Dr. Jorge Huberman

  >  crianças   >  Como evitar crises de alergia nas crianças?
Alergia em crianças

Como evitar crises de alergia nas crianças?

Fora o medo do coronavírus, a chegada quase iminente do frio provoca uma dúvida nos pais: como evitar crises de alergia nas crianças?

Sem dúvida alguma, essa aflição aumenta muito agora no inverno, que já está chegando!

Em primeiro lugar, é bom que se saiba: as alergias podem aparecer em qualquer idade. Porém, é comum que tenham início já na infância.

A alergia mais assídua, das que atingem o aparelho respiratório, é a rinite alérgica.

Os indícios de alergia mais frequentes são: congestão nasal, coriza, tosse, irritação no nariz, na garganta e nos olhos. 

Sem dúvida alguma, alguns desses sinais são confundidos com os de um resfriado.

No entanto, o resfriado pode ocasionar febre baixa e passageira e tem duração máxima de seis ou sete dias.

Já as alergias resistem mais tempo e têm maior frequência, pois acontecem sempre que a criança é exposta aos alérgenos (que marcam presença nas estações mais frias, visto que nessa fase é habitual ficarmos mais tempo em lugares fechados e com acúmulo de pessoas).  

Fora a poeira e ácaros, outras substâncias que são estímulos comuns para as alergias são mofo, fungos, pelos de animais, pólen, produtos de limpeza, inseticidas, fumaça de cigarro, perfumes com forte essências, entre outros.

O melhor jeito de evitar as crises de alergia é diminuir ao máximo o contato das crianças com esses agentes.

Além disso, é muito importante trocar e lavar a roupa de cama a cada sete dias, no máximo, já que ela concentra diversos ácaros. 

Da mesma forma, evite utilizar tapetes, cortinas e outros objetos que concentrem pó com facilidade. Conserve os ambientes arejados e expostos ao sol sempre que possível.

Passe aspirador de pó nos ambientes e pano úmido para a limpeza ao invés da utilização de objetos como vassoura e espanador.  

Não mantenha bichos de pelúcia no quarto da criança!

Não mantenha, de forma nenhuma, bichos de pelúcia no quarto da criança. Além dos cuidados com o ambiente, há medicamentos que diminuem os sintomas e também existem vacinas antialérgicas, que ajudam a reduzir o nível de sensibilidade do paciente aos agentes desencadeantes.

Porém, vale ressaltar: é preciso consultar o pediatra da criança, para investigar a causa e receber as orientações devidas e também as opções de tratamento mais propícias para cada pessoa.

No caso da vacina, há contraindicações que levam em conta um criterioso exame do paciente. O ideal é evitar as crises com medidas preventivas.

Quais as diferenças entre alergia respiratória e resfriado?  

Enquanto as alergias alimentares e dermatológicas tendem a serem mais intensas na infância, limitando conforme a criança se desenvolve, as respiratórias podem permanecer com a idade.

Marcada por rajadas de espirros e dificuldade para respirar, a doença tem suas formas mais comuns na rinite e na asma, definidas pela inflamação das vias respiratórias.

A rinite provoca coriza, nariz entupido, coceira nos olhos e espirros. Já a asma acarreta respiração ofegante, chiado no peito, tosse crônica e ausência de ar.

É extremamente necessário diferenciar: a asma produzida por alergia se dá quando o corpo entra em contato com alguma substância alérgena (ácaros, pólen, mofo, pelos de animais), enquanto a não alérgica é provocada por ansiedade, estresse, exercícios físicos, ar frio ou seco. 

Podem causar crises: poluição, poeira, pelos de animais e corantes. Assim como: mudanças repentinas de temperatura e excesso de atividade física.

Crianças que tenham pais e mães com rinite ou asma alérgicos têm pelo menos 50% a mais de chances de apresentar a doença.

Vale sempre a lembrança: a alergia pode ser definida como uma resposta anormal do organismo após a exposição a uma condição desencadeante, normalmente presente no ambiente que a pessoa está ou, ainda, que frequenta.

E sem dúvida alguma cabe ressaltar aos pais: as alergias respiratórias causam muito incômodo e transtornos, principalmente na fase infantil: ela pode impactar o sono e o desenvolvimento, podendo até mesmo prejudicar o rendimento escolar.

rinite alérgica e asma são os problemas mais típicos na infância.

Cabe a recomendação: os pais precisam ter uma boa dose de paciência para ajudarem os filhos, de modo adequado, a enfrentarem o problema.