Dr. Jorge Huberman

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Os pais têm um papel superimportante na introdução alimentar dos bebês

Alimentação do bebe: essencial ao seu desenvolvimento

A alimentação do bebe é essencial ao seu desenvolvimento físico e intelectual, sendo os primeiros 2 anos de idade, fundamentais para o desenvolvimento dos sistemas nervoso e imunológico. Além disso nos primeiros anos se formam os hábitos que vão acompanhá-los para a vida toda.

Como já é sabido, até os 6 meses de idade a alimentação do bebe deve ser exclusivamente do leite materno ou no caso das mães impossibilitadas de amamentar, pode-se introduzir as fórmulas.

Estudos indicam que certos nutrientes ingeridos já na gravidez ajudam na formação do cérebro da criança, como no caso do ácido fólico (vitamina B), tão importante para a formação do cérebro.

Os pais têm cerca de 9 meses para se preparar e se planejar para a chegada do bebê, mas após o nascimento, muitas dúvidas podem surgir, principalmente para pais de primeira viagem.

Os questionamentos podem ser ainda maiores quando o assunto é a alimentação do bebê, já que ela influencia diretamente a saúde e o bem-estar dele.

Para te ajudar nessa missão, esclarecemos as principais dúvidas relacionadas à alimentação do bebê – desde a hora certa de introduzir alimentos, até quais são aqueles que ele pode ou não comer. Lembre-se: é superimportante consultar o pediatra ou nutricionista para estabelecer refeições saudáveis e adequadas à criança.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apontam que os bebês estão prontos para a introdução alimentar a partir dos 6 meses de vida, quando já são capazes de permanecer sentados. Vale destacar que nessa idade a alimentação do bebê ainda deve estar acompanhada do aleitamento materno, sendo o leite ainda a principal fonte de nutrientes para o bebê.

Início da alimentação do bebê

Para iniciar o processo do início da alimentação, escolha um momento tranquilo em que seu filho não esteja irritado e nem sem fome. Ofereça os alimentos para que ele se adapte aos novos sabores e texturas.

Aos poucos você pode aumentar gradualmente a quantidade de comida até que seu bebê consiga comer sozinho os alimentos sólidos. O processo de alimentação do bebê pode e deve ser acompanhado pelo pediatra.

Alimentos crus e duros, como a cenoura, ajudam a desenvolver a musculatura da boca
Alimentos crus e duros, como a cenoura, ajudam a desenvolver a musculatura da boca (Foto: Freepik)

A introdução gradativa dos alimentos será adequada pelo pedriatra ou nutricionista, assim como a quantidade que será oferecida ao bebê.

Normalmente a introdução é feita com papinha de frutas mais neutras, amassadas ou raspadas, assim como a papinha principal, preparada com legumes e leguminosas, proteína e tubérculos, leguminosas e proteínas.

Ao iniciar a alimentação a água deve ser oferecida com bastante frequencia para o bebê, a entre as refeições. Isso evitará a desidratação, prisão de ventre ou sobrecarga dos rins. 

Mas, além dos questionamentos sobre como e quando começar a introdução alimentar, ocorrem  dúvidas em relação àquilo que eles podem ou não oferecer para o bebê e se alguns alimentos fazem bem ou não para a sua saúde.

É claro que muitas especulações sobre o assunto são levantadas pelo senso comum, mas muitas ainda podem estar certas em relação à alimentação do bebê.  

Crianças de qualquer idade podem comer frutos do mar?

A resposta é não! A maioria dos especialistas aconselha que, por prevenção a alergias e intoxicações,  os frutos do mar só sejam apresentados às crianças após os 2 anos de idade. Após esse período já é possível incluir os frutos do mar na alimentação do seu filho.

Mas cuidado: os frutos do mar devem ser comprados muito frescos ou congelados, em locais de procedência conhecida e que sigam as normas de higiene. O camarão, a lula e os mariscos são os frutos do mar mais populares e merecem atenção redobrada em seu preparo.

Para garantir que a alimentação do bebê seja saudável, certifique-se de que a parte escura do camarão seja completamente retirada – é ali que ficam as fezes do crustáceo e não devem ser consumidas. A cartilagem da lula precisa ser totalmente retirada para que não haja risco de engasgos.

Sobre os mariscos, é fundamental conhecer a procedência deles, pois, como retém toxinas presentes na água, se vierem de um lugar sujo podem fazer mal ao consumidor. Além disso, tenha cuidado para retirar toda a areia de dentro do animal. Para uma higienização completa, deixe o fruto do mar de molho em água quente.

