Dr. Jorge Huberman

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A diabetes gestacional se deve há alterações hormonais e apresenta riscos para a mãe e o bebê

Diabetes gestacional e infantil: causas e tratamentos

A diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. O problema pode ser de tipo 1 ou 2, gestacional ou infantil. Portanto, vamos abordar neste artigo o tema; diabetes gestacional e infantil: causas e tratamentos.

Em primeiro lugar, é muito importante conhecermos as causas da enfermidade em crianças e grávidas e quais são os tratamentos para cada um desses casos.

Quando o pâncreas não produz insulina, hormônio responsável por transformar glicose em energia, trata-se do tipo 1. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes esse tipo representa de 5 a 10% do total de pessoas com a doença.

Já no tipo 2, o órgão fabrica o hormônio, mas o organismo não consegue distribuí-lo de maneira correta. Cerca de 90% das pessoas que têm diabetes estão incluídas nesse caso, que é comum entre adultos sedentários e com hábitos pouco saudáveis.

Enquanto gera um bebê, a mulher pode desenvolver a diabetes mellitus gestacional (DMG). Segundo a American Diabetes Association o diagnóstico é feito no segundo ou terceiro trimestre da gravidez e representa perigos tanto para a mãe quanto para o feto em desenvolvimento.

Essa condição é temporária e está relacionada à produção de hormônios que inibem a ação da insulina. O diagnóstico é comum, já que o metabolismo da mulher se desdobra para suprir as necessidades dela e do bebê e não consegue atingir um equilíbrio.

O cansaço excessivo é um dos sintomas da diabetes infantil
O cansaço excessivo é um dos sintomas da diabetes infantil (Foto: Pixabay)

Enquanto o embrião exige açúcar para crescer, a mãe acumula a substância em excesso. É nesse momento que ocorre a hiperglicemia, nível elevado de glicose na corrente sanguínea.

Na infância, as crianças também podem ser acometidas pela diabetes de tipo 1, que não tem cura. A Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein afirma que 20 em cada cem mil crianças desenvolvem a doença por ano.

Embora seja mais raro, também há possibilidade da diabetes tipo 2 aparecer nos pequenos. Nesse contexto, é possível reverter o caso com atividades físicas, alimentação equilibrada e adoção de novas práticas.

Portanto, conheça os fatores de risco, sintomas e tratamentos da diabetes gestacional e infantil.

O que contribui para o aparecimento da diabetes gestacional e infantil?

Existem determinados fatores de risco que tornam mais provável que uma mulher desenvolva diabetes gestacional.

Alguns deles são:

  1. Gestante com 35 anos ou mais
  2. Colesterol alto
  3. Gordura corporal em excesso, principalmente na região abdominal
  4. Grávida de baixa estatura, menos de 1,5 metro
  5. Gestação múltipla, isto é, presença simultânea de mais de um embrião no útero
  6. Síndrome do ovário policístico (SOP)
  7. Histórico familiar de diabetes ou diabetes gestacional em parentes de primeiro grau
  8. Sobrepeso antes da gravidez ou ganho de peso excessivo durante a gestação
  9. Antecedentes obstétricos como aborto, morte fetal, malformações ou recém-nascido anterior com mais de 4 quilos
  10. Hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia na gravidez

Quando o problema de saúde se apresenta entre pacientes infantis, ele não é temporário. Na maioria das vezes, os pequenos são acometidos pela diabetes tipo 1 e, além da predisposição genética, outras causas influenciam em seu desenvolvimento.

Um estudo publicado pelo Instituto Karolinska aponta que bebês que foram amamentados têm menos risco de adquirir a doença. Isso porque o aleitamento materno promove a evolução do sistema imunológico e aumenta as bactérias intestinais que atuam na defesa do organismo.

O peso ao nascer, o crescimento infantil, a vitamina D e infecções e problemas na flora intestinal são outros aspectos que estão associados à enfermidade.

Quais os sintomas das diabetes gestacional e infantil?

Alguns casos de diabetes gestacional são assintomáticos, outros são anunciados por sintomas que podem ser facilmente identificados.

Cansaço excessivo, sede, náuseas, aumento do apetite, ganho de peso exagerado ao longo da gravidez, visão turva e infecções urinárias frequentes são os principais sinais do aparecimento da doença.

De qualquer maneira, é importante ressaltar a necessidade do diagnóstico por meio da medição da glicemia em jejum. Ao longo do pré-natal, o obstetra e ginecologista solicitará o exame pelo menos 3 vezes.

Os pacientes com diabetes tipo 1, 2, gestacional ou infantil devem monitorar a glicemia de ponta de dedo (Foto: Freepik)

Quando se trata da diabetes infantil os sintomas são semelhantes, com exceção da perda de peso que ocorre de maneira oposta ao caso da grávida com intolerância à glicose. No entanto, há novos indícios no corpo dos pequenos quando são acometidos pela diabetes.

As crianças costumam ficar mais irritadas e apresentar mudanças de humor abruptas. Além disso, demonstram falta de vontade para brincar e dificuldades de compreensão e aprendizado.

Se esses sintomas forem notados, é recomendado que os pais procurem pelo pediatra, que indicará o tratamento correto caso haja necessidade. A confirmação da enfermidade é feita por meio de exames de sangue.

Como tratar a diabetes gestacional e infantil?

O tratamento da diabetes gestacional é fundamental para manter a mãe e o bebê saudáveis e deve ser feito com o acompanhamento de nutricionista, endocrinologista, e obstetra. Isso porque a dieta balanceada e a atividade física ajudam a controlar o nível de açúcar no sangue.

Carboidratos integrais, fibras, proteínas e oleaginosas são alimentos indicados por ter baixo índice glicêmico. A redução da farinha branca e do açúcar também faz parte do plano alimentar recomendado.

Os exercícios físicos são importantes na diminuição da glicose em jejum e após as principais refeições e, frequentemente, substituem o uso de insulina.

Vez ou outra, quando a diabetes apresenta grandes riscos e a glicose insiste em não regular, faz-se uso de remédios receitados por profissionais da área da saúde.

Já nas crianças, o processo é diferente. Naquelas que têm diabetes tipo 1 devem ser administradas injeções de insulina e a taxa de açúcar precisa ser monitorada ao longo do dia por meio da glicemia de ponta de dedo.

Dessa forma, o hormônio é substituído em doses diárias para imitar a produção natural do pâncreas. Esse esquema ajuda na manutenção de uma quantidade mínima de insulina no organismo e contribui para o controle da doença.

Nas que têm diabetes tipo 2, ao contrário, o tratamento medicamentoso visa melhorar a distribuição da substância já produzida pelo corpo. Entretanto, o remédio não é suficiente para resolver a questão. É necessário a perda de peso e mudanças nos hábitos de vida.

O pediatra e neonatologista Jorge Huberman reforça que em casos de recém-nascidos com fatores de risco para hipoglicemia (prematuros, filhos de mãe diabética, entre outros) pode haver necessidade de vigilância e/ou terapêutica até à estabilização dos valores de açúcar no sangue, que geralmente ocorre até às 48-72 horas (hipoglicemia transitória).

Se, mesmo assim, a hipoglicemia persistir (hipoglicemia persistente), a criança pode necessitar de tratamento específico e internamento numa unidade de neonatologia.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre diabetes
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre diabetes (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

O pediatra é o responsável por personalizar o tratamento, de forma que a criança viva como qualquer outra, sem restrições. Se as recomendações forem seguidas a rigor, evita-se o risco de complicações futuras que podem afetar os olhos, rins, coração e o sistema nervoso.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701