Dr. Jorge Huberman

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Mulher chorando: como lidar com o aborto espontâneo?

Como lidar com o aborto espontâneo?

Para as mulheres que desejam ter filhos e querem de todo modo engravidar e ter uma gestação tranquila, perder um feto é um de seus maiores pesadelos, uma de suas maiores agonias. Por isso, vamos abordar neste artigo o tema: como lidar com o aborto espontâneo?

Em primeiro lugar, é bom sabermos que lidar com o luto gestacional é muito difícil. Planos são feitos, sonhos são cultivados e se ocorre a perda gestacional, o lado psicológico tanto do pai como, principalmente, da mãe daquele feto não desenvolvido acabam muito abalados. Assim como de toda família.

Criam-se além dos sonhos, muitas expectativas, fora as dúvidas.

Há diversos casos em que a mulher não quer mais engravidar, seja por conta da sua idade ou pelo trauma que fica.

No entanto, outra boa parte das que têm perda gestacional consegue engravidar normalmente e ter mais filhos.

No entanto, é preciso que haja apoio tanto do conjugue, como também de sua família.

Também é bom levar sempre em consideração que o aborto de modo espontâneo pode ocorrer mais nos três primeiros meses da gestação, em cerca de 80% dos casos.  

Com a imensa perda, vem junto um sentimento de culpa, muitas vezes inexplicável, além de uma sensação inequívoca de poder ter feito alguma coisa diferente.

Por esse motivo, deve-se permitir que a gestante viva o seu próprio tempo, permitindo-se sentir um período de luto, de tristeza, para poder se recompor em seguida e levar sua vida adiante, normalmente. 

Quando uma mulher que sonha em ser mãe percebe e descobre a sua gravidez, ela cria grandes expectativas.

No entanto, se ocorre um aborto espontâneo, esse dano deixa, sem dúvida alguma, marcas bem profundas no lado emocional.

Perda gestacional afeta uma em cada quatro grávidas; como lidar com o aborto espontâneo?

Mulher se lamentando: aborto espontâneo afeta até 25% das mulheres grávidas
Mulher se lamentando: aborto espontâneo afeta até 25% das mulheres grávidas

É bom que se saiba um importante dado: o aborto espontâneo afeta entre 15% e 25% das mulheres grávidas.

Contudo, lamentavelmente, a mãe, com certa frequência, não recebe o apoio que necessita neste momento tão difícil, triste e delicado.

Ainda que o feto esteja em desenvolvimento, na barriga da sua mãe, já começam a se estabelecer vínculos entre os dois.

Quando esses sonhos se desfazem depois da perda gestacional, a família e os pais, principalmente, vivem um luto gestacional, que é a sensação depois do falecimento do feto, independentemente da sua idade gestacional.

Segundo os especialistas, esse choque pode até trazer sintomas indesejados com ansiedade, depressão, entre outros.

Certamente, o trauma neste momento é imenso. Algumas mulheres e seus familiares o superam. Outras, no entanto, não.

Na gestação, o sentimento de que há uma vida dentro do útero da mãe passa a acontecer por sua modificação hormonal e anatômica de uma gravidez.

Contudo, quando isso deixa de ocorrer, o sentimento culposo, de falha, ou de poder ter feito algo de diferente podem surgir.

Diversas vezes, é preciso receber apoio psicológico, um amparo, que fará com que a gestante leve sua vida adiante.

Os psicólogos afirmam, nestes casos, é preciso ter seu próprio tempo, ganhar força, decidir conflitos e, essencialmente, decidir como será o seu futuro, principalmente, se vai tentar engravidar novamente ou não.

Ao atravessar todo esse processo, contar com apoio, seja da família ou mesmo dos amigos, fará toda a diferença para quem acabou de perder seu bebê.

Luto, aceitação e amadurecimento fazem parte de todo processo.

É essencial que a gestante seja acolhida, ouvida, encorajada e, acima de tudo, amada.

Todos nós podemos ajudar alguém que já passou por essa situação, e precisa de consolo, ou está passando por isso agora.

Como lidar com o aborto espontâneo: perda gestacional pode trazer problemas de saúde

O neonatologista e pediatra Jorge Huberman durante um parto: sempre podemos ajudar alguém que sofreu perda gestacional; não se aconselha subestimar a sua dor
O neonatologista e pediatra Jorge Huberman durante um parto: sempre podemos ajudar alguém que sofreu perda gestacional; não se aconselha subestimar a sua dor

Não é somente o abalo psicológico que afeta a mulher. Também há de se examinar a condição geral de saúde dela.

Explica-se: a mesma pode apresentar algum problema genético, como por exemplo, a trombofilia.

Essa doença pode ser hereditária ou adquirida e, por modificar os fatores de coagulação, pode ocasionar aborto.

A gestante corre o risco de ter coágulos que podem, eventualmente, gerar uma trombose venosa, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral e outras doenças.

Na gestação, a trombofilia pode até mesmo entupir a circulação dentro do útero e acaba levando ao aborto.

Fora isso, também pode, do mesmo modo, levar a óbito fetal, além anemia de baixo peso, redução do líquido amniótico, parto prematuro, entre diversas complicações.

Cabe salientar que as gestantes que passam por este problema têm que verificar a sua saúde, realizar exames, pois pode haver alguma complicação pelo fato de ter perdido um feto.

No final das contas, informação é poder. No geral, as pessoas não têm essa informação e para as mulheres que queiram engravidar, proceder assim é essencial.

Segundo os especialistas, o diagnóstico precoce é fundamental para as futuras gestantes.

Quando os médicos descobrem que a paciente tem trombofilia, os médicos receitam anticoagulante.

Dessa forma, diminui-se bastante o risco de aborto e de todas as outras grandes complicações que poderiam surgir.

Portanto, é essencial que as mulheres grávidas que tiveram perda gestacional realizem exames para saber como anda sua saúde e, também, verificar se podem engravidar novamente.

“Se você quer ajudar alguém que sofreu uma perda gestacional, a primeira coisa, portanto, é não subestimar a sua dor”, explica o pediatra Jorge Huberman.

“Ela é tão grande, acredite, como a de uma mãe que perde um filho depois do nascimento. A partir dessa premissa de respeito e empatia as atitudes positivas em direção dos pais que sofreram a perda devem ser equivalentes às que você dirigiria a uma mãe ou pai que perdeu um filho já nascido”, esclarece o neonatologista Jorge

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr.Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.