Dr. Jorge Huberman

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Criança é submetida a teste do coração: cuidado com a saúde cardiovascular dos pequenos começa já no período pré-natal

Crianças precisam fazer avaliação cardíaca?

Todos os pais se preocupam com a saúde dos seus filhos, mas a grande maioria se pergunta: as crianças precisam fazer avaliação cardíaca?

Na verdade, a resposta é sim!

O cuidado com a saúde cardiovascular dos pequenos começa já no período pré-natal.

Os pais devem estar muito atentos à sua alimentação e evitar processos infecciosos, ainda mais no primeiro trimestre da gravidez, quando ocorre a morfogênese fetal.

A cardiopatia na faixa etária da pediatria pode ser assintomática ou mesmo se manifestar por meio de sopro cardíaco, associado ou não a um eventual quadro clínico.

Pode ser preciso uma intervenção terapêutica imediata, por causa da gravidade da enfermidade.

As doenças do coração podem ser reveladas ainda no período pré-natal, no recém-nascido, na infância ou então na adolescência.

Sob o ponto de vista epidemiológico, a cada 1.000 nascidos vivos, de 6 a 10 têm prevalência do defeito cardíaco.

Em recém-nascidos prematuros (de idade gestacional menor do que 37 semanas), a conjuntura é de duas a três vezes mais frequente, surgindo em 12, a cada 1 mil nascidos vivos.

As cardiopatias com risco à vida foram detectadas em 15% dos lactentes com doenças congênitas do coração.

Em 8% dos casos, o diagnóstico aconteceu no período pré-natal, e, em 25%, antes da alta hospitalar.

Contudo, cerca de 25% destes pacientes tiveram diagnóstico depois da alta hospitalar, e, em 5%, após terem falecido.

Um levantamento epidemiológico feito em Atlanta, nos EUA, mostrou que as cardiopatias estavam conectadas a defeitos cromossômicos em pelo menos 7% dos recém-nascidos, e associadas a malformações extra-cardíacas em mais de 22%.

É preciso internar a criança com urgência e há tratamento médico para recém-nascidos com doenças no coração potencialmente letais.

Há quadros que levantam estas suspeitas, como choque circulatório, cianose ou edema.

Sintomas de problemas no coração: crianças precisam fazer avaliação cardíaca?

Médico examina coração do bebê: crianças precisam fazer avaliação cardíaca
Médico examina coração do bebê: crianças precisam fazer avaliação cardíaca

O paciente com choque pode estar pálido, mostrar alterações de humor, irritabilidade, sonolência e dificuldade de comer.

Um dos principais motivos dessa situação é a Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), quando este lado do coração não funciona de forma adequada como bomba, impedindo que o sangue supra as necessidades do organismo.

Contudo, é essencial ressaltar que outras complicações podem aparecer deste jeito, ainda que não sejam problemas do coração, como, por exemplo, quadros infecciosos graves, como meningite, ou infecções generalizadas.

Outro sintoma que a criança pode ter é a cianose.

A baixa oxigenação do sangue irá fazer com que os pais reparem mais nos lábios do bebê, que terão um tom azul-arroxeado, especialmente quando ele faz esforço, como, por exemplo, quando chora.

O cansaço ou alguma dificuldade para respirar ao amamentar, caracterizados pela dispneia (respiração rápida e curta), acontecem em decorrência de cardiopatias que ampliam bastante o volume de sangue que chega até os pulmões.

Isso pode levar, inclusive, a edema pulmonar grave, essencialmente em prematuros, por apresentarem a persistência do canal arterial patente.

Até mesmo antes do nascimento, é possível verificar as cardiopatias através da triagem pré-natal e do histórico clínico do paciente.

Nos bebês recém-nascidos, o exame físico cardiovascular, alterações do ritmo cardíaco, anormalidades do sistema respiratório e alterações extra-cardíacas são modos de se identificar as doenças cardíacas.

No exame pré-natal, o ultrassom morfológico e o ecocardiograma têm sido os procedimentos diagnósticos preferidos por não serem invasivos.

No entanto, a sua identificação depende do examinador, da idade gestacional materna, da posição do feto e do tipo de cardiopatia.

Sobre a história clínica, é fundamental detectar as condições maternas anteriores.

Diabetes, obesidade e uso do álcool na gravidez influenciam nas mal formações congênitas

Médico examina coração de criança: histórico familiar de doenças cardíacas pode, também, ampliar o risco no feto
Médico examina coração de criança: histórico familiar também conta na hora da avaliação

Diabetes, obesidade, doença do tecido conectivo, infecções (citomegalovírus, herpes, rubéola, vírus coxsachie) e o uso de medicamentos (hidantoína ou lítio) e álcool na gravidez com certeza tem influência na ocorrência de mal formações congênitas.

O histórico familiar de doenças cardíacas pode, também, ampliar o risco no feto. Caso o parentesco seja de primeiro grau, as cardiopatias congênitas ocorrem até três vezes mais.

Identificar o sopro cardíaco no exame clínico do neonato, isto é, do ruído auscultado no coração, depende de vários fatores.

A experiência do examinador, o momento da ausculta e as condições em que o recém-nascido é avaliado são fatores que influenciam na sua identificação.

O sopro cardíaco é bastante associado com cardiopatia congênita.

Contudo, é fundamental lembrar que o sopro pode ser fisiológico e o recém-nascido não tem coração com defeitos de nascimento.

É essencial que as mães de primeira viagem estejam atentas ao bebê e, de forma geral, notem sintomas como cansaço, cianose e problemas no ganho de peso.

A história clínica da criança deve ser detalhada e o exame físico extremamente detalhista.

Exames subsidiários de triagem como radiografia de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma com doppler colorido são complementares para que a conduta médica seja realizada de modo adequado e preciso.

O pediatra Jorge Huberman ao lado das pacientes Rosa e Clara: o objetivo do teste cardíaco nas crianças é a detecção precoce das cardiopatias congênitas
O pediatra Jorge Huberman ao lado das pacientes Rosa e Clara: o objetivo do teste cardíaco nas crianças é a detecção precoce das cardiopatias congênitas

Na verdade, somente para esclarecer, o Dr Jorge Huberman  afirma o seguinte.

“O teste do coraçãozinho consiste na aferição da oximetria de pulso (quanto oxigênio o sangue está transportando) de forma rotineira, em recém-nascidos, entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar”, diz o pediatra.

“O objetivo é a detecção precoce das cardiopatias congênitas”, encerra o neonatologista.

Para marcar uma consulta com o Dr. Jorge Huberman, ligue para 2384-9701.