Mas e os peixes?

Aí sim! Os peixes são permitidos e até recomendados para a alimentação do bebê, podendo ser ingeridos desde o início da introdução alimentar. Escolha sempre peixes frescos, de procedência conhecida, e sem espinhos para evitar o risco de engasgos do seu filho.

Cuidado: Não dê peixe cru, pois existem chances de que seu filho se contamine, já que o prato não passa pela cocção. Além disso, evite peixes enlatados, como atum e sardinha, pois eles contêm substâncias que podem irritar a mucosa gástrica do seu filho. Em casos de alergia na família, consulte um especialista antes de incluir peixe na alimentação do bebê.

Crianças podem comer frutas com casca?

Sim e devem! É na casca que se encontram as maiores concentrações de fibras, nutrientes, vitaminas e minerais que contribuem para o desenvolvimento saudável do seu filho. 
Mas atenção: para que fiquem livres de resíduos de agrotóxicos e quaisquer outros tipos de substâncias que podem fazer mal ao bebê, as frutas devem ser muito bem lavadas e corretamente higienizadas.

Alimentos crus e duros ajudam a desenvolver a musculatura da boca?

Sim! Legumes crus e duros como a cenoura estimulam a mastigação, fortalecendo a musculatura da boca. Quando os primeiros dentes do seu filho começarem a nascer, dê pedaços destes alimentos para que, aos poucos, ele consiga morder e ingerí-los. Esse exercício de mastigação contribui positivamente para o desenvolvimento do bebê e até facilita o processo de fala do seu filho.

Bebês podem comer carne vermelha? 

É recomendado que a criança tome café apenas após os 6 anos de idade
É recomendado que a criança tome café apenas após os 6 anos de idade (Foto: Freepik)

Sem medo! Você pode começar a oferecer carne vermelha ao seu bebê desde o início da introdução alimentar. É na carne vermelha que se encontram proteínas e estoques de ferro que serão de extrema importância para o desenvolvimento saudável do seu filho.

Aos 6 meses de vida, os níveis de nutrientes que o bebê acumula durante a gestação começam a cair, o que aumenta o risco de anemia. Para que ele consiga repor os nutrientes em seu corpo, a SBP recomenda que a carne vermelha seja oferecida picada ou amassada com as mãos sem peneirar ou liquidificar, pois isso quebraria as fibras e faria com que a carne perdesse a textura.

Café faz mal para crianças?

Rico em cafeína, o café é conhecido por ser estimulante e manter as pessoas agitadas. Crianças já têm energia de sobra! E para crescerem com saúde, a alimentação e o sono regular são muito importantes.

A cafeína e os taninos presentes na composição do café, são substâncias que atrapalham a absorção de nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança, como o cálcio, por exemplo. Então o ideal é não oferecer café para o seu filho.

Caso este seja um hábito na sua casa , como é na maioria dos lares brasileiros, e seu filho insista em tomar café, espere até que a criança complete 6 anos de idade. Nessa fase, com moderação é claro, ela poderá se juntar a família tomando uma xícara de café.  O ideal é que a bebida esteja fraca e até acompanhada com leite.

E os chás?

Caso você queira dar chá para o seu bebê, consulte o pediatra. Se ele concordar, você pode dá-lo ao seu filho em temperatura ambiente para hidratá-lo, e sem adoçar. Use apenas ervas conhecidas para que não se desenvolvam alergias no bebê.

Mas cuidado:   Assim como o café, alguns chás são ricos em cafeína, como o mate e o verde, por isso, eles não são recomendados para crianças menores de 6 anos. Opte por chás mais leves, como os de erva-doce, hortelã e camomila.

Quando se trata de alimentação saudável para bebês ou crianças, é sempre fundamental fazer o acompanhamento com especialistas e consultar o pediatra para instruções qualificadas e eficazes, visando o desenvolvimento seguro do seu filho.

O pediatra Jorge Huberman reforça a importância do método BLW. “A abordagem BLW (Baby led Weaning) para a introdução alimentar consiste em oferecer os alimentos em pedaços, ou seja, em sua forma integral e não batidos ou amassados em forma de papinha. Devem ser oferecidos junto com as papas. Os pais também podem deixar o bebe sentir a textura da comida em suas mãos”.

O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena fala sobre alimentação do bebê
O pediatra e neonatalogista, Dr.Jorge Huberman, em seu consultório, no Instituto Saúde Plena, em Moema: “os pais também podem deixar o bebe sentir a textura da comida em suas mãos” (Foto: Kesher Conteúdo/Divulgação)

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.