

Com certeza, é muito difícil manter o controle neste tipo de situação, que até pode ser frequente, mas exige uma certa dose de paciência e calma dos pais. E mais: não vai adiantar gritar para eles irem dormir, ou para eles ficarem quietos, pois a situação só vai piorar!

Esses conceitos sobre educação e conduta correta dos pais e dos filhos estão conectados com uma regra que é muito importante: se uma pessoa, seja o pai ou a mãe, não tem boas características de personalidade, claramente, ela não tem condição de educar outra pessoa, quanto mais uma criança, ou seja, o seu próprio filho.

Sem dúvida nenhuma, as virtudes, de uma forma geral, e a de autocontrole devem prevalecer, ou seja, têm que ter preferência dentro de casa.

Não adianta nada o homem ou a mulher serem bonzinhos e sorridentes fora do seu lar e dentro dele são duas feras, ou seja, pessoas de difícil convivência. Isso é um claro sinal de que ele ou ela não têm boas características.

Como é que alguém que não procura se aperfeiçoar, melhorar internamente, vai ter condição de ser um bom educador, isso é, ser um bom pai ou uma boa mãe?

Tentar fazer as coisas só do seu jeito é um aspecto ruim

Pai dá bronca em filho: há um ensinamento muito profundo, dito há mais de 200 anos; atualmente, palavras ásperas e duras não são acatadas
Pai dá bronca em filho: há um ensinamento muito profundo, dito há mais de 200 anos; atualmente, palavras ásperas e duras não são acatadas

Há um ensinamento muito profundo, que foi dito há mais de 200 anos: atualmente, palavras ásperas e duras não são acatadas. Somente são ouvidas as palavras suaves e agradáveis.

Se isso foi dito há mais de 2 séculos, imagine em nossos tempos atuais, onde as pessoas estão cada vez menos tolerantes.

Na verdade, este conceito se refere à relação entre todas as pessoas, de um modo geral, não somente entre pais e filhos.

Todavia, é bastante comum a maioria das pessoas tentarem fazer com que as coisas saiam do seu jeito, que tudo ocorra conforme sua vontade.

No entanto, isso é ruim, pois acaba tendo um efeito muito negativo. Todos devem entender e aceitar que cada ser humano é único, cada um tem seu pensamento, sua mentalidade e claro, cada pessoa tem a sua forma de encarar as coisas e o mundo.

Todos nós vivemos uma realidade diferente um do outro: moramos em lugares variados, tivemos cada um, um tipo diverso de educação.

Fora também a origem de cada ser humano. Este problema é comum a todos e só nos resta lapidar as nossas qualidades de tal forma que iremos nos tornar mais pacientes. Isso é: temos que ser pessoas que conversam e tratam os demais de um modo suave, educado, cortês e receptivo.

Mas, voltando ao nosso tema central: as crianças. Não devemos, jamais!, usar palavras duras com elas. Termos ásperos não levam a nada, não trarão nada de positivo, pelo contrário. Por isso que devemos utilizar somente palavras suaves com elas.

Caso a criança, a princípio não queira ouvir, é necessário voltar a falar, diversas vezes, até que ela assimile a mensagem.

Lembre-se sempre: a grande sabedoria de educar bem é dominar o conhecimento de quando e como transmitir cada ensinamento!

Pesquisa revela: crianças que são vítimas de abusos verbais têm mais problemas de comportamento; pais devem evitar: ameaças e violência

Criança aparenta tristeza; pesquisa revela: crianças que são vítimas de abusos verbais têm mais problemas de comportamento
Criança aparenta tristeza; pesquisa revela: pequenos que são vítimas de abusos verbais têm mais problemas de comportamento

“Segundo os pediatras norte-americanos, uma pesquisa conduzida pelas Universidades de Michigan e de Pittsburgh comprovou que crianças que apanham e são vítimas de abusos verbais constantes na infância têm mais problemas de comportamento e depressão na adolescência do que as que são criadas sem o uso da violência”, afirma o pediatra Jorge Huberman.

“Como os pediatras são uma importante fonte de informação quando o assunto é comportamento infantil, o órgão orienta os especialistas a dividirem com os pais as novas evidências e reforçarem a necessidade de que os adultos evitem punições físicas e, inclusive, agressões verbais contra as crianças”, encerra o especialista.  

Para marcar uma consulta com o Dr.Jorge Huberman ligue para (11) 2384-9701.