Dr. Jorge Huberman

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É possível ser um bom pai mesmo quando se teve uma infância difícil

É possível ser bom pai depois de uma infância difícil?

A infância é uma das principais fases da vida de qualquer ser humano. É nela que o indivíduo cresce e aprende, pela primeira vez, como funciona o mundo ao seu redor e as interações com as pessoas presentes nele. Por isso, se essa for uma fase difícil, as consequências podem ser refletidas na vida adulta. E fica sempre a dúvida: é possível ser bom pai depois de uma infância difícil?

É claro que o papel dos pais e responsáveis na vida da criança é fundamental para ensiná-la, com palavras e atitudes, os princípios que servirão de base para o pleno desenvolvimento e transformação do filho em um adulto. O pequeno aprenderá muitas coisas na vida, seguindo os exemplos dos mais velhos.

Sendo assim, as influências deixadas por essas pessoas impactam diretamente no comportamento das crianças. Positivos ou negativos, os pequenos vão absorver os ensinamentos deixados a ela, e com o tempo, será possível diferenciar aquilo que é bom daquilo que é ruim.

Portanto, se você não teve uma boa experiência paterna ou materna não significa que será um pai ou mãe ruim ao seu filho. Adultos que viveram uma infância complicada precisam entender que as infâncias não são iguais.

Você pode ser um pai ou uma mãe mais presente na vida do seu filho. Demonstre seus sentimentos de forma natural e sem medo nenhum! Afinal, a família deve ser porto seguro, um lugar cheio de amor onde existe acolhimento e diálogo.

O grande problema é tentar ser um bom pai quando não se tem uma referência sobre o que é ser um bom pai, de fato. Ou proporcionar uma infância boa quando não se teve. Mas, entre erros e acertos, o que realmente importa é fazer aquilo que é melhor para o seu filho, pensando sempre no bem dele.

Aprenda com os erros (dos outros!) e seja um bom pai

Tendo tido uma infância difícil ou não, é possível ser um bom pai para o seu filho
Tendo tido uma infância difícil ou não, é possível ser um bom pai ou uma boa mãe para o seu filho (Foto: Reprodução Freepik)

O primeiro passo a se seguir é reconhecer quais foram os erros cometidos pelos seus pais para que você não os repita. Dessa forma, você também consegue perceber os impactos dessas ações, ou a falta delas, em seu comportamento.

Ausência da figura paterna ou materna, maus tratos, humilhação, abuso sexual, rejeição, ter presenciado brigas e situações de vulnerabilidade são alguns dos traumas mais profundos que marcam a infância e trazem consequências muito ruins ao longo da vida de qualquer ser humano.

Uma criança que teve uma infância difícil pode se tornar um adulto inseguro, agressivo, com baixa autoestima, ter a tendência de cometer atitudes abusivas, entre outros comportamentos. Isso porque é nessa fase que a personalidade está em formação e cada acontecimento influencia muito na postura daquele que está se desenvolvendo.

Porém, por mais que a sua infância tenha sido difícil, não se lembre apenas das experiências ruins. Quando pensamos na criação de filhos, vale se apegar às lembranças positivas que você teve quando criança e tentar proporcioná-las aos seus pequenos.

Nós não somos aquilo que a dificuldade nos fez. Não são apenas os desafios que formam a nossa personalidade. Um conjunto de vivências compõem quem somos, e por mais que você não acerte todas as vezes, é possível aprender com os erros e se tornar um pai melhor.

Reconheça e queira mudar. Agora, como adulto, você sabe que pode ressignificar tudo de ruim que passou e diferenciar aquilo que é bom do que é ruim.

O auxílio de psicólogos é fundamental para quebrar, aos poucos, esses traumas. Após sessões de terapia, eles vão te ajudar a identificar as feridas que marcaram a sua infância. Além disso, eles também podem te mostrar uma nova forma de lidar com as situações, diferentemente da maneira que você aprendeu quando criança.

Faça a diferença para o seu filho

Você pode lembrar dos bons momentos da sua infância e tentar proporcioná-los aos seus filhos
Você pode lembrar dos bons momentos da sua infância e tentar proporcioná-los aos seus filhos (Foto: Reprodução Freepik)

Agora que você reconhece os erros cometidos pelos seus pais e as dificuldades da sua infância, chegou a hora de colocar em prática aquilo que você aprendeu com eles. Os aprendizados negativos são necessários para que você saiba aquilo que não quer que o seu filho passe.

Quebrar as inseguranças, traumas e os medos do passado não é uma tarefa fácil. Para isso, é fundamental ter por perto uma rede de apoio, com pessoas próximas a quem você pode contar e pedir ajuda quando se sentir insuficiente ou estiver enfrentando dificuldades como pai.

A família pode ser um assunto complicado para muitas pessoas. Talvez você não tenha nenhuma figura em que possa se espelhar. Porém, apesar de não podermos escolher quem são nossos familiares, temos sim a chance de optar pela escolha dos nossos amigos e aqueles que estarão por perto, ajudando com conselhos e o que mais precisarmos.

Essas relações, além de serem um ótimo apoio para os pais, trazem consigo a sensação de pertencimento e acolhimento. Compartilhar seus medos com algum amigo te faz mais forte para enfrentá-los. Uma vez que você se sente amado e respeitado, também passa a demonstrar esses sentimentos.

E você ainda pode enxergar as situações a partir de outras perspectivas. O diálogo sempre será a principal forma de esclarecer as ideias e uma das principais atitudes a se fazer antes de tomar qualquer decisão. Conversar com quem está passando pela mesma situação que você e trocar experiências é sempre uma boa ideia.

O pediatra do seu filho também é uma excelente pessoa para manter em sua rede de apoio.

A importância do pediatra

O pediatra é o seu principal aliado quando o assunto é saúde e desenvolvimento do seu filho durante toda a infância. É ele quem vai examinar a criança e acompanhar o crescimento durante essa fase e tirar as suas principais dúvidas, sejam médicas ou até comportamentais.

O pediatra sabe como ninguém as diferentes etapas da vida de uma criança e pode te ajudar com dicas para lidar com elas. Mas não se esqueça que cada pai tem o seu próprio jeito de educar e criar os filhos.

Então confie em si mesmo e acredite que está oferecendo às suas crianças, algo muito melhor do que aquilo que você viveu na infância!

O pediatra e neonatologista, Jorge Huberman ainda reforça, que ser um bom pai é tarefa fácil. Não importa a idade do seu filho, ou quantos filhos você tenha, você tem que saber que o trabalho de um pai nunca acaba. Para ser um bom pai, você tem de estar presente; seja um bom tutor e modelo e seja compreensivo com as necessidades do seu filho sem se deixar controlar.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre ser um bom pai apesar de uma infância difícil
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre ser um bom pai apesar de uma infância difícil (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701 .