Dr. Jorge Huberman

Dia das Mães: como é construído o vínculo materno

O vínculo materno é um elo muito importante que estreita as relações da criança com a sua mãe. Mais do que um relacionamento que transmite segurança e aconchego, o vínculo entre mãe e filho possui um papel fundamental no desenvolvimento infantil.

Como salienta o Dr Jorge Huberman, pediatra e neonatologista, “é através dessa relação afetiva que a mulher conseguirá vivenciar a gravidez de maneira saudável e ter uma maior integração com o seu bebê, visto que esse contato favorece a formação de vínculos afetivos futuros, e a organização e maturação da identidade da criança”.

Embora existam muitas crenças relacionadas ao amor de mãe, cabe ressaltar que o vínculo materno não é algo imediato, e sim uma construção que vai se fortalecendo ao longo do tempo.

Por mais que para o bebê a conexão com a mãe seja imediata e até mesmo algo instintivo, cada mulher tem as suas particularidades na formação desse vínculo.

Uma pesquisa com quase 100 mães realizada pela Universidade de Oxford demonstrou que o amor materno aflorou em diferentes momentos entre as entrevistadas.

Para a maior parte (41%), isso aconteceu durante a gestação e para 27% durante a primeira semana após o nascimento. Na sequência vieram o momento logo após o parto e por fim as primeiras semanas de vida do bebê.

Por ser uma construção, o vínculo materno demanda tempo e paciência e depende de pequenas ações diárias executadas constantemente.

Dr Jorge faz o parto da bebê Raíssa
O neonatologista Jorge Huberman na sala de cirurgia acompanha o parto da bebê Raíssa: o vínculo materno permite à mãe ter uma maior integração com o seu bebê

Durante a gravidez, o vínculo materno vai se fortalecendo através de carinhos na barriga e conversas com o bebê. Após o nascimento, uma das formas mais poderosas de estreitar o vínculo é durante a amamentação.

Nesses momentos, diversas questões ajudam a reforçar o elo, como o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos da mãe, além da intensa troca de olhares entre mãe e filho, responsáveis por fazer a criança se sentir amada e protegida.

É claro que o papel de cuidado e proteção não deve ficar restrito à mãe. Além do pai, os avós e outros familiares também são muito importantes na construção de um ambiente acolhedor e de segurança para o bebê.

Neste caso, o vínculo familiar vai se fortalecendo durante os banhos, as trocas de fraldas, a hora da papinha etc. Apesar de parecerem tarefas banais e muitas vezes executadas de forma automática, elas são fundamentais para que a criança se sinta amparada.

A importância do vínculo materno para o desenvolvimento infantil

O vínculo materno não é importante apenas para que a criança se sinta amada e protegida, sendo fundamental também para o bom desenvolvimento infantil.

Do ponto de vista emocional, o vínculo materno ajuda a desenvolver a autoestima, a independência e a confiança, contribuindo para uma vida adulta com mais segurança.

Quando a criança possui vínculos familiares bem estabelecidos, também é natural que ela se conecte mais facilmente com outras pessoas ao longo da vida, estabelecendo relacionamentos mais saudáveis.

Além da questão emocional, o vínculo materno exerce influência no desenvolvimento físico e motor das crianças.

Mãe levanta seu bebê para o alto, os dois estão dando risada
Mãe levanta seu bebê para o alto: o vínculo materno é construído aos poucos através de ações cotidianas

Considerando que o corpo do bebê se movimenta de forma sintonizada com a fala dos pais, é muito importante que a família esteja sempre conversando ou cantando para a criança, mesmo que nos primeiros meses de vida ela ainda possua formas mais restritas de se expressar.

Tudo isso vai auxiliar o bebê a controlar a motricidade da cabeça e do pescoço.

Ainda, as massagens que os adultos fazem nos bebês ativam respostas positivas na criança, ajudando a produzir hormônios do crescimento, além de fortalecer o sistema imunológico.

Como fortalecer o vínculo entre mãe e filho durante a infância

Diversas ações podem contribuir para que o vínculo entre mãe e filho seja fortalecido desde a gravidez e ao longo dos primeiros meses da criança.

Durante a gestação, atos como acariciar a barriga, cantar para o bebê e manter em casa um ambiente tranquilo e de felicidade para a chegada da criança são alguns exemplos.

Após o nascimento, há determinados comportamentos que são muito poderosos no fortalecimento do vínculo materno, entre eles:

Mãe está sentada no sofá de pernas cruzadas e amamenta seu bebê
Mãe sentada no sofá amamenta seu filho: a amamentação é uma das formas mais poderosas de estreitar o vínculo materno

Amamentação

Sem dúvida, a amamentação é uma das formas mais potentes de estreitar a relação entre mãe e filho. Até mesmo as mães que não podem ou se sentem desconfortáveis em amamentar podem recriar esse momento no contato pele e pele ao dar de mamar com uma mamadeira.

Colo

Abraçar e embalar a criança nos braços são ações muito positivas para demonstrar carinho e fazer o bebê se sentir em segurança.

Rotina

Ao terem uma previsibilidade, os bebês vão se sentindo mais seguros e criando confiança com os familiares. Por isso, é importante manter uma rotina desde os primeiros dias de vida, com hora certa para dormir, dar de mamar, trocar a fralda, dar banho etc.

Música

Canções de ninar e músicas relaxantes são ferramentas muito úteis para acalmar os bebês e fazê-los se sentir protegidos. No momento de cantar para a criança é importante manter a voz suave e calma.

Conversa

Ainda que o bebê não seja capaz de se comunicar com palavras, é muito importante conversar com ele, contando novidades, perguntando algo ou mesmo fazendo elogios.

Em todos os exemplos citados, toda a família pode estar presente para reforçar os vínculos e acolher a criança.

Além de fazer o bebê se sentir amado e protegido, a participação dos entes queridos nesse processo ajuda a evitar a exaustão da mãe e fornece apoio durante o puerpério.

Para marcar uma consulta com o Dr Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.

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