Dr. Jorge Huberman

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Bebê tem seu coração examinado por um pediatra: crianças com colesterol alto: o que fazer?

Crianças com colesterol alto: o que fazer?

Muitos pais trazem ao nosso consultório uma dúvida que é comum a maioria deles; crianças com colesterol alto: o que fazer?

Em primeiro lugar, cabe esclarecer que os principais motivos para os pequenos terem colesterol fora dos índices normais são a alimentação rica em gorduras, excesso de peso e sedentarismo.

Contudo, há crianças e jovens que irão ter colesterol alto mesmo seguindo uma dieta saudável.

Porém, segundo os especialistas na área, é essencial para o bom funcionamento do nosso corpo que os índices de colesterol estejam sob controle.

Explica-se: quando os indicadores do colesterol no sangue estão altos, seu excesso pode ser complicado e ocasionar depósitos nas paredes das artérias.

Isso pode trazer até uma aterosclerose.

A criança pode desenvolver esse processo desde muito cedo.

No entanto, quando não for verificado, consegue, infelizmente, levar a sérias consequências, como infarto e AVC.

Cabe lembrar que aproximadamente 70% do colesterol no sangue provém do fígado e cerca de 30% vêm da alimentação.

Após passar pela circulação, o colesterol precisa ser retirado de novo pelo fígado para que forme a bile.

Sendo assim, os níveis de colesterol no sangue dependem, essencialmente, da capacidade do fígado em removê-lo. Isso varia muito entre as pessoa.

O ideal é que a primeira coleta de exame de colesterol deve ser feita na criança que tenha entre 9 e 11 anos de idade.

Da mesma forma, os pequenos que sejam obesos, na faixa etária entre dois e oito anos de vida, com diabetes ou que possuam histórico de doença cardíaca ou mesmo colesterol alto, também têm que fazer o exame.

Agora, caso o LDL-colesterol da criança, isso é, a fração ruim do colesterol no sangue, registre mais de 130mg/dl, os pais deverão procurar um pediatra para melhor avaliação do seu filho.

Infância e adolescência são fundamentais na prevenção de doenças cardíacas

Criança comendo vários doces: bons hábitos na infância são fundamentais para evitar o colesterol
Criança comendo vários doces: bons hábitos na infância são fundamentais para evitar o colesterol

Vale salientar que é, principalmente, na adolescência e na infância que ocorre a prevenção das doenças cardíacas dos nossos jovens filhos.

É exatamente nesta fase da vida, antes de completarem 18 anos de idade, que os pequenos têm que passar por esses cuidados médicos.

Fora isso, conta muito também, para essa precaução, os hábitos e costumes que são formados ao longo da vida para que os jovens possam viver muito bem quando chegarem à fase adulta.

Com certeza, se na infância ou quando adolescente, se a criança for inativa ou praticar pouca atividade física, isso irá refletir quando ela for adulta.

Contudo, ser sedentário e ter como hábito uma alimentação não muito saudável não são os únicos motivos que ampliam os riscos do colesterol alto na infância das crianças.

Também deve se levar em conta o histórico familiar e outras condições de saúde, como, por exemplo, diabetes, doença renal, obesidade e pressão alta.

O colesterol familiar é o grande vilão já que se inicia na infância e pode ocasionar o infarto precoce.

Assim sendo, realizar dietas não será suficiente e tem que se usar remédios seguros para monitorar o colesterol e evitar futuras doenças do coração.

Do mesmo modo, não ingerir alimentos com gordura saturada e evitar o sedentarismo são ações fundamentais a serem seguidas.

Recomenda-se aos jovens que evitem a ingestão de biscoitos recheados, bolo, chocolate, sorvete, hambúrguer, batata frita, refrigerante, frituras, entre outros.

De outra forma, aconselha-se que os pais ofereçam aos seus filhos o consumo de verduras, legumes e frutas, peixe, frango, leite, queijo branco e que realizem atividades físicas como corridas e a prática de esportes.

Nunca podemos esquecer que a prevenção do colesterol alto deve servir para a vida inteira e tem como objetivo reduzir o risco cardiovascular.

Exame de colesterol ajuda a reduzir mortalidade; crianças com colesterol alto: o que fazer?

Crianças comendo frituras: problemas com o colesterol começam já na infância
Crianças comendo frituras: problemas com o colesterol começam já na infância.

O exame do colesterol pode ser realizado com estatinas e reduzir, assim, o risco de mortalidade. A cada 40mg/dL de colesterol LDL que se consegue baixar, a mortalidade reduz para 20%.

Como é sabido, o colesterol alto não prejudica somente adultos, mas também atinge crianças ou adolescentes.

Quando isso ocorre com os jovens, a primeira ação é transformar seus hábitos. Tudo deve ser administrado na medida certa: tanto frutas e verduras, como também carboidratos e carnes.

Também não se pode deixar de lado, o fundamental papel da mãe nisso tudo, desde a gestação até o crescimento do seu filho.

Até por quê, quem se alimenta de maneira mais saudável na gravidez, certamente e literalmente colherá os frutos e terá filhos mais saudáveis.

É necessário, ainda, inserir na dieta da criança peixes ricos em ômega-3, baixar a ingestão de alimentos ricos em colesterol e gorduras saturadas e ofertar maior consumo de fibras.

Caso, após 3 meses de mudança de hábitos, a criança permanecer com o colesterol alto, é preciso examinar com maior rigor a razão disso, pois pode ser a hipercolesterolemia familiar, motivador genético que mantém os níveis de colesterol altos.

Para isso, um médico cardiologista infantil poderá indicar o melhor tratamento.

O mesmo, inclusive, poderá recomendar o uso de remédios.

Para finalizar, algumas dicas que reduzem bastante o risco de colesterol alto em crianças.

Em primeiro lugar, os pais devem incentivar hábitos saudáveis.

Do mesmo modo, deve-se evitar frituras e alimentos industrializados, ricos em gorduras trans;

Também devem retirar as gorduras da carne ou a pele de aves;

Da mesma forma, é função dos adultos da casa deixar as frutas em local de fácil acesso à criança, ofertar mais verduras, essencialmente nas refeições principais e sempre estimular a prática de atividades físicas.

Crianças com níveis elevados de colesterol não apresentam sintomas

O neonatologista e pediatra Jorge Huberman durante um parto: crianças que tenham níveis elevados de colesterol não apresentam sinais
O neonatologista e pediatra Jorge Huberman durante um parto: crianças que tenham níveis elevados de colesterol não apresentam sinais

Por último, outra dica: é importante que se reduza o tempo que a criança pode ficar assistindo televisão ou mexendo no celular e tenha uma vida ativa, alimentando-se de modo correto.

“De modo geral, crianças com níveis elevados de colesterol não apresentam sintomas, a não ser em casos extremos”, explica o pediatra Jorge Huberman.

“Portanto, não serão diagnosticadas com hipertensão arterial (pressão alta). Nem vão se sentir cansadas por causa do colesterol”, afirma o neonatologista Jorge.  

“No entanto, quando forem adultas, poderão passar por isso e muito mais. Por isso a importância de se aferir esses valores desde cedo, principalmente quando há casos na família”, encerra o médico.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr.Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.