Dr. Jorge Huberman

A escolha da melhor escola para crianças deficientes

O processo de escolha da melhor escola para crianças deficientes pode ser algo bastante complexo, que envolve diversos fatores.

No primeiro deles, os pais devem fazer uma ampla pesquisa sobre as escolas disponíveis em sua região e verificar se elas oferecem programas específicos para crianças com deficiência.

Devem ser considerados fatores primordiais como localização, transporte e o tamanho da escola.

O segundo ponto: os pais devem conversar com os pais de outros alunos. É necessário que se procure outros pais de crianças com deficiência na comunidade e que se pergunte sobre suas experiências com as escolas locais.

Sem dúvida alguma, as recomendações pessoais podem ser um ótimo modo de encontrar uma escola que atenda às necessidades do seu filho.

Outro fator muito importante para decidir como escolher a escola certa para crianças deficientes: os pais têm que visitar, pessoalmente, as escolas que estão entre suas favoritas.

Observe o ambiente físico, o tamanho das salas de aula, dos corredores, suas instalações, os recursos e a acessibilidade para crianças com deficiência.

Cabe também conversar com os professores e diretores das escolas que estão sendo consideradas.

Vale perguntar sobre a experiência deles em trabalhar com crianças com deficiência, as medidas de apoio que eles têm e como eles abordam as necessidades individuais dos alunos, principalmente os que possuem alguma deficiência.

Um ponto fundamental nesta escolha é verificar se a escola oferece um currículo apropriado ao seu filho. Mais ainda: a escola concede suporte adicional para ajudar as crianças com deficiência a acompanhar o resto da turma?

Mais ainda: há serviço de apoio disponível? A escola concede ao aluno serviços como terapia, fonoaudiologia e psicologia?

Com certeza, isso conta muito para a criança com deficiência superar desafios específicos.

Como fazer a escolha da melhor escola para crianças deficientes

Jovem com deficiência joga um beijo: pais devem refletir muito sobre como fazer a escolha da melhor escola para crianças deficientes
Jovem com deficiência joga um beijo: pais devem refletir muito sobre como fazer a escolha da melhor escola para crianças deficientes

É importante que os pais avaliem o ambiente social da escola onde desejam colocar seu filho. Há que se considerar o ambiente social e a cultura da escola. Verifique se ela é acolhedora e inclusiva para crianças com deficiência.

Nunca esqueça que a escolha da escola certa para crianças com deficiência é uma decisão importante e leva tempo. Faça sua pesquisa, visite as escolas e converse com outras pessoas antes de escolher!

Afinal, encontrar a escola ideal é uma das decisões mais importantes que os pais têm sobre o futuro do filho, ainda mais se ele possui alguma deficiência intelectual.

E, além disso, os pais enfrentam um dilema neste momento: matriculo meu filho em uma “sala regular”, onde irá conviver com colegas da mesma faixa etária ou devo colocá-lo em uma sala especial?

De acordo com os especialistas, para tomar a decisão correta, os pais, ajudados por médicos e outros especialistas que trabalham com deficiências intelectuais, devem levar em conta o grau de atraso da criança, normalmente mensurado com testes neuropsicológicos e clínicos.

Em primeiro lugar, se a deficiência for de grau leve, a criança pode frequentar a classe regular e, no período em que não estuda, ter assistência especializada para o reforço.

Agora, se a deficiência tem um grau profundo, seria interessante que o aluno estivesse em uma sala especial para a aprendizagem das disciplinas clássicas, como língua portuguesa e matemática, e se reunisse com todos os demais alunos para aprender artes, esportes, música e outras atividades com caráter lúdico.

Um problema bastante sério do estudante com deficiência intelectual de grau profundo fazer parte de uma turma regular tem relação com os professores. Vários deles não estão preparados para uma situação como essa.

Então é importante não esquecer que muitos jovens autistas, por exemplo, necessitam de atendimento individualizado.

Aluno com deficiência deve estudar em sala regular ou especial?

Criança com Síndrome de Down sorri para uma mulher: especialistas recomendam estudo em escolas regulares
Criança com Síndrome de Down sorri para uma mulher: especialistas recomendam estudo em escolas regulares

Com certeza esta é a chamada “pergunta do milhão”.

Os especialistas na área divergem sobre isso. Uma ala defende que segregar alguém à sala especial, seja qual for a deficiência, é o mesmo que ensinar uma pessoa a nadar fora da piscina. Sendo assim, é fundamental haver a convivência com todos e o enfrentamento de desafios cotidianos para existir um melhor nível de aprendizagem.

Uma outra opinião a este respeito defende que, obviamente, o aluno com deficiência terá muito mais dificuldade para realizar as mesmas tarefas que os demais colegas da sua sala.

Contudo, para resolver essa questão, é necessário que o professor varie o formato da apresentação, flexibilizando o tempo e as expectativas e também tenha metas de aprendizagem condizentes com as condições dele, sem subestimá-lo.

Uma terceira corrente diz que a turma regular é sim a melhor opção já que, se o aluno deficiente conviver somente com colegas do mesmo nível dele, é provável que ele vai acabar desenvolvendo um comportamento estereotipado.

Certamente, é na diversidade que o estudante com deficiência vai ter contato com pessoas de comportamento diferente e acabará aprendendo com elas. Isso ajudaria a evitar, por exemplo, que a criança faça birra ou grite quando quer algo e, em consequência, sofra preconceito.

Jamais devemos esquecer que, para educar alguém com deficiência intelectual, a família não pode perder de vista que a criança vai se tornar um adulto e, por isso, precisa aprender coisas, fazer amizades, planos, passear, ter sonhos e enfrentar desafios para ganhar autonomia.

A inclusão educacional constitui a prática mais recente no processo de universalização da educação. Ela se caracteriza em princípios que visam à aceitação das diferenças individuais, à valorização da contribuição de cada pessoa, à aprendizagem através da cooperação e à convivência dentro da diversidade humana.

Dr Jorge Huberman: “inclusão educacional constitui a prática mais recente no processo de universalização da educação”

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena: "inclusão educacional constitui a prática mais recente no processo de universalização da educação”
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena: “inclusão educacional constitui a prática mais recente no processo de universalização da educação” (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

O pediatra Jorge Huberman afirma que “a inclusão educacional constitui a prática mais recente no processo de universalização da educação”.

O neonatologista continua: “ela se caracteriza em princípios que visam à aceitação das diferenças individuais, à valorização da contribuição de cada pessoa, à aprendizagem através da cooperação e à convivência dentro da diversidade humana”.

Para marcar uma consulta com o neonatologista e pediatra, Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.

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