Dr. Jorge Huberman

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Novembro Roxo é a campanha do mês internacional para a prevenção da prematuridade

Descubra os sinais, riscos e tratamentos para bebês prematuros

Desde 2008 a prematuridade ganhou um dia para ser debatida e assim ganhar visibilidade: o dia 17 de novembro. Durante essa data o assunto é discutido com mais veemência. É comum que organizações de mais de 100 países reúnam forças para abordar os sinais, riscos e tratamentos para os bebês prematuros.

Por isso, durante todo o mês de novembro, o chamado “Novembro Roxo” ocorre a campanha internacional da sensibilização para o grande número de casos de partos prematuros, sua prevenção e o alerta sobre as consequências que podem existir.

Considerado um problema de saúde pública, a prematuridade é grave por ser uma das causas mais frequentes para a morte neonatal, embora a OMS afirme que 75% dessas fatalidades podem ser evitadas.

A prematuridade traz algumas complicações para o desenvolvimento da criança. O bebê prematuro é aquele que nasce antes de 37 semanas da gestação, ou seja, antes de completar 9 meses e pode ser dividida em três classes: a de prematuros extremos, intermediários e tardios.

Com o tempo, especialistas, principalmente pediatras, passaram a dedicar um olhar especial aos bebês prematuros porque entendem que eles precisam de mais atendimentos na área de saúde, do que os bebês que nasceram no tempo correto.

A boa notícia é que o avanço da tecnologia e da medicina desenvolveu o tratamento para a prematuridade e ajudou a aumentar tanto o número de bebês prematuros sobreviventes, quanto a qualidade de vida deles.

Bebês prematuros tornaram-se comuns e exigem cuidados especiais

As estatísticas da prematuridade no Brasil e no mundo, mostram que em 184 países, quase 15 milhões de bebês nascem prematuros, isso segundo o estudo de análise da prevalência de prematuridade mundial, que é realizado anualmente.

A gestação gemelar faz aumentar o risco. Os gêmeos, trigêmeos ou mais bebês dificilmente nascem no tempo certo. Os gêmeos têm uma chance maior de nascerem entre 38 e 42 semanas e de 25 a 50 por cento de chance de serem prematuros, sendo que as chances aumentam conforme o número de bebês no útero materno.

No nosso país, a pesquisa “Nascer no Brasil”, identificou que pelo menos 12% dos bebês nascem prematuros, totalizando 340 mil nascidos antes da hora, no mundo todo esse número é de 15 milhões de prematuros todo ano.

Isso torna a prematuridade comum, mas não significa que ela deixe de ser um problema.

Ao contrário, quanto mais recorrente, maior deve ser a atenção que essa questão merece das autoridades de saúde e dos especialistas como ginecologistas e pediatras.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está acima da média mundial de nascimentos prematuros, que é de 10%. O impacto do nascimento de um bebê prematuro vai muito além das sequelas de saúde para a criança e o desgaste psicológico causado nos pais e na família.

Um bebê que precisa da assistência rigorosa da prematuridade gera um impacto significativo para os cofres, tanto da saúde do sistema público quanto dos serviços de saúde dos convênios.

O que acontece em casos de prematuridade

As estatísticas no Brasil e no mundo, mostram que quase 15 milhões de bebês nascem prematuros
As estatísticas da prematuridade no Brasil e no mundo, mostram que quase 15 milhões de bebês nascem prematuros (Foto: Freepik)

Além do peso abaixo do comum, que significa a necessidade de uma recuperação de vitaminas e nutrientes logo nas primeiras semanas de vida do bebê prematuro, o que também preocupa durante a prematuridade são os órgãos frágeis e o desenvolvimento do cérebro.

Essa fragilidade e falta de desenvolvimento estão relacionados ao pouco tempo de gestação e os problemas mais comuns podem aparecer no intestino, coração, pulmões e sistema imunológico do bebê.

Isso faz com que os recém-nascidos tenham dificuldades ao respirar, de se alimentarem a partir da amamentação, além de manterem a temperatura do corpo. Essa fragilidade ainda aumenta a probabilidade do bebê adquirir doenças transmissíveis.

Outras consequências da prematuridade são:

  • Veias visíveis, por conta da pele fina;
  • Pouca gordura corporal;
  • Movimentos reduzidos por ter músculos mais fracos;
  • Reflexos de sucção e deglutição fracos;
  • Respiração irregular.

