Dr. Jorge Huberman

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A prevenção à Síndrome Alcóolica Fetal: saiba mais!

A prevenção à Síndrome Alcóolica Fetal

A prevenção à Síndrome Alcóolica Fetal é um assunto tão sério que possui até mesmo um dia mundial de combate, que é celebrado em 9 de setembro.

Com certeza, a Síndrome Alcoólica Fetal, também conhecida como SAF, é uma doença grave. No entanto, ela é absolutamente evitável.

Para isso, basta apenas a gestante não consumir nenhum tipo de bebida alcoólica durante a gravidez. 

­Em primeiro lugar, cabe esclarecer que é totalmente falsa a afirmação de que consumir álcool durante a gestação (só um pouquinho) não faz mal nenhum.

Ou seja: isso não é verdade.

Em segundo lugar, vale ressaltar que o álcool consegue atravessar a placenta e, pior ainda, atinge a corrente sanguínea do feto.

O álcool transpõe a placenta, atingindo a corrente sanguínea fetal.

Mais ainda: o organismo do feto ainda está em formação e não consegue, de forma alguma, fazer a metabolização dessa substância.

Pelo contrário, a mesma continua no sangue do futuro bebê por um longo tempo até que acaba sendo eliminada pela circulação materna.

A consequência disso é que podem existir sérios danos ao desenvolvimento do nenê, ainda no ventre da mãe, causando alguns problemas e, até mesmo, a SAF.

Existe uma estimativa que afirma que mais de 120 mil nenês mundo inteiro nascem com a Síndrome Alcóolica Fetal.

Sendo assim, como ainda não há estudos médicos que garantam um nível seguro de consumo do álcool na gravidez, então a tolerância tem que ser simplesmente zero neste intervalo de tempo.

Só para se ter uma ideia, mesmo que o consumo de álcool seja brando durante o período da gravidez, pode haver o risco de um aborto espontâneo, prematuridade, também de nascer abaixo do peso, e até mesmo sofrer com asfixia neonatal.

O que seria a SAF? Saiba mais sobre a prevenção à Síndrome Alcóolica Fetal!

Mulher recusa taça de bebida: álcool que é consumido pela gestante pode atingir o feto em graus variados
Mulher recusa taça de bebida: álcool que é consumido pela gestante pode atingir o feto em graus variados

O álcool que é consumido pela mulher grávida pode atingir o feto em graus variados de intensidade, formando o espectro de alterações fetais devidas ao álcool, FASD, da sigla em inglês, Fetal Alcohol Spectrum Disorders.

Os mesmos oscilam entre alterações mais específicas, como transtornos do neurodesenvolvimento e/ou defeