Dr. Jorge Huberman

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Familiares fazendo compras em mercado: como ensinar o valor do dinheiro para seus filhos?

Como ensinar o valor do dinheiro para seus filhos?

Nos dias atuais, explicar quanto vale o dinheiro para as crianças, principalmente as menores é uma tarefa que pode parecer muito difícil. Por isso, neste artigo, vamos abordar esse tópico: como ensinar o valor do dinheiro para os seus filhos.

Atualmente, no mundo em que vivemos, essencialmente com a rápida evolução das coisas, e o consumo acelerado das novas gerações, que têm acesso a todos os meios tecnológicos, o nosso conhecimento a respeito do planejamento financeiro pode ser rapidamente absorvido por eles, tornando nossa missão mais fácil.

Em países como a Singapura, por exemplo, há um incentivo para que as crianças adquiram rapidamente um conhecimento maior sobre as finanças.

Desse modo, elas passam a consumir, a gastar, de modo inteligente, isso é, comprando somente o que é necessário, sem desperdícios. E não é, exatamente, o que os pais desejam? Isso, claro, acaba reduzindo os custos para sustentar os filhos.

No nosso caso, em se tratando de Brasil, essa função, sobre a conscientização do dinheiro, cabe aos pais.

São eles que ensinam as crianças como cuidar bem do dinheiro.

Com o surgimento das redes sociais, como o Instagram, há muito mais consumismo, em um universo que pode não corresponder com a realidade.

Para se ter uma ideia, podemos perceber o custo de viagens exorbitantes; bolsas caríssimas compradas pelo mesmo preço de um carro.

Fora outros modos de ostentação, onde nós nunca somos saciados. E, também, compramos mais do que o necessário, levando ao gasto excessivo de dinheiro.

Dessa forma, podemos concluir que alguns pais encaram certa dificuldade ao tentarem educar financeiramente os seus filhos.

Principalmente, em tempos de crise, como essa surgida há mais de 1 ano por conta da pandemia.

Mesada pode ser um bom caminho inicial sobre como ensinar o valor do dinheiro para os seus filhos

Pais e filhos dentro de um carro: mesada pode ser um bom início para educarmos nossos filhos sobre como adquirir bons hábitos financeiros
Pais e filhos dentro de um carro: mesada pode ser um bom início para educarmos nossos filhos sobre como adquirir bons hábitos financeiros

Em primeiro lugar, os especialistas em finanças recomendam que a mesada pode ser um bom início para educarmos nossos filhos sobre como adquirir bons hábitos financeiros, como podem cuidar bem da quantia que recebem, mesmo pequena ou grande, independente da sua idade.

Quando há um limite de gastos para a criança ou para o adolescente, com certeza eles irão tentar poupar o dinheiro para comprar um brinquedo novo, um doce especial, alguma comida especial ou algo que eles desejam.

Sendo assim, desde quando eles são bem pequenos, vão começar a perceber, aos poucos, a reparar que, para comprar algo que eles desejam muito, é necessário, em muitos casos, que eles economizem, que eles poupem a mesada ou o presente que recebem dos pais.

Cabe dizer que o valor da mesada tem que ser, evidentemente, compatível com os gastos da criança.

E, da mesma forma, os pais têm que ser coerentes com esses valores, tendo também como objetivo que a criança poupe um pouco desse dinheiro.

Apesar de ser um pouco polêmico, ou controverso, há quem defenda que as crianças, e, principalmente, os adolescentes acabem recebendo uma pequena quantia semanal ou mensal em dinheiro ao participarem, ativamente, da limpeza da casa.

Mesmo que seja para arrumar seu próprio quarto. Poupando assim um pouco do trabalho que os pais teriam nisso.

Mesmo que saibamos que isso é uma obrigação deles, os especialistas defendem que pode ser uma boa saída, uma boa ideia.

Os filhos podem ser incumbidos de lavar as roupas, varrer o quintal, a cozinha, a sala, enfim, ajudar nas tarefas domésticas.

Afinal, oferecer um incentivo financeiro, algum dinheiro para eles, pode fazer com que os jovens se estimulem a ajudar a cuidar melhor da casa onde vivem.

Meritocracia pode fazer bem às crianças; como ensinar o valor do dinheiro para seus filhos?

Pais e crianças na praia durante viagem: meritocracia pode ser boa para as crianças
Pais e filhos na praia durante viagem: meritocracia pode ser boa para as crianças

Cabe ressaltar que esse valor dado como recompensa pela ajuda doméstica pode ser simplesmente simbólico, mas que, no final de uma semana pode acabar fazendo diferença para eles.

Por exemplo, R$ 2 para arrumar seu armário, R$ 1 para varrer o quintal, e assim por diante. Logicamente que esses valores têm que ser pequenos porque se não acabará não fazendo sentido esse incentivo dos pais.

As crianças também que ter suas responsabilidades em casa, sendo remunerados de forma extra ou não.

Uma coisa é certa. Se nossos filhos forem remunerados para auxiliar nas atividades de casa, eles certamente vão se esforçar para ter um pouco mais de dinheiro para poupar e para gastar onde bem entendem, conforme desejam.

Outra sugestão que pode se tornar bastante interessante é que a criança aprenda, desde pequena, o conceito da meritocracia.

Isso é, se ela realmente fizer por onde, ela conseguirá adquirir o presente que tanto deseja. É claro que os pais podem arcar com uma parte do valor total, seja ela metade, 40 ou 60% de tudo.

Vale lembrar, é claro, que a criança ainda não tem condições de ganhar valores muito elevados já que ela ainda não tem condições, principalmente por causa de sua pouca idade, de trabalhar fora.

Do mesmo modo, dependendo do caso, pode ser uma boa ideia remunerar a criança que tenha um desempenho bastante satisfatório na escola, tirando excelentes notas.

Até mesmo metas pré-estipuladas. podem ser uma boa saída para isso.

Objetivos desafiadores nas notas, em seu desempenho, podem ser, certamente, bem recompensados pelos pais.

Seja com algum brinquedo especial, a visita a um lugar divertido, ou, enfim, algo que as crianças desejam muito e que os pais percebam isso, tenham esse feeling.

Pais devem evitar frustrações dos filhos!

Mãe e filha no parque de diversões: pais devem evitar frustrações de filhos se eles não atingirem certas metas
Mãe e filha no parque de diversões: pais devem evitar frustrações de filhos se eles não atingirem certas metas

No caso, estamos falando de um desempenho, um ciclo completo, seja no bimestre, trimestre, ou mesmo no ano letivo inteiro, onde até a viagem dos sonhos pode ser realizada, futuramente, em um mundo em que todos sonhamos sem a pandemia.

Do mesmo modo, cabe ressaltar que devemos, a todo o custo, evitar eventuais frustrações dos nossos filhos caso eles não atinjam determinada meta.

Também temos que tomar todo o cuidado para que eles não fiquem decepcionado.

E, assim, um eventual incentivo perde todo o seu efeito. Ou seja: não valerá nada.

Conforme foi dito, algumas metas podem ser colocadas. Porém, as mesmas, têm que, certamente, serem tangíveis.

É muito importante que as crianças cresçam sabendo o valor real do dinheiro.

E, do mesmo jeito, saibam o quanto é importante utilizá-lo com sabedoria. Até porque, quando se tornarem adultos, eles podem se posicionar muito melhor a esse respeito.

Da mesma forma, vale lembrar que falar sobre dinheiro com as crianças não deve ser chato ou mesmo difícil.

Contudo, é extremamente válido que elas aprendam desde cedo a lidar com as finanças.

Só para se ter uma ideia de quanto isso é importante, atualmente, no Brasil, segundo levantamento recente, mais de 40% da população, isso é, cerca de 62 milhões de pessoas tem alguma dívida.

Por esse motivo, existe urgência em ensinar, desde cedo, o valor e a importância do dinheiro para as nossas crianças.  

Certamente, o início dessa educação financeira não é nada fácil.

No entanto, o maior e melhor exemplo está dentro da nossa própria casa.

Pais são os melhores exemplos de como ensinar o valor do dinheiro para seus filhos
O pediatra Jorge Huberman ao lado da paciente Julia: consumismo exagerado pode esmagar a estabilidade emocional, gerar tensão e levar a prazeres superficiais
O pediatra Jorge Huberman ao lado da paciente Julia: consumismo exagerado pode esmagar a estabilidade emocional, gerar tensão e levar a prazeres superficiais

O mais certo é que toda a família tenha muito claro quais são os seus objetivos de vida, e como irão usar o seu dinheiro: se irão fazer um passeio mais caro, comprar presentes, ou então planejar a tão sonhada viagem.   

Quando a criança ainda é pequena, podemos dar exemplos mínimos que demonstrem para ela que o dinheiro deve ser valorizado, e que deve-se dar prioridade ao que realmente é necessário.

E o que é importante para toda a família. Isso inclui, claro, ela mesma.

Os pais podem, sem dúvida alguma, fazer um agrado a criança, demonstrando carinho, amor, mas mostrando, por exemplo, que aquele sorvete que é mais barato vai acabar satisfazendo a criança.

Na verdade, os pais podem explicar que, se economizarem com um sorvete ou doce mais barato, no final, vai acabar valendo a pena pois a grande meta da criança, que é  passear ou comprar um brinquedo mais caro, vai acabar saindo atingida.

É evidente que a complexidade da explicação irá variar de acordo com a idade e, logicamente, com o grau de entendimento que a criança possui.

“É importante nunca esquecer que pais brilhantes, quando têm condições, dão presentes materiais para seus filhos, mas não os estimulam a ser consumistas, pois sabem que o consumismo pode esmagar a estabilidade emocional, gerar tensão e levar a prazeres superficiais”, afirma o pediatra e neonatologista Jorge Huberman.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr.Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.