Dr. Jorge Huberman

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Bebê tirando foto: conjuntivite alérgica e o cuidado com as crianças

Conjuntivite alérgica e o cuidado com as crianças

Quando falamos de cuidados com as crianças, os olhos (por serem uma das partes mais sensíveis do corpo), tornam-se alvos de preocupação e atenção redobrada. E isso é normal, afinal, uma boa visão é essencial para que os pequenos se desenvolvam em muitos aspectos. Por isso vamos abordar o tema: conjuntivite alérgica e o cuidado com as crianças

No Brasil, cerca de 30% da população tem algum tipo de alergia e 7 a cada 10 alérgicos manifestam a doença nos olhos, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI).

Uma das inflamações mais comuns é a conjuntivite alérgica. 

Quando a inflamação surge, sintomas como vermelhidão, coceira, inchaço e a produção excessiva de lágrimas assustam os pais.

Contudo, com informação, e sabendo se prevenir, não há motivo para preocupação. 

Mas, afinal, o que é conjuntivite alérgica?

Trata-se de uma alergia gerada pelo contato do olho com agentes alergênicos, normalmente presentes no nosso dia a dia.

Sendo eles, poeira, ácaros, pólen, esmalte nas unhas em contato com os olhos, amaciantes ou até contato próximo com os pets.

O contato com esses agentes, provoca a alergia que é refletida nos olhos em uma irritação ou inflamação da conjuntiva – que recobre a parte branca do olho.

O incômodo e muita coceira deixam a conjuntivite alérgica ainda mais desagradável. 

Mas não há motivo para desespero: o contato com os alergênicos é praticamente inevitável, e por isso, os pais devem saber identificar os sintomas, para, assim, tomar a atitude mais adequada no momento da reação alérgica. 

“Os pais sabem que o outono e o inverno são sinônimos de agravamento de problemas alérgicos, respiratórios e oftalmológicos, como a conjuntivite alérgica”, diz o pediatra Jorge Huberman.

“Esta condição é mais comum entre os meses de abril e setembro (no hemisfério Sul) e afeta, principalmente, as crianças que já apresentam quadros de alergia respiratória, como a rinite”, afirma o neonatologista Jorge.

O neonatologista Jorge Huberman ao lado da paciente Julia: no outono a conjuntivite alérgica pode se agravar
O neonatologista Jorge Huberman ao lado da paciente Julia: no outono, a conjuntivite alérgica pode se agravar

Sintomas da conjuntivite alérgica

Os sintomas da conjuntivite alérgica podem ser facilmente percebidos – principalmente pelas crianças, que acabam sentindo as reações mais fortes e doloridas. Isso porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. 

Além disso, os pequenos com histórico de baixa imunidade tendem a ser mais propensos às reações da alergia.

Entre os sintomas, os principais são: 

Olhos vermelhos

Lacrimação 

Coceira 

Sensação de queimação nos olhos

Pálpebras inchadas

Fotofobia – Sensibilidade e intolerância à luz 

Visão borrada

Secreção aquosa

Tratando a conjuntivite alérgica

Em caso de conjuntivite alérgica, o acompanhamento de um pediatra ou oftalmologista é essencial. 

Diferente de outras doenças, esse tipo de inflamação não possui um prazo determinado de cura, então é preciso avaliar os sintomas, compreender a individualidade de cada um e manter o acompanhamento de forma certeira. 

Entretanto, os cuidados com a conjuntivite alérgica dependem de paciência e tempo. 

Compressas de água fria sobre a pálpebra fechada durante alguns minutos e colírios são os tratamentos mais comuns para aliviar os danos e incômodos causados pela conjuntivite alérgica. 

A água fria tem como objetivo amenizar a queimação da inflamação e a compressa pode ser feita em casa.

Mas é necessário lembrar que qualquer medicamento deve ser receitado pelo médico, que avalia a situação e o grau da alergia de cada criança, decidindo pela opção mais adequada. 

Conjuntivite alérgica e o cuidado com as crianças: dicas de prevenção 

Criança sendo medicada com colírio: esse remédio é recomendado para aliviar os sintomas causados
Criança sendo medicada com colírio: esse remédio é recomendado para aliviar os sintomas causados. (Foto: Freepik)

Existem alguns cuidados que podem ajudar a evitar o contágio e amenizar os incômodos. Dessa forma, à medida que os agentes alergênicos estão presentes no nosso dia a dia, a prevenção deve começar diretamente na rotina de casa. 

Os principais cuidados são: 

  • Evitar o contato das crianças com cosméticos e maquiagens;

  • Substitua a vassoura por um aspirador de pó ou paninho úmido. Isso porque o utensílio de limpeza tende a acumular pó entre os pelos; 

  • Evite cortinas e tapetes – porque sim, eles acumulam pó! Então, seja no quarto do seu filho ou em outro espaço da casa, opte por tapetes com tecidos ou materiais fáceis de limpar e lavar;
  • Tenha atenção redobrada com os animais em casa. Não há dúvidas que a presença de um animal na vida da criança traz muitos benefícios para o seu desenvolvimento, contudo, em casos de alergia, os pais devem avaliar o contato muito próximo dos pets de casa com a criança.

Consulte o médico da família e entenda as melhores soluções. 

Ainda assim, com todos os cuidados, é importante que os pais entendam que a conjuntivite alérgica nas crianças é um caminho repleto de altos e baixos. Mesmo em períodos sem a aparição de sintomas, é preciso ficar alerta.

E sempre procure um profissional em caso de reações mais alarmantes. 

Conjuntivite viral e bacteriana

É importante distinguir o tipo de conjuntivite para saber o tratamento adequado. Além da conjuntivite alérgica, existe a viral e a bacteriana, sendo que nos dois últimos casos, o agente é infeccioso, sendo causadas por bactérias, vírus e fungos.  

Embora sejam parecidas, é necessário acompanhamento e atenção para conseguir diagnosticar a diferença. 

Entretanto, a conjuntivite viral apresenta sinais pouco alarmantes. O olho não fica muito vermelho, tem pus de cor clara, mas não abundante e é a conjuntivite de maior propagação. 

Já a conjuntivite bacteriana provoca o aparecimento de muco e pus em maior quantidade e, diferente da viral, sua coloração pode ser amarela escuro ou esverdeado. Além disso, também pode provocar dor e lacrimejo.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista Dr.Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.