Dr. Jorge Huberman

  >  bebês   >  Cuidados com a criança com dermatite atópica
Criança coçando a cabeça: cuidado com a dermatite é essencial

Cuidados com a criança com dermatite atópica

Uma importante medida que os pais têm que tomar ainda na infância são os cuidados com a criança com dermatite atópica.

A mesma é uma doença inflamatória crônica da pele, com início ocorrendo normalmente durante o crescimento da criança.  

A sua ocorrência tem aumentado nas últimas 4 décadas.

Hoje em dia, estudos afirmam que ela afeta de 10% a 20% da população pediátrica.

A dermatite atópica é uma doença bastante comum, mais costumeira em áreas urbanas.  

Tem início precoce, apresentando-se, habitualmente, no primeiro ano de vida da criança.

O parecer é positivo na maioria dos casos. Mais de 60% das crianças manifestam diminuição ou sumiço total das lesões antes de entrarem em sua juventude.  

Na grande maioria dos casos, aparece antes dos cinco anos de idade da criança, com 60% das ocorrências no primeiro ano. Em alguns casos, até mesmo com somente três meses de vida.

A dermatite atópica possui distribuição universal e ambos os sexos, masculino e feminino, são atingidos de forma proporcional.  

Em boa parte dos casos, a patologia tende a melhorar muito e até a sumir com a idade.

Porém, para algumas pessoas pode permanecer a vida inteira.

A persistência é notada com maior frequência nos casos onde o surgimento é tardio.  

De maneira geral, a dermatite atópica é uma doença que atinge pessoas com histórico pessoal ou familiar de asma ou rinite alérgica.  

A dermatite atópica caracteriza-se por coceira no couro cabeludo. A mesma tende a ser recorrente e a distribuição das lesões varia de acordo com a idade.

As típicas, de fase aguda, consistem em lesões avermelhadas, criando pápulas ou vesículas, com exsudação e formação de crosta que evoluem, na fase crônica, para lesões descamativas.  

Esta dermatite pode, inicialmente, atingir toda a superfície corporal. De forma geral, poupa a região das fraldas.

Dermatite, na segunda infância, ocorre, preferencialmente, nos membros

Na segunda infância, ocorre preferencialmente nos membros, com maior destaque nas superfícies flexoras.

Na fase adulta, as lesões ficam localizadas nas mãos e nos pés; nas zonas flexíveis dos membros e na região cervical.

A pele, nestas regiões, torna-se mais grossa e áspera. Embora a tendência é se localizar nestas regiões, a dermatite atópica pode generalizar-se, pegando áreas grandes do corpo.

O ato de coçar com muita frequência pode ocasionar lesões na pele e infecção secundária.  

Após a infância, pode ocorrer a eliminação por completo das lesões mas, normalmente, a doença tem curso crônico, com períodos de melhoria e de agravamento.

É comum, após o desaparecimento da dermatite atópica, ocorrer a substituição desta por uma das outras formas de apresentação da atopia (asma ou rinite).

Outra característica da pele, nestes casos, é a maior tendência para secar, o que pode também dar origem à sensação de prurido e descamação. O stress emocional possivelmente provocará períodos de irritação. Não se conhece a causa exata disso.

Na sua origem, é possível estarem presentes mecanismos imunológicos de hipersensibilidade imediata, comuns a outras doenças, como a asma brônquica e a rinite, e de hipersensibilidade retardada.  

Do mesmo modo, o componente hereditário é importante. Uma criança em que um dos pais apresente uma condição atópica (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica) tem cerca de 25% de chances de mostrar também alguma forma de doença atópica.

Essa porcentagem simplesmente dobra, passando para 50%, se ambos os pais apresentarem esta patologia.  

Pode ser que as visitas ao pediatra aumentem até o médico consiga fazer o diagnóstico.

Vale observar que não existe nenhuma análise específica para a dermatite atópica.

O estudo é feito levando em conta as características próprias das lesões e considera a existência de possíveis alergias em outros membros da família.  

Dermatite seborreica é diferente da dermatite atópica

Apesar de ter certa semelhança com a dermatite seborreica das crianças, é importante a sua diferenciação porque as complicações e o tratamento são diferentes.  

Não há cura para a dermatite atópica, porém determinadas medidas podem ser benéficas.  

É essencial evitar o contato com substâncias que irritem a cútis; para evitar a pele seca, o banho deve ser rápido e de água morna.

Do mesmo modo, é conveniente evitar o uso excessivo de sabonetes e deve-se passar no corpo da criança um hidratante neutro, logo na sequência, antes que a água que está na pele se evapore.  

Os cremes com corticosteroides podem suavizar as lesões e controlar o prurido. O seu uso deve ser feito seguindo as recomendações do pediatra.   

Vale a pena aplicar vaselina ou óleo vegetal nas áreas afetadas para auxiliar a manterem-se macias e lubrificadas. Os anti-histamínicos podem, em muitos casos, controlar o prurido, em parte porque agem como sedativo.

Como estes remédios podem provocar sonolência, é melhor aplicá-los à noite. 

Importante ressaltar: deixar as unhas curtas pode auxiliar a reduzir os danos causados pelo comichão e reduzir as probabilidades de infeção. Se ocorrerem inflamações cutâneas, pode ser necessário tomar antibióticos orais.

É fundamental adotar medidas que protejam a pele, ajudem a reduzir a secura e que a mantenham mais saudável. 

Além disso, é importante também que o banho seja rápido. A secagem do mesmo deve ser feita sem esfregar a cútis e precisa ser imediatamente aplicado um creme para favorecer a hidratação e manter a sua função de barreira.

Cabe reforçar que uma pele seca provoca mais prurido, agravando o ciclo da dermatite atópica. As unhas têm que estar sempre bem cortadas e limpas para evitar as infeções microbianas secundárias ao ato de coçar.

Suor pode agravar a dermatite atópica

O suor tende a agravar a dermatite atópica. Por isso, recomenda-se tomar banho depois de praticar esportes. As roupas que estão em contato diretamente com a pele, incluindo os lençóis, devem ser de fibras naturais, como o algodão.

É aconselhável que estejam bem enxaguadas de forma a remover restos de detergente, que frequentemente agravam a doença. O calçado deve ser de couro e as meias de algodão, para que permita um bom arejamento.

O Dr Jorge com um paciente em seu consultório: “é importante saber quais alimentos causam alergia nas crianças”

“É importante saber que são apenas oito alimentos mais comuns que causam alergia alimentar, e responsáveis pelo desenvolvimento de dermatite atópica em crianças. São eles: leite, ovo, trigo, soja, peixe, castanhas, amendoim, frutos do mar”, explica o pediatra Jorge Huberman.

O excesso de calor e as mudanças bruscas de temperatura, em qualquer momento do dia, podem ser fatores de agravamento. Assim, os quartos devem ser bem arejados e os aquecedores evitados. Deve-se limitar, do mesmo modo, o uso excessivo de cobertores na cama para evitar a transpiração.  

Os ácaros e o pó também intervém na dermatite atópica, pelo que se deve remover tapetes, cortinas, e tudo aquilo que pode levar à retenção desta subespécie de aracnídeos nos quartos.

Para marcar uma consulta com o pediatra Jorge Huberman, ligue para: (11) 2384- 9701