Dr. Jorge Huberman

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Criança usando máscara: crianças menores de 2 anos não devem usar a máscara

Menores de dois anos não devem usar máscara

Máscaras de proteção contra o Coronavírus. Devem ser usadas ou não? Aqui no Brasil já estamos enfrentando o Covid-19 há mais de seis meses. Muito se debateu a respeito da utilização da máscara contra o vírus. Porém há um grande questionamento se as crianças menores de dois anos devem ou não usar a máscara.

Como todos já sabem, o jeito mais eficaz para combater o Coronavírus (Covid-19) é o isolamento social.

Do mesmo modo, usar máscaras é fundamental, tanto para saídas rápidas, como também para as mais longas – nesse caso trocando-se a máscara em determinados períodos de tempo.

Contudo, a conversa muda sobre o uso de máscaras em crianças menores de dois anos.  

Em primeiro lugar, de acordo com um comunicado da Anvisa: “Orientações Gerais – Máscaras faciais de uso não profissional”, emitido recentemente, o acessório é contraindicado para “crianças com menos de 2 anos de idade; em pessoas com problemas respiratórios ou inconscientes, incapacitadas ou incapazes de tirar a máscara sem nenhuma assistência”.  

Além da dificuldade em mexer com o utensílio de proteção sem uma possível contaminação, a restrição para os pequenos ocorre também porque o pano da máscara pode causar perda de ar e eles não conseguem avisar aos pais a respeito disso, como as crianças maiores.

Da mesma forma, não conseguem tirar o objeto sozinhos já que não tem controle motor ou conhecimento para perceber ou entender que aquela máscara está causando dificuldade de respirar.

É arriscado crianças menores de dois anos usarem máscara

Assim sendo, o uso de máscaras é arriscado para as crianças, pois pode haver risco de sufocamento por conta do tecido. 

Se o pequeno com menos de 2 anos de idade precisa sair de casa, a recomendação é que os pais optem pelo transporte no carrinho, coberto com um tecido limpo ou, ainda, com a proteção de plástico que os carrinhos costumam ter evitar chuva e sol. 

Nos EUA, por exemplo, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças afirma que crianças de 2 anos ou mais têm que usar uma cobertura de pano no rosto, cobrindo nariz e boca, quando não estiverem em casa. 

Crianças acima de 2 anos se recomenda o uso, mesmo que elas sejam de menor grupo de risco de transmissão do vírus.

Um levantamento realizado na China, com mais de 2.100 crianças, mostrou que elas são sujeitas a complicações graves, mas que a grande maioria dos casos são assintomáticos, leves ou moderados.

Isso quer dizer que, mesmo que a criança tenha o novo coronavírus, ela pode não apresentar os sintomas e, sem máscara, pode acabar espalhando o vírus mesmo sem saber.  

O CDC dos EUA considera o uso de coberturas faciais pelas crianças algo tão importante quanto o distanciamento social, a limpeza frequente das mãos e outras ações preventivas cotidianas.

Diz o Centro de Controle americano.

“Uma cobertura de tecido para a face não tem como objetivo proteger o usuário, porém pode impedir a propagação do vírus para outras pessoas”.  

Crianças pequenas respirando através de máscara pode ser difícil

É sempre importante lembrar: bebês e crianças menores de 2 anos não devem usar máscaras pois possuem vias aéreas menores e respirar por meio de uma máscara pode ser mais difícil e aumentar o risco de asfixia. 

Do mesmo modo, os pais também não podem e não devem colocar a máscara em quem não consegue removê-lo sozinho, justamente pelo risco de asfixia.

Por este motivo, bebês e os pequenos com menos de 2 anos não devem ter seus rostos cobertos.  

Diz a Sociedade Brasileira de Pediatria:  uso de máscaras em menores de 2 anos é perigoso, avisam pediatras brasileiros.

O pediatra Jorge Huberman usa máscara ao lado da paciente Laura: "as máscaras perdem muito da sua eficiência por não se ajustarem ao rosto das crianças
O pediatra Jorge Huberman usa máscara ao lado da paciente Laura: “as máscaras perdem muito da sua eficiência por não se ajustarem ao rosto das crianças

O pediatra Jorge Huberman afirma o seguinte.

“Outras questões levantadas se referem ao tamanho das máscaras que não se ajustam corretamente ao rosto da criança, perdendo sua eficácia; a tendência da criança em tocar na máscara, levando-a a se contaminar por outros orifícios; ao fato de crianças babarem, salivarem e terem o nariz escorrendo com frequência, inviabilizando as máscaras, que não podem estar molhadas; e, ainda, o incômodo causado pelo acessório, o que pode irritar as crianças”, afirma o especialista.

Máscaras de tecido  

A mudança na recomendação da máscara de tecido ocorreu após estudos chineses mostrarem que um grande número de infecções estava ocorrendo a partir de pessoas assintomáticas, que poderiam jogar no ar gotículas contaminadas ao falar, por exemplo.

A máscara, então, funcionaria como uma barreira física para essas partículas maiores. Mas ela também veio a calhar em um momento que máscaras cirúrgicas e respiradores N-95 se tornaramm escassos, até mesmo para os profissionais de saúde.  

De acordo com o Ministério da Saúde, para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira tem que seguir algumas especificações, que são bastante simples.

É necessário que a máscara tenha ao menos duas camadas de pano, ou seja dupla face.

Ela ainda deve ser individual e ter as medidas corretas para cobrir totalmente a boca e o nariz, sem deixar espaços nas laterais. 

A máscara deve ser lavada com sabão ou água sanitária, deixando de molho por, ao menos, 30 minutos.

Depois, o objeto só pode ser utilizado quando estiver completamente seco.

Para marcar uma consulta com o Dr.Jorge Huberman, ligue para: (11) 2384-9701