Porém, esses sintomas variam de acordo com o grau de prematuridade. Conheça cada um deles abaixo:

Extremamente prematuro: bebês nascidos até 28 semanas e que apresentam o organismo mais imaturo, portanto dependem de um número maior de tratamentos porque alguns órgãos ainda não foram completamente desenvolvidos.

Prematuro Intermediário: bebês que nascem entre 29 e 33 semanas de gestação e ainda não têm o seu sistema respiratório e nem nervoso totalmente desenvolvido, portanto, podem apresentar dificuldades ao respirar e mamar.

Prematuro tardio: bebês nascidos entre 34 e 36 semanas, que apesar de prematuros já têm quase todas suas funções vitais desenvolvidas, mas podem apresentar dificuldades na respiração.

Sinais da prematuridade nas mães

Um parto prematuro, muitas vezes, pode ser precedido de alguns sintomas como dor nas costas, mais especificamente na região da lombar, contrações a cada 10 minutos ou então mais frequentes, cólicas semelhantes às menstruais ou muito intensas, vazamento de fluído ou sangramento vaginal e o aumento da pressão na pelve.

Outros especialistas ainda afirmam que é possível que a mãe sinta um mal-estar semelhante ao da gripe ou sintomas de gravidez, tenha náuseas, tonturas, vômito ou diarreia.

A primeira atitude ao ter algum desses sintomas é entrar em contato com o profissional que acompanhou o seu pré-natal. Dessa forma, talvez, seja possível atrasar o nascimento do bebê, para que não haja um caso de prematuridade extrema.

Por isso, é importante conhecer o seu corpo e estar sempre atenta aos sinais que ele dá.

Fatores de risco para o bebê prematuro

A diminuição de estímulos sonoros e visuais são importantes para a sobrevida e a qualidade de vida futura do bebê
A diminuição de estímulos sonoros e visuais são importantes para a sobrevida e a qualidade de vida futura do bebê (Foto: Freepik)

As mães precisam conhecer, também, os hábitos e condições que aumentam a chance da prematuridade.

Entre os hábitos que podem ser evitados estão o tabagismo, a ingestão de bebida alcoólica, a má alimentação, o uso de drogas ou de medicamentos contraindicados. O conselho é que hábitos prejudiciais à gravidez sejam observados e investigados durante todo o pré-natal.

Quanto às condições da mulher que podem aumentar a probabilidade de uma prematuridade estão a hipertensão crônica ou pressão alta, o descolamento prévio da placenta e a malformação uterina.

Também mulheres que engravidam seis semanas ou menos após um parto anterior, mulheres abaixo do peso no momento da concepção e aquelas que ganham menos de 10 kg durante a gravidez, mães muito jovens e ou com mais de 40 anos.

Fazem parte da lista dos riscos para o parto prematuro aquelas mulheres que trabalham de pé até o final da gravidez, realizam trabalhos braçais e estão suscetíveis a situações de estresse físico e emocional, além de histórico de partos prematuros.

De acordo com o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, a Fertilização in vitro propicia o nascimento de bebês prematuros. “Foi observado que entre os nascidos por FIV houve maior número de nascidos prematuros e maior número de casos com restrição de crescimento fetal e morte fetal”.

Nesses casos, é preciso que o acompanhamento com os médicos do pré-natal seja ainda mais intenso, para evitar complicações e a própria prematuridade.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena, em Moema: " A fertilização in vitro também propicia a prematuridade"
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena, em Moema: ” A fertilização in vitro também propicia a prematuridade” (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)
Nem todos os bebês prematuros ficam hospitalizados

O tratamento para bebês prematuros depende do grau relacionado ao problema, nem todos os bebês ficam hospitalizados. No geral são aplicadas assistências de acordo com as necessidades de cada criança.

Para aquelas abaixo do peso indicado, especialistas realizam a alimentação por meio de tubos. Já os bebês que precisam ter seus cérebros e pulmões protegidos, medicamentos específicos são usados.

Os tratamentos são avaliados por uma equipe multidisciplinar de pediatras neonatais, cardiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, e, em alguns casos, a incubadora é a melhor alternativa.

Isso porque a diminuição de estímulos sonoros e visuais são importantes para a sobrevida e a qualidade de vida futura do bebê em prematuridade, já que isso ajuda na organização e integração dos sistemas sensoriais, nervosos e cerebrais do recém-nascido.

Quando necessário, ele pode permanecer na UTI neonatal até que possa crescer, atingir bom peso e se tornar apto a respirar, sugar e deglutir. 

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.