Dr. Jorge Huberman

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Menino em sala antes de ser anestesiado: anestesia em crianças: quando ela é necessária?

Anestesia em crianças: quando ela é necessária?

A anestesia infantil até pode parecer um bicho de sete cabeças, mas, na verdade, é um procedimento seguro e inevitável em muitas situações. Por isso que muitos pais se preocupam e se perguntam; sobre a anestesia em crianças: quando ela é necessária?

Em primeiro lugar, é bom que se compreenda o conceito. Além das cirurgias, nossos filhos podem ser submetidos à uma anestesia em ocasiões que normalmente não exigem sedação nos adultos.

Exames de imagem, por exemplo, que são muito importantes, como a tomografia e a ressonância magnética, são indolores.

Contudo, para os médicos que o realizam é necessário fazer uma anestesia geral leve para que a criança se mantenha imóvel, principalmente quando ela for muito pequena.

Alguns, na verdade, questionam o médico a respeito da diferença entre e a anestesia infantil e a que é ministrada para os adultos.

Aqui, cabe esclarecer. Primeiro: a anatomia da criança exige ajuste na dosagem dos medicamentos e atenção especial a alguns pontos, como o sistema respiratório, por exemplo.

Depois: uma criança não tem a mínima condição de ficar acordada durante uma cirurgia.

Assim sendo, quase toda anestesia que os pequenos tomam, mesmo que seja para algo mais localizado, exige também uma anestesia geral, ainda que tenha uma dose leve.

Na verdade, a sedação é usada para complementar bloqueios locais para cirurgias pequenas, como a da fimose.

“Atualmente, alguns procedimentos como a tomografia, por exemplo, já não exigem a anestesia ou a sedação pela rapidez com este exame é feito, além de mínima exposição à radiação”, explica o pediatra e neonatologista, Jorge Huberman.

O pediatra Jorge Huberman, ao lado dos pais, segura o bebê Eduardo Henrique: alguns procedimentos como a tomografia já não exigem anestesia
O pediatra Jorge Huberman, ao lado dos pais, segura o bebê Eduardo Henrique: alguns procedimentos como a tomografia já não exigem anestesia

Como é realizada a anestesia geral nos pequenos pacientes?

Neste caso, o primeiro passo a ser dado é passar em uma consulta com o anestesiologista. Essa avaliação é essencial para identificar possíveis fatores que aumentem o risco de complicações e orientar os pais sobre o procedimento.

Na sequência, a equipe médica, de maneira lúdica, ou prepara a criança para o momento da anestesia ou então administra calmantes para ela.

Tudo isso é feito até, de fato, começar o processo de sedação.

Normalmente, os pequenos respiram em uma máscara com gás anestésico – popularmente chamado de “cheirinho” – e, aos poucos, acabam adormecendo.

Até aqui, a mãe costuma estar presente, acompanhar cada passo do procedimento. Só depois disso é que ela sai da sala e então têm início os processos que poderiam causar dor aos nossos pequenos.

Neste ponto, as técnicas costumam variar um pouco. No entanto, de forma geral, a criança recebe mais anestésicos pela veia. E este acesso só é aberto após a criança pegar no sono, ficando bem tranquila, sem perceber nada.

Outro questionamento constante dos pais diz respeito aos riscos que uma criança pode ter ao ser submetida a uma anestesia.

Mas, na verdade, o risco tem mais relação com as condições do paciente do que com o anestésico em si.

Só para citar um exemplo, crianças que já estavam com suas cirurgias marcadas – não as de emergência – normalmente não devem estar com infecções de nenhum tipo. Este sim seria um fator que poderia aumentar o perigo de alguma eventual complicação.

Há, ainda, o risco de ocorrer aspiração de conteúdo gástrico se o jejum não for adequado e, muito raramente, reações alérgicas.

Por isso é essencial fazer a consulta de avaliação prévia com o especialista, conforme já citado.

Quais são as anestesias realizadas nas crianças?

Criança em sala de hospital: medicamentos aplicados nelas por causa da anestesia são os mesmos dos adultos
Criança em sala de hospital: medicamentos aplicados nelas por causa da anestesia são os mesmos dos adultos

Os medicamentos aplicados nas crianças por causa da anestesia são os mesmos dos adultos.

O que muda é a técnica e a dosagem da aplicação, isto é: além da anestesia geral, que pode ser leve ou profunda e que deixa a criança dormindo por determinado intervalo de tempo, os médicos usam bloqueios locais para a dor em eixos nervosos e regiões periféricas.

Para preparar a criança para a anestesia, em primeiro lugar, é muito importante cuidar do seu psicológico. Principalmente na faixa etária entre 1 e 5 anos de idade, os níveis de ansiedade são maiores no período pré-operatório e essa ansiedade deve ser diminuída pelo anestesiologista.

Assim sendo, o processo é tratado, normalmente, de maneira lúdica pelos profissionais, que podem até mesmo usar calmantes antes da sedação em si.

O objetivo é não traumatizar a criança, principalmente porque algumas terão que se submeter a diversas anestesias durante a sua vida.

O jejum também é essencial para diminuir o risco de complicações. Os intervalos dos líquidos seriam estes.

Para água, água de coco e chás, o tempo de jejum é de duas horas, em média. Para leite materno, quatro horas. Fórmulas lácteas, 6 horas, e alimentos sólidos, até 8 horas.

Certamente, cada hospital tem suas próprias diretrizes específicas para o jejum ou sobre o que se pode comer e beber antes da anestesia.

Não seguir estas orientações pode ocasionar atraso ou cancelamento do procedimento de seu filho.

Além disso, questione o médico anestesiologista sobre os medicamentos de rotina que podem ser tomados no dia da anestesia.

Determinados remédios devem ser evitados antes do procedimento.

Quase todos os medicamentos aprovados devem ser dados na manhã da anestesia com pequenos goles de água, mas não misturada com sólidos.

Lembre-se de informar o médico sobre ervas naturais e outros tipos de medicamentos.  

Equipe médica conversa com criança em hospital: para preparar a criança para a anestesia, em primeiro lugar, é muito importante cuidar do seu psicológico
Equipe médica conversa com criança em hospital: para prepará-los para a anestesia, é essencial cuidar do seu psicológico

Como fica a criança depois da anestesia?

Depois do procedimento, a criança é encaminhada para uma sala de recuperação, de onde só sai quando estiver acordada e sem sintomas de reações. Isso tudo para tranquilidade e conforto dos seus pais que finalmente receberão seu filho de volta.

Para marcar uma consulta com o Dr.Jorge Huberman ligue para (11) 2384-9701