Dr. Jorge Huberman

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Crianças jogandp videogame: evite os excessos!

Jogar vídeo game tem o seu limite

Jogar vídeo game tem o seu limite! Como diz o ditado popular: “muda só o endereço, o RG e o CPF, mas os conflitos são os mesmos”.

Se você acha que apenas na sua casa o excesso do uso do vídeo game causa preocupação, enganou-se!

Essa mesma agonia está em milhares de lares ao redor do mundo.

Tanto é que um levantamento recente na Espanha aponta o que é saudável e que é excessivo para nossas crianças dentro desse tema.

Fora isso, daqui 3 anos, entrará em vigor uma nova versão da classificação internacional de doenças (conhecida como CID), que passa a considerar o uso abusivo de jogos eletrônicos como uma doença.

Limite é bom para todos, inclusive para nós, pais, adultos, responsáveis pelos nossos filhos.

O levantamento revelou que existem algumas diferenças de comportamento entre quem usa muito ou pouco o vídeo game, fazendo-se uma comparação da quantidade de horas semanais que isso é feito. Foram pesquisadas quase 2.500 crianças, meninas e meninos, entre 7 e 11 anos de idade.

O que se descobriu é surpreendente: os pequenos que jogavam de forma moderada, em torno de apenas 4 horas por semana, tinham reações mais rápidas na “vida normal” e também, inclusive, melhores notas na escola do que as que não jogavam.

Contudo, a quantidade de horas de vídeo game não mudou o desempenho das crianças em outras aptidões, como a memória e a capacidade de permanecer concentrada.

Crianças que brincam com videogame por muito tempo têm tendência a problemas sociais

No entanto, fica o alerta: as crianças que brincaram com isso por mais de nove horas, ao longo de uma semana, têm maior tendência a problemas sociais e de comportamento.

Esclarecendo: foram observadas menor capacidade de contato com outras crianças, ou condutas problemáticas de forma geral.

Mais um problema notado no estudo é que, quanto maior o número de horas gastas no vídeo game, geralmente menor o número de horas que a criança passa dormindo.

Assim, fica fácil de entender uma possível relação entre o uso de games e o mau comportamento, por falta de sono adequado e, claro de excessos.

Na pesquisa, a conclusão é que 9 horas por semana é o limite máximo ideal que uma criança pode ficar jogando com seu vídeo game. Dentro dessa análise, seria o seguinte.

O cenário ideal é que a criança brincasse por até 1 hora de segunda a sexta, e duas horas diárias, aos sábados e domingos.

Cabem assim algumas dicas: acompanhar e fazer um balanço de quanto tempo seu filho passa jogando durante a semana; analisar se este fator não vem interferindo, de forma negativa, em seu sono. E outra: se o seu vídeo game fica à disposição todo tempo, sempre que quiser.

Se isso está acontecendo, prepare-se: é aí que os excessos ocorrem.

Caso sejam identificadas mudanças, de forma geral, em seu comportamento, isso pode estar conectado com o uso demasiado do vídeo game.

Ai, não tem fórmula mágica: limite seu uso e combine regras de utilização. Desse modo, passado algum tempo, seus filhos irão agradecer por ter mais tempo para descansar, para produzir algo mais útil, realizar atividades ao ar livre, entre outros.

Na verdade, é importante que os pais sempre limitem o tempo de uso, observem o conteúdo dos jogos e mostrem que há vida além das telinhas de vídeo game. Certamente, o pediatra também saberá orientar o que é mais adequado para este tema.