Dr. Jorge Huberman

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Muitas mães podem enfrentar dificuldades na hora de amamentar o bebê

Eu não gosto de amamentar! E agora?

Trabalho de parto, noites em claro, amamentação. Mas eu não gosto de amamentar! E agora? Quem acredita que a maternidade é um mar de rosas se engana.

Por mais que a chegada de um bebê seja motivo de muita alegria para toda a família, junto com ele vem novas responsabilidades e preocupações, principalmente para as mães, quando o assunto é amamentação do bebê.

Uma prática instintiva e natural, mas ainda assim muito dolorida. A hora de amamentar o bebê pode ser uma das mais temidas do dia para muitas mulheres.

Isso porque, apesar de ser um momento de construção de vínculos entre mãe e filho, exige muito esforço para resistir às dores no peito até o final, pelo menos nos primeiros dias.

Ainda que seja a melhor fonte de nutrientes para o bebê, ele suga o leite do peito da mãe com força, e isso pode machucar bastante e causar sofrimento para a mulher.

A decisão de não amamentar é vista com maus olhos pela sociedade em que vivemos, mas isso é uma escolha que cabe unicamente à mãe, pois será somente ela que enfrentará, com responsabilidade, esse momento difícil e dolorido.

É fundamental que o respeito a essas mulheres seja mantido, para que o sentimento de culpa não caia sobre elas.

De fato, amamentar é dar alimento e amor para o seu filho, mas existem outras formas de fazer isso. Você pode optar por alimentar o bebê de outra maneira e transmitir o amor por meio do cuidado, do toque e do carinho.

Lembre-se: se você decidiu não amamentar, isso não te faz menos mãe. O pediatra pode te ajudar a encontrar a melhor forma de alimentar seu filho, além da amamentação, caso essa seja a vontade.

Por que algumas mães não conseguem amamentar?

Não existe um motivo padrão para algumas mulheres decidirem não amamentar. Cada uma é diferente, tem suas individualidades e suas próprias razões para não seguirem com essa prática e optarem por outra forma de alimentar o bebê. A mãe não precisa se sentir culpada por isso.

O mais comum é que os fatores estejam relacionados à questões que envolvem condições fisiológicas, sociais e emocionais. Dores na hora da sucção do leite, depressão pós-parto, preocupações, críticas familiares e até mesmo falta de preparo ou orientação podem estar incluídos entre os motivos.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre as dores do amamentar
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre as dores do amamentar (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

Pode ser a dificuldade em realizar a pega correta, etapa de extrema importância, pois caso seja feita de forma incorreta vai prejudicar a amamentação e machucar a mãe. Muitas mulheres testam várias posições até encontrar a que melhor funciona, mas algumas não se sentem confortáveis de jeito nenhum.

Para o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, fazer o teste da linguinha pode ajudar a aliviar as dores físicas. “A avaliação não dói e permite detectar se há alguma alteração na membrana da língua capaz de interferir diretamente na qualidade da amamentação do bebê e no desenvolvimento da fala, mastigação, deglutição e higiene oral”, explica.

Amamentação não é uma tarefa fácil e pode ser muito dolorosa para as mulheres
Amamentação não é uma tarefa fácil e pode ser muito dolorosa para as mulheres (Foto: Freepik)

Além disso, o cansaço, a ansiedade e o estresse que inevitavelmente acompanham a maternidade são alguns fatores que também dificultam o momento da amamentação.

Essas condições, somadas à falta de apoio e sentimento de impotência, são as principais causas para muitas mulheres desistirem de ir até o fim com a amamentação.

Por mais que a mãe tente e se esforce, essa é uma atividade muito dolorosa e que exige compreensão por parte da família.

A mulher pode se sentir culpada, incapaz e frustrada, por isso a rede de apoio é fundamental para dar suporte à ela e fazê-la perceber que não amamentar não a torna menos mãe.

Caso a mulher queira insistir na tentativa de amamentar, as enfermeiras são grandes aliadas nessa missão. Elas podem dar dicas e te ajudar a encontrar a forma que mais funciona para você o seu bebê.  

Mesmo assim, se ela ainda não se sente confortável, o médico pode indicar outras formas de alimentar a criança.

Alternativas para alimentar o seu bebê

Nada substitui o leite materno, isso é fato. Só ele é o alimento completo, com tudo o que o bebê precisa nos primeiros meses de vida, oferecendo benefícios únicos para a saúde do seu filho. Nos casos em que a amamentação não é possível, os leites artificiais são a melhor opção.

Ainda que o leite materno apresente características muito particulares, o leite artificial possui aspectos cada vez mais semelhantes a ele. Mas mesmo assim, a fórmula do leite artificial deve ser escolhida com supervisão médica, já que cada composição varia de acordo com as necessidades e crescimento do bebê. 

Não existe uma receita pronta quando o assunto é transição do leite materno para leites artificiais, cada caso é diferente e deve ser observado de perto pelo médico.

Para facilitar o processo, a dica é iniciar a alimentação do bebê com o leite materno, se for possível, e depois passar para o leite artificial.

Mulheres podem se sentir culpadas por não conseguirem amamentar os filhos, mas está tudo bem
Mulheres podem se sentir culpadas por não conseguirem amamentar os filhos, mas está tudo bem (Foto: Freepik)

A quantidade de leite artificial que deve ser dado ao bebê é diretamente proporcional à idade e ao peso dele. A frequência depende de cada criança e o intervalo entre uma alimentação e outra deve ser respeitado, sem forçar e nem pressionar.

Não deixe de consultar o médico antes de tomar qualquer decisão relacionada à amamentação e à transição para o leite artificial. Ele vai te ajudar a cumprir cada etapa da melhor forma e garantir que o seu filho cresça e se desenvolva de forma segura e saudável.

Muito além da amamentação

A amamentação não se trata apenas de dar o peito ao bebê. É uma atividade que exige muita dedicação e esforço, às vezes além daquilo que muitas mães podem suportar. O que realmente importa é que o seu filho se alimente, e se não for através da amamentação nãoisso não precisa ser um problema.

Cada caso é diferente, cada bebê é diferente e cada mulher é diferente. Nenhuma escolha é fácil, e caso você opte por não amamentar o seu filho, isso não te faz menos mãe e você não deve se sentir culpada por isso.

Tempo de qualidade, carinho e afeto também são práticas que formam vínculos entre mães e bebês. A mãe sabe melhor do que ninguém o que é ideal para o filho e suas decisões devem ser respeitadas.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.