Dr. Jorge Huberman

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A hipotonia é mais comum em bebês e crianças e pode ser tratada se identificada rapidamente

Hipotonia infantil: o que é e como identificar

A hipotonia infantil é a condição causada pela diminuição do tônus muscular, responsável pela manutenção da tensão, firmeza e estiramento dos músculos. Na prática, os pacientes sentem grande dificuldade ao executarem movimentos como andar, levantar ou até mesmo conseguir ficarem sentados sozinhos. A partir do momento em que se sabe do que se trata, é mais fácil identificar o problema.

De modo geral, a hipotonia é mais comum na infância ou mesmo em bebês, e causa moleza e flacidez no corpo todo. Como a condição se manifesta com a redução da resistência ao movimento das articulações, a criança ou o bebê enfrentam dificuldades em manter a cabeça ereta, engatinhar e sustentar o corpo contra a gravidade.

A síndrome do bebê hipotônico refere-se a um paciente com hipotonia generalizada identificada logo no nascimento ou na fase de amamentação. Quando primária, a condição está relacionada ao comprometimento das estruturas motoras. Já a secundária se refere a lesões que afetam os tendões e os ligamentos, ou síndromes genéticas.

Não se trata de uma doença: é um indicador de que algo não está funcionando da forma correta no organismo do seu filho. A manutenção do tônus muscular depende da integridade do Sistema Nervoso Central (SNC) e do Sistema Nervoso Periférico (SNP).

Sendo assim, a hipotonia é o sintoma de disfunções sistêmicas ou neurológicas, envolvendo cérebro, nervos periféricos, tronco cerebral e músculos, por exemplo.

As principais causas de hipotonia podem estar associadas a doenças de origem central, como Síndrome de Down, ou periféricas, como a atrofia muscular espinhal infantil. Devido a inúmeras causas e condições clínicas, é fundamental que, em qualquer sinal de fraqueza muscular, a criança seja levada ao pediatra.

Diagnóstico, tratamento e sinais da hipotonia infantil

Para a realização do diagnóstico e início do tratamento eficiente e especializado, é necessário que a criança seja examinada por seu pediatra.

Em geral, o paciente precisará seguir com o acompanhamento de uma equipe de profissionais para ajudá-lo a movimentar o corpo em várias sessões de terapia de suporte.

Em casos de qualquer sinal de fraqueza muscular ou dificuldade em coordenação de atividades motoras, leve seu filho ao pediatra
Em casos de qualquer sinal de fraqueza muscular ou dificuldade em coordenação de atividades motoras, leve seu filho ao pediatra (Foto: Freepik)

Quando perceber que a musculatura do bebê ou da criança é mais fraca, fique em alerta pois pode ser um sinal de que ela tenha hipotonia. Um paciente, com essa condição, não consegue sustentar o peso do próprio corpo e, portanto, pode ter dificuldades para se movimentar.

As crianças hipotônicas costumam levar mais tempo para atingir um bom desenvolvimento motor, o que inclui habilidades como se sentar, engatinhar, caminhar, falar e até mesmo se alimentar.

Então, não pense que o seu filho está atrasado por não conseguir realizar essas atividades, mas tenha um olhar atencioso e sempre consulte o pediatra caso apareçam sinais como estes.

Além disso, entre os principais sinais de hipotonia na infância podemos citar:

  • Falta de força para realizar coisas simples, como um aperto de mão ou segurar um lápis, por exemplo;
  • Facilidade em se contorcer e fazer movimentos bem alongados, mostrando alta flexibilidade;
  • Pouco controle sobre os músculos do pescoço, tendendo a inclinar a cabeça para os lados;
  • Dificuldade em manter a postura reta, em decorrência da falta de força nas costas;
  • Problemas para articular as palavras e falar corretamente;
  • Diminuição da resistência à atividades;
  • Reflexos mais lentos que o normal;
  • Dificuldades para ingerir alimentos.

Diagnóstico e tratamento da hipotonia

O diagnóstico da hipotonia só pode ser dado pelo médico, então consulte o especialista caso qualquer um desses sinais sejam identificados. No consultório, ainda que não exista um método específico para se confirmar tal condição, é possível, por meio de uma avaliação clínica, induzir o corpo da criança a realizar determinados movimentos e observar como o organismo reage aos estímulos.

A partir disso, o médico já pode investigar os possíveis transtornos e doenças por trás da hipotonia, além de indicar o tratamento adequado e específico para o quadro do seu filho.

Antes de definir o tratamento, é fundamental avaliar a origem da condição. Em alguns casos, é possível tratar a doença diretamente com a sua consequência motora, sendo que a hipotonia pode piorar, ficar estagnada ou melhorar conforme o avanço do procedimento.

Em outros, a condição precisa ser tratada isoladamente com sessões de fisioterapia, até que, aos poucos, o paciente consiga se movimentar corretamente.

É possível que existam crianças que nasçam com sinais, mas não tenham nenhuma doença relacionada a esta condição – é o caso da hipotonia congênita benigna. Nessas situações, tratamentos com fonoaudiólogos e fisioterapeutas vão ajudar a criança a ganhar o tônus muscular que estava faltando e continuar a crescer de forma saudável.

Pequenos atrasos de desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem podem acompanhar esse paciente durante a infância. A hipotonia é uma condição muito desafiadora não só para as crianças, mas também para toda a família.

Com muita prática, paciência, amor e tratamento especializado, seu filho pode aprender novas formas para desenvolver as atividades do dia a dia e melhorar as suas habilidades.

Terapia de suporte

Os pais e responsáveis têm papel fundamental durante o tratamento da criança
Os pais e responsáveis têm papel fundamental durante o tratamento da criança (Foto: Freepik)

A terapia de suporte tem a função de diminuir os problemas provocados pela doença de base. Com uma equipe de profissionais especializados, o paciente consegue praticar e explorar suas habilidades, para conquistar melhor desempenho muscular e desenvolver sua estrutura motora.

Além de uma ótima equipe, com bons especialistas na área, focados e dedicados a ajudar os pequenos, o incentivo da família é fundamental para a obtenção de resultados positivos. Os pais ou responsáveis devem encorajar a criança a realizar as sessões de fisioterapia e a praticar novas habilidades. Elogios também são importantes para o sucesso do tratamento.

Lembre-se: é preciso calma, não se assuste! A qualquer sinal de fraqueza muscular ou dificuldade em coordenação de atividades motoras, leve seu filho ao pediatra. Ele é especialista em acompanhar o crescimento de crianças durante toda a infância e o seu principal aliado quando o assunto é desenvolvimento saudável infantil.

No entanto, o pediatra e neonatologista, Jorge Huberman reforça, que quando há diagnostico de hipotonia infantil, é preciso o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre hipotonia infantil
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre hipotonia infantil (Foto: Divulgação/ Kesher Conteúdo)

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.