Dr. Jorge Huberman

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Febre em crianças: saiba como agir!

Febre em crianças: saiba agir!

Febre em crianças: saiba como agir!

Normalmente, quando nossos filhos apresentam febre, os pais entram em desespero. Se há um pequeno aumento na temperatura e ela passa dos 37°C, os adultos já começam a correria e o stress: qual médico vamos levá-lo, qual hospital? Que remédio vamos dar? Isso até baixar a febre ou passar a dor de cabeça da criança.

É claro que a febre pode ser sinal de várias coisas, mas também pode não significar nada!

Em primeiro lugar, é preciso ver como está o estado de saúde da criança. Até porque usar remédios nessa hora sem ter certeza de que são realmente necessários pode ser um desastre!

E também porque 37°C ou algo pouco acima disso, é considerado como temperatura normal.

Recentemente, uma publicação científica de pediatria, a revista americana Pediatrics, lançou um alerta sobre a utilização desordenada de antitérmicos.

No artigo, de autoria de especialistas da Academia Americana de Pediatria, os médicos pedem que não se recorra a essa solução tendo como meta reduzir a temperatura corporal das crianças.

Contudo, tem muito pai e mãe com medo exagerado da febre que seus filhos apresentam. Sejam eles bebês de três meses, com menos de três meses, ou mesmo uma criança com um pouco mais de idade. Isso ocorre, muitas vezes, de forma até irracional.

Esse é o grande problema: a automedicação é sempre arriscada.

Antitérmicos não agem sobre a doença!

Segundo os especialistas, os antitérmicos não agem sobre a doença que desencadeou a subida da temperatura, somente baixam a febre. A preocupação, quando existe febre, deve ser com o diagnóstico do que a causou, feito por um pediatra.

É esse médico que vai dizer se a febre está sendo causada por um vírus, se tem que combater uma infecção mais séria e por aí vai.

Fora isso, o calor do corpo até costuma dar uma dica para eliminar o que está por trás de toda a encrenca. Isso ocorre porque a febre de até 38,6 °C otimiza o sistema imunológico. Ou seja: ficar um pouco mais quente do que o normal ajuda a criança a se defender.

A sua criação de anticorpos protetores aumenta, recrutam-se algumas células de defesa de forma mais rápida e coíbe-se o aumento de vários micro-organismos. 

Quando devo usar remédio para baixar a febre da criança?

Nem sempre ter febre significa que a criança precisa tomar medicação.
Criança com febre: nem sempre tomar remédio é recomendado! Saiba como agir em caso de febre!

A grande questão que os pais sempre têm é: se realmente a febre, a princípio, não faz mal, quando então deve se medicar a criança? Ou seja, em que momento devemos dar remédios para ela?

De acordo com os especialistas, a criança deve tomar alguma medicação quando surgem alguns sintomas tais como tremores, mal-estar e aceleração dos batimentos do coração.

Isso quer dizer que se a criança está quente, porém continua correndo pela casa, realizando alguma atividade física, não é necessário dar remédios. As exceções são as crianças que apresentam problemas do coração ou do pulmão, além daqueles que apresentam convulsão febril.

De uma forma ou de outra, é o pediatra que deve determinar se é preciso tomar algum remédio e também qual a dose certa do medicamento.  

A questão da idade do menino ou da menina também influencia muito nessa decisão. Para as crianças pequenas, de menos de 3 anos de idade, como o sistema imune é um pouco mais imaturo, a preocupação aumenta.

Assim sendo, nenês com alta temperatura, independentemente do estado geral; crianças com febre baixa, mas com outros sintomas, e as que continuam febris por vários dias, precisam de atendimento médico.

Nos recém-nascidos, qualquer febre tem que ser comunicada

Nos recém-nascidos, toda e qualquer febre deve ser comunicada imediatamente ao seu pediatra ou neonatologista.  

Contudo, nem o pai nem a mãe do bebê devem se desesperar nessas horas.

Até porque, na maioria dos casos, a subida da temperatura é somente uma das respostas do organismo para a presença de algum micro-organismo estranho. Com certeza, logo este calor todo da criança vai passar. No entanto, deve-se observar a temperatura: acima de 37,8ºC é febre.

Em crianças pequenas o termômetro chega a indicar temperaturas que ultrapassam os 38 graus. Trata-se, porém, de uma reação normal do organismo que, simplesmente, está aprendendo a se defender. Isso é, o calorão, muitas vezes, não significa que tenha algo grave. Por isso, não se preocupe tanto.    

Nem sempre uma temperatura acima dos 37 graus indica que há uma febre vindo.

Porém, quando o estado febril se torna evidente, o certo é ter um termômetro a mão para averiguar se o corpo da criança não está esquentando muito. Lembrando que a temperatura até 37,2ºC é considerada dentro da normalidade. 

As pessoas, obviamente, têm organismos diferentes e a temperatura varia muito de uma para outra. É por isso que quando há febre em crianças tem que saber como agir!

Receitas caseiras para conter a febre 

Certas receitas caseiras funcionam de fato. Lenços úmidos, ou seja, compressas frias: até nossas avós já tinham conhecimento que colocar panos molhados com água na testa dos pequenos ajuda muito. Mas devem ser usadas somente se oferecerem conforto à criança.

O corpo perde calor no contato com o tecido úmido, em temperatura que seja menor que a dele.  

Outra receita caseira: durante determinadas febres, é usual existir desidratação. Por isso, qualquer suco, uma xícara de chá ou até um copo de leite ou água são ótimos para manter o corpo funcionando até a febre baixar.   

Atenção: fuja à forte vontade de cobrir a criança com um cobertor para evitar que ela fique com tremedeira. Para ajudar o organismo a regular a temperatura, o ideal é fazer o oposto: tire o excesso de roupa.  

E, sobre o banho: a água deve ser morna, por volta dos 36ºC. A estratégia é eficiente, desde que não faça a criança gritar por eventual desconforto. Afinal, a ideia é tirá-la de qualquer mal-estar. 

Lembre-se sempre: febre não é doença, é somente uma reação de defesa do nosso organismo, é um sinal que estamos sofrendo uma “agressão”. A febre ajuda a aumentar nossa imunidade contra agentes agressores: 90% deles são vírus, não bactérias, portanto, é necessário tomar antibióticos, na grande maioria dos casos. Consulte sempre um especialista! Não faça sozinho, sem nenhuma orientação, a medicação do seu filho!