Dr. Jorge Huberman

Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA): saiba tudo!

Descubra tudo o que você precisa saber sobre o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O TEA é uma condição neurológica que afeta a comunicação e o comportamento de indivíduos em diferentes graus. Neste artigo, vamos explorar em detalhes como o diagnóstico do TEA é realizado, quais são os critérios e testes utilizados pelos profissionais da saúde, e as etapas envolvidas no processo.

Um diagnóstico preciso é essencial para garantir que as pessoas com TEA recebam o suporte e o tratamento adequados desde o início. Através da identificação precoce, crianças e adultos com TEA podem receber intervenções e terapias voltadas para o seu desenvolvimento e qualidade de vida.

Conhecer os sinais precoces do TEA e entender o processo de diagnóstico também é importante para pais e familiares que suspeitam que seu filho possa ter o transtorno. Alerta, apoio e informação são fundamentais nesta jornada.

Sendo assim, descubra os aspectos-chave do diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista e saiba como encontrar o suporte necessário para você ou seu ente querido.

Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA): uma abordagem detalhada

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neuropsiquiátrica que afeta o desenvolvimento da comunicação, interação social e comportamento. Identificar o TEA precocemente é crucial para garantir intervenções adequadas e promover o melhor desenvolvimento possível para as crianças afetadas. O diagnóstico do TEA é um processo complexo que envolve profissionais de diferentes áreas e exige uma abordagem abrangente.

1. Avaliação inicial: observação clínica e anamnese

O processo de diagnóstico do TEA geralmente começa com uma avaliação clínica inicial. Os pais ou responsáveis são entrevistados para fornecer informações sobre o desenvolvimento da criança desde o nascimento. Essa anamnese detalhada inclui marcos do desenvolvimento, comportamentos observados e quaisquer preocupações específicas levantadas pela família.

Além disso, os profissionais de saúde também realizam observações clínicas diretas da criança. Essas observações visam identificar comportamentos típicos ou atípicos relacionados à interação social, comunicação verbal e não verbal, interesses específicos e padrões de comportamento repetitivo.

2. Avaliação multidisciplinar: envolvendo profissionais especializados

O diagnóstico do TEA requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais de diferentes áreas, como psicólogos, psiquiatras, neurologistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Essa equipe diversificada colabora para obter uma compreensão abrangente das habilidades e desafios da criança.

Os testes psicológicos específicos podem ser administrados para avaliar aspectos cognitivos, linguísticos e comportamentais. Além disso, a avaliação neurológica pode incluir exames de imagem cerebral, como ressonância magnética, para descartar outras condições médicas que possam estar relacionadas aos sintomas observados.

O pediatra Jorge Huberman em seu consultório em Moema: “o Ministério da Saúde incluiu tratamento do Transtorno do Espectro Autista na Política Nacional da Pessoa com Deficiência"
O pediatra Jorge Huberman em seu consultório em Moema: “o Ministério da Saúde incluiu tratamento do Transtorno do Espectro Autista na Política Nacional da Pessoa com Deficiência”. Foto: Chico Audi

“Em setembro de 2023, pela primeira vez, o Ministério da Saúde incluiu tratamento do Transtorno do Espectro Autista na Política Nacional da Pessoa com Deficiência”, diz o pediatra Jorge Huberman.

“A pasta vai investir mais de R$ 540 milhões na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, com aporte de 20% para cuidado com pessoas autistas. Isso é muito importante quando se discute saúde pública, afirma o neonatologista.

3. Critérios Diagnósticos: DSM-5 e CID-10 (h3)

Os profissionais de saúde mental baseiam seu diagnóstico nos critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição (DSM-5) e pela Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID-10). Esses manuais fornecem diretrizes específicas que ajudam os profissionais a categorizar e diagnosticar o TEA com precisão.

O DSM-5, em particular, estabelece critérios específicos relacionados a déficits na comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. O diagnóstico do TEA pode incluir especificações, como gravidade e presença de características adicionais, como atraso no desenvolvimento da linguagem.

4. Avaliação do Desenvolvimento Socioemocional e Comportamental

A avaliação do TEA não se limita apenas à identificação de déficits. Os profissionais também avaliam as habilidades e pontos fortes da criança. A avaliação do desenvolvimento socioemocional e comportamental é crucial para entender o contexto geral e fornecer orientações adequadas para intervenções e apoio.

Essa avaliação pode envolver a observação do comportamento adaptativo, análise das habilidades de jogo e interação social, e avaliação da capacidade da criança de lidar com diferentes situações emocionais. Essas informações são essenciais para personalizar os planos de tratamento e garantir que abordem as necessidades específicas de cada indivíduo.

5. Triagem genética: investigando possíveis causas genéticas

Em alguns casos, os profissionais de saúde podem recomendar testes genéticos para investigar possíveis causas genéticas do TEA. Embora a maioria dos casos de TEA não tenha uma causa genética clara, certos padrões genéticos podem estar associados a uma maior predisposição para o transtorno.

A triagem genética não apenas auxilia no diagnóstico, mas também pode fornecer informações importantes sobre o prognóstico e as necessidades específicas de suporte para a criança.

Conclusão: abordagem abrangente para um diagnóstico preciso (h4)

Criança brinca com uma mulher: diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é um processo complexo.
Criança brinca com uma mulher: diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é um processo complexo.

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é um processo complexo que requer uma abordagem abrangente, envolvendo diferentes profissionais e métodos de avaliação. A identificação precoce é fundamental para garantir a implementação de intervenções eficazes e promover o desenvolvimento saudável da criança.

Ao considerar a observação clínica, avaliação multidisciplinar, critérios diagnósticos, avaliação do desenvolvimento socioemocional e genética, os profissionais de saúde podem oferecer diagnósticos mais precisos e personalizados.

Isso permite que as famílias tenham acesso a recursos e suporte necessários para melhorar a qualidade de vida das pessoas com TEA.

Para marcar uma consulta com o pediatra Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701 / whatsapp – (11) 97144-7939.

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