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Menina exibe picadas de mosquitos: como proteger as nossas crianças contra dengue?

Como proteger as crianças contra Dengue?

Estamos entrando em novembro já. Um ano bastante conturbado, que passou rápido, mesmo com a pandemia do Coronavírus assustando, literalmente, o mundo inteiro. Com a proximidade do verão, aumenta nossa preocupação com a proliferação dos mosquitos. Aí, vem aquela pergunta: como proteger as nossas crianças contra dengue, zika e Chikungunya?

Sem dúvida alguma, sabemos que nossos filhos são mais vulneráveis a essas doenças. Assim sendo, os cuidados na prevenção têm que ser redobrados com elas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria tem uma série de conselhos sobre como evitar estes mosquitos e o uso de repelentes.

Para evitar os mosquitos

Em primeiro lugar, use uma proteção mecânica, ou seja: roupas com as mangas longas e calças compridas.

Roupas finas não impedem as picadas, então opte por tecidos de trama mais fechada e mais grossos.

Fuja das roupas escuras pois elas acabam atraindo mais os insetos.

E, do mesmo modo, evite as roupas que grudam ou aderem ao corpo já que elas permitem a picada.

Usar perfumes pode acabar atraindo os insetos. Portanto, esse produto deve ser evitado nas crianças.

A boa notícia é que algumas roupas já vem tratadas com substâncias repelentes, como é o caso, normalmente, de artigos esportivos como camisas para camping.

No nascer e no pôr do sol, as janelas devem, obrigatoriamente, permanecerem fechadas. Com essa medida, será reduzida uma eventual chance dos mosquitos entrarem na sua casa.

Isso é um fato: mosquitos como o Aedes, que provocam a Dengue, costumam picar mais nas primeiras horas da manhã e no final da tarde.

Contudo, podem realizar seus ataques no período noturno, caso haja luz artificial.

Estes incômodos bichinhos são encontrados em locais abertos e gostam muito de picar o tornozelo.

Assim sendo, devemos proteger nossos pequenos, quando estão se divertindo fora de casa, com roupas que cubram justamente esta parte do corpo.

Do mesmo modo, usar o ar condicionado ajuda a manter os mosquitos afastados.

Há alguns produtos que podem ser usados nas roupas, como a permetrina 0,5% em spray.

Contudo, os pais têm que ficar atentos: ele deve ser aplicado somente nas roupas e nas telas de janelas e não de forma direta sobre a pele.

Criança observa uma picada: pais têm que ficar atentos; repelente deve ser aplicado somente nas roupas e nas telas de janelas e não de forma direta sobre a pele
Criança observa uma picada: pais têm que ficar atentos; repelente deve ser aplicado somente nas roupas e nas telas de janelas, não de forma direta sobre a pele

Instalação de telas e mosquiteiros

Eles podem ser tratados com a permetrina em spray ou com alguns produtos que já estão disponíveis com a substância com ação repelente.

A dedetização realizada pelas empresas especializadas deste ramo diminui a quantidade de mosquitos na casa.

No entanto, deve-se seguir todas as recomendações de tempo de afastamento da casa e limpeza após a realização deste tipo de serviço.

Os repelentes elétricos, com a liberação de inseticidas, são importantes e reduzem a entrada dos mosquitos quando instalados perto de janelas e portas.

Contudo, devemos sempre ficar alertas: os repelentes líquidos podem ser retirados da tomada pela criança e serem acidentalmente ingeridos.

Vale lembrar que: aparelhos ultrassônicos ou que emitem luzes não têm eficácia comprovada.

É muito importante que se realize a limpeza do terreno da casa e, dentro do possível, de terrenos, praças ou casas próximas, além da retirada de lixo e entulhos que possam, eventualmente, acumular água parada que servem de criadouro para novos mosquitos.

“Nesses tempos de pandemia do Coronavírus, não podemos nos esquecer das outras doenças que são muito importantes também”, afirma o pediatra Jorge Huberman.

O Dr. Jorge Huberman em seu consultório em Moema: "não podemos nos esquecer das outras doenças que são muito importantes também"
pediatra Jorge Huberman examina sua mascote, Joaninha: “não podemos nos esquecer das outras doenças que são muito importantes também”


O uso dos repelentes

Os repelentes tópicos devem ser utilizados nos passeios em locais com maior número de insetos tais como praia, fazenda e chácara, não devendo ser usado durante o sono da criança ou então por longos períodos de tempo.

Seu efeito pode ser modificado pela concentração da substância ativa, por substâncias eliminadas pela própria pele, fragrâncias florais, umidade, gênero (menor eficácia em mulheres), de tal modo que um repelente não protege de maneira igual todas as pessoas.

Menores de 6 meses de idade

Não há levantamentos suficientes, nessa faixa etária, sobre a segurança dos repelentes e extrapola-se o uso dos produtos recomendados para os nenês com mais de 6 meses em caso de exposição inevitável e com orientação médica.

Acima dos 6 meses de idade – IR3535 – protege por, aproximadamente, 4 horas.

