Dr. Jorge Huberman

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Mulher grávida aparenta tristeza: a trombofilia e os riscos para o sucesso da gravidez

A trombofilia e os riscos para o sucesso da gravidez

A trombofilia significa uma predisposição para aumentar uma trombose por causa de certas adversidades de coagulação do sangue. Ela pode ocorrer ou de forma hereditária ou adquirida. A mulher que tem trombofilia não significa, necessariamente, que está doente ou, muito menos, que irá sofrer aborto. No entanto, é bom compreender este assunto: a trombofilia e os riscos para o sucesso da gravidez.

Em primeiro lugar, é bom deixar claro: em alguns casos, a trombofilia pode levar a casos de abortos de repetição e também de algumas complicações durante a gestação.

Em segundo lugar, vale ressaltar: mulheres com algum histórico de trombose necessitam de cuidados específicos na gravidez para que garanta a boa saúde do seu futuro nenê.

De acordo com estudos médicos, a estimativa é que de 10 a 15% das mulheres acabam tendo um aborto espontâneo por diversos motivos.

Já uma possível repetição do aborto é muito menos constante, acaba atingindo de 3 a 5% das mulheres (ou 2 abortos na sequência), e menos de 1%, isso é: três abortos consecutivos.

“Muitas vezes essa condição é assintomática, mas um dos sinais de alerta é o inchaço repentino”, explica neonatologista Jorge Huberman.

“Aquelas gestantes que têm pré-eclâmpsia antes de 34 semanas de gravidez também devem ficar atentas” afirma o pediatra Jorge.

“Outro sinal de alerta é quando a barriga da mãe cresce pouco, já que o bebê não se desenvolve como esperado”, diz o médico.

O neonatologista Jorge ao lado da paciente Mariana: inchaço pode ser um sinal de trombofolia
O neonatologista Jorge ao lado da paciente Mariana: inchaço pode ser um sinal de trombofilia

Perigo de aborto: a trombofilia e os riscos para o sucesso da gravidez

A ameaça de ter um aborto espontâneo é maior nas mulheres com dois casos de abortos anteriores à décima semana de gestação ou um aborto espontâneo depois da décima semana de gravidez.

Além disso, casos de pré-eclâmpsia e eclâmpsia também podem ser considerados como causa de alto risco para as perdas gestacionais.

A eclâmpsia é uma complicação considerada grave da gravidez, caracterizada por episódios seguidos de convulsões, posteriormente de coma, e pode ser fatal se não for tratada imediatamente.

Também entram no grupo de risco as gestantes com antecedentes de trombose da paciente e na família e casais que têm fator genético ligado à infertilidade.

A trombofilia, em determinados casos, é analisada por exclusão, quando outros estudos sobre a causa de aborto acabaram não sendo conclusivos.

O problema é descoberto com a ajuda de um hematologista que solicitará exames para a confirmação do diagnóstico.

Um médico hematologista é o responsável por tratar as doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos, como, por exemplo, a hemofilia, a anemia e a leucemia.

No caso da trombofilia levar à hipercoagulação do sangue, ela pode acabar causando o entupimento das veias ou das artérias por causa do aumento da densidade do sangue, que acaba ficando mais espesso.

Este bloqueio pode ocasionar problemas de circulação do sangue tanto nas veias da mãe quanto no sangue que acaba chegando na placenta.

E isso tem como prováveis consequências:

Redução do crescimento do feto por causa da sua dificuldade em receber os nutrientes

Deslocamento da placenta e pré-eclâmpsia

Aborto

Parto prematuro

Como prevenir o aborto em caso de trombofilia?

Mulher grávida brinca com estetoscópio: cada ocorrência de trombofilia deve ser examinada de modo personalizado
Mulher grávida brinca com estetoscópio: cada ocorrência de trombofilia deve ser examinada de modo personalizado

Cada ocorrência de trombofilia deve ser examinada de modo personalizado com remédios desde o momento que a gravidez é atestada, tendo como objetivo evitar ameaça de vida para a gestante e seu nenê.

No decorrer da gestação, a grávida tem que ser acompanhada por um hematologista.

Não é sempre que um quadro de hipercoagulação do sangue trará consequências à gravidez. Porém, em todas as situações, a assistência médica deve ser rigorosa.

Vale lembrar que o que mais ocasiona o aborto espontâneo é a genética.

Quando os abortos ocorrem de forma anterior à décima semana de gestação, o motivo mais razoável da perda da gestação é a modificação cromossômica esporádica.

Isso atrapalha a evolução correta do embrião.

Fazer a testagem genética POC com uma mostra do tecido fetal abortado é o ideal para constatar se houve motivo genético que tenha relação com a perda e se esta causa foi pontual ou então se pode ter repetição.

No entanto, em muitas situações, a equipe médica que ajuda no processo de expulsão natural ou por curetagem não está orientada para fazer a coleta de material para o envio à análise laboratorial.

O risco de sofrer segunda perda em uma gestação futura é aproximadamente entre 10 a 15% dos casos, podendo ser superior de acordo com a idade da gestante ou em caso de alterações no cariótipo do casal.

Muitos casais em tratamento de reprodução humana que querem evitar causas genéticas do aborto recorrem ao Screening Genético Pré-Implantacional (PGS).

Trata-se do estudo genético do embrião para detectar eventuais alterações cromossômicas que podem ocasionar falhas de implantação após a transferência do embrião ao útero materno, aborto ou nascimento de nenê com doenças graves.

Vale reforçar que o estudo genético do embrião não está relacionado com a trombofilia e nem evita as complicações ligadas a ela.

A trombofilia e os riscos para o sucesso da gravidez: ela ocorre quando há facilidade para formar coágulos no sangue

Mulher grávida: trombofilia ocorre quando há facilidade para formar coágulos no sangue
Mulher grávida: trombofilia ocorre quando há facilidade para formar coágulos no sangue

A trombofilia é uma tendência de que o sangue forme trombos, isso é: acontece se existe maior capacidade para formar coágulos de sangue, aumentando o risco de obstrução dos vasos sanguíneos e, assim, complicações como trombose venosa, AVC ou embolia pulmonar, por exemplo.

Os coágulos formados pela trombofilia surgem porque as enzimas do sangue, que fazem a coagulação, param de funcionar de modo correto.

Esse fator pode ocorrer por hereditariedade, pela genética, ou ainda por causas adquiridas durante a vida, como por gravidez, obesidade ou câncer.

Do mesmo modo, as chances podem ser ampliadas pela utilização de medicamentos, como, por exemplo, anticoncepcionais orais.

Pessoas assim normalmente apresentam inchaço no corpo, inflamação das pernas ou sensação de falta de ar.

A gravidez em si é um agente de ameaça para a formação de trombos e a chance de um entupimento requisita atenção médica e um tratamento durante a gravidez.

De acordo com o Ministério da Saúde, as grávidas são até cinco vezes mais predispostas a sofrer com a trombofilia.

Já que o sangue acaba ficando mais espesso, pode existir entupimento tanto das veias da mãe, como também obstrução da circulação do sangue que vai para a placenta. O risco do quadro sofre bastante variação.

Pode haver desde inchaço e alterações na pele, trombose nas pernas e outras partes do corpo, até mesmo situações mais graves, como o desprendimento da placenta, redução do crescimento do feto, parto prematuro, aborto e até mesmo o mais grave: tromboembolismo, quando as artérias ou veias do pulmão ficam obstruídas; isso pode levar a óbito.

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr.Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.