Dr. Jorge Huberman

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Crianças pequenas podem tomar adoçante?

Com o aumento da obesidade entre as pessoas, uma questão que sempre surge é: crianças pequenas podem tomar adoçante?

Só para se ter uma ideia, nos últimos 40 anos, aumentou pelo menos dez vezes o número de crianças e adolescentes (de cinco a 19 anos) obesos em todo o mundo.

Se as coisas continuarem assim, dentro de somente dois anos teremos mais jovens obesos do que com desnutrição moderada e grave, de acordo com levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como sabemos, os adoçantes naturais se tornaram um item fundamental no cardápio de homens e mulheres que buscam a forma perfeita, mas gostam de saborear um docinho de vez em quando, sem que isso os prejudique na balança.

Contudo, a ingestão de adoçantes pode causar efeitos muito ruins ao longo dos anos, especialmente para crianças.

Por isso, o adoçante é indicado em doses absolutamente moderadas, principalmente para os pequenos.

Em primeiro lugar, é preciso entender que os adoçantes são substitutos naturais ou artificiais do açúcar, que concedem um sabor adocicado a certos alimentos, mas com menos calorias.

Normalmente, são compostos por substâncias edulcorantes, que têm a capacidade de adoçar em pequenas concentrações.

O que temos que notar é que os adoçantes não são recomendados para as crianças, em nenhuma idade, a não ser os casos de diabetes tipo I e II que podem ser observados na infância.

Nestes casos, o consumo de açúcar é mais prejudicial do que o do adoçante por causa da necessidade de controle da glicemia.

Diversos estudos na área de saúde nutricional estimulam o limite de consumo destes adoçantes por causa dos efeitos ruins que podem trazer à nossa saúde.

Consulte seu pediatra sobre o uso de adoçantes para crianças pequenas

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A presença de adoçantes artificiais ou não nutritivos (ANNs), como a sucralose, aspartame, ciclamato, sacarina e Acessulfame-K, presentes nos alimentos, aumentou ao longo dos últimos anos, como consequência da epidemia de obesidade.

Assim sendo, as crianças estão ingerindo quantidades maiores de ANNs em alimentos dietéticos ou então como o equivalente do açúcar em bebidas.

Contudo, ainda não estão disponíveis muitos levantamentos que confirmem a utilização segura em crianças pequenas, por períodos longos ou com doses excessivas.

Em um comunicado sobre este tema, a Academia Americana de Pediatria recomenda fornecer uma orientação ao seu pediatra de confiança para que ele tome as melhores decisões junto com os seus pacientes, como orientar os pais e familiares.

Orientações sobre o uso de adoçantes para crianças pequenas

Muitas entidades americanas realizaram estudos sobre a utilização de ANNs. Nos levantamentos, haveria sim algum benefício potencial de ANNs sobre perda de peso, principalmente em adultos.

No entanto, as declarações sobre crianças foram menos definitivas por causa da falta de dados relevantes.

Sendo assim, as dúvidas continuam com relação ao conhecimento do impacto sobre o uso de ANNs na detecção de energia e efeitos sobre o controle glicêmico, apetite e ingestão dietética por mais de 6 meses, e ainda menos dados existem abordando especificamente a população pediátrica.

O uso de adoçantes não nutritivos pode ser feito em casos de diabetes mellitus, nas dietas de restrição de calorias como controle de obesidade, prevenção e redução de peso. Não parece existir relação entre o uso de ANNs e câncer nos estudos observacionais feitos até então.

Com exceção do uso de aspartame em crianças com fenilcetonúria, não há contraindicações absolutas ao uso de ANNs em crianças, mas devido ao pequeno número de pesquisas sobre o assunto, recomenda-se absoluta moderação em sua utilização.

Embora há no mercado alguns adoçantes menos prejudiciais como os naturais (steviosídeos, sorbitol, frutose) e outros que são eliminados pela urina em até 24 horas (sucralose) nenhum deles é recomendado aos pequenos, pois os estudos ainda são inconclusivos sobre os efeitos que podem ter no organismo.

O que devemos compreender é que a criança deve sim consumir alimentos com sabor doce, pois é importante que ela tenha contato com diferentes características para estimular seu paladar.

Desde que isso seja feito como moderação, a criança não vai precisar acrescentar adoçantes em sua dieta.

É vital que o consumo dos adoçantes seja feito por indicação médica ou nutricional e que sejam respeitadas as doses prescritas. Assim como também é necessário um rodízio de adoçantes.