É utilizado na Europa há vários anos e, em concentrações de 20% é eficaz, mas os estudos diferem quanto ao período de ação contra o Aedes aegypti que parece ser bem curto.

Mais de 2 anos de idade. Os que contém DEET são os mais usados. Quanto maior a concentração da substância, maior é a duração do seu efeito, mas não devem ser utilizadas concentrações maiores de 30 a 50%.

Uma formulação com 5% de DEET oferece proteção por cerca de 90 minutos; com 7% de DEET a proteção tem duração de quase 2 horas. Com 20% de DEET, a proteção é de 5 horas.

Pessoa usa repelente contra mosquitos: concentração máxima para utilização nos pequenos, sofre variações entre os países
Pessoa usa repelente contra mosquitos: concentração máxima para utilização nos pequenos, sofre variações entre os países

A concentração máxima para utilização nos pequenos, sofre alguma variação entre os países: nos EUA, a Academia Americana de Pediatria aconselha concentrações de até 30% para crianças acima de 2 anos de idade.

Já a Sociedade Canadense de Pediatria recomenda repelentes com até 10% de DEET, para crianças de 6 meses a 12 anos de idade. Os especialistas franceses aconselham concentrações de até 30% para crianças entre 30 meses e 12 anos.

No entanto, há um consenso sobre se evitar a aplicação em crianças com menos de 6 meses de idade.

Boa parte dos repelentes no Brasil têm menos de 10% de DEET. Já a Icaridina, em concentrações de 10%, oferece proteção por 3 a 5 horas e a 20%, de 8 a 10 horas.

É derivado da pimenta e permite aplicações mais espaçadas que os repelentes à base de DEET, com eficácia comparável.

Óleos naturais têm eficácia razoável

A princípio, a Icaridina tende a ser mais potente contra o Aedes Aegypti do que o DEET e o IR3535 e seu uso está liberado para crianças maiores de 2 anos.

Óleos naturais: são os mais antigos repelentes conhecidos e aparentam ter eficácia razoável.

Contudo, por evaporarem rapidamente, oferecem proteção por pouco tempo. Um estudo mostrou que o óleo de soja a 2% ofereceu proteção contra o Aedes por quase 1 hora e meia.

O óleo de citronela por também dissipar bem rápido, fornece proteção bem curta, enquanto que o óleo de andiroba puro pareceu ser muito menos efetivo que o DEET.

Por sua vez, o óleo de capim-limão é o mais eficiente dos óleos naturais e seu princípio ativo já foi isolado.

Porém, há que se tomar cuidado: esses produtos podem causar reações alérgicas e devem ser utilizados com prudência e, certamente, com a orientação do seu pediatra.

Devemos também estarmos alertas ao usarmos pulseiras de citronela, porque além da baixa eficácia, já foram observados alguns casos de alergia no local do contato com a pele.

A utilização de vitamina B1 (tiamina) por via oral como repelente em algumas crianças foi benéfico em determinados casos.

No entanto, há poucos estudos disponíveis demonstrando a sua real eficácia.

Acredita-se que ao tomar a tiamina, ela seja liberada pelo suor e o seu odor não seja aceito pelos insetos.

Recomenda-se a dose oral diária de 100 a 150mg/dia, começando alguns dias antes da exposição ou mantendo a administração nos meses de verão.

Pode ser formulada na forma de xarope.

Orientação quanto à aplicação dos repelentes
Pessoa se aplica repelente contra mosquitos: nunca aplique direto na mão das crianças o repelente
Pessoa se aplica repelente contra mosquitos: nunca aplique direto na mão das crianças o repelente

Jamais aplique repelente na mão da criança para que ela mesma espalhe por seu corpo. Elas podem esfregar os olhos ou mesmo colocar a mão na boca.

Aplique a quantidade certa e no intervalo recomendados pelo fabricante, lembrando que a maioria dos repelentes atuam em um raio até 4cm do local da aplicação.

Não aplique próximo da boca, nariz, olhos ou sobre machucados na pele. Siga as orientações do fabricante, guardando a bula ou a embalagem para futura consulta, em caso de ingestão ou efeito indesejado.

Quando não for mais necessário, o repelente tem que ser retirado do corpo da criança com um banho, usando água e sabonete.

Nunca deixe que os pequenos durmam com o repelente aplicado. Apesar de seguro, se for usado de forma correta, o repelente é uma substância química e pode causar reações alérgicas ou intoxicações na criança quando utilizado em excesso.

Em locais bem quentes (temperaturas maiores que 30 graus), ou em crianças que costumam suar muito, os fabricantes aconselham reaplicações com maior frequência.

Repelentes com hidratantes ou protetores solares têm que ser evitados, pois essas associações não são recomendadas em crianças.

Os repelentes reagem com os protetores solares e têm seu efeito reduzido quando são aplicados juntos. É possível colocar na criança o protetor solar e, após 20 a 40 minutos, fazer a aplicação do repelente escolhido.

Repelentes em loção cremosa são mais seguros do que os produtos em spray e devem ter a preferência dos pais na hora da compra.  

Para marcar uma consulta com o Dr. Jorge Huberman, ligue para: (11) 2384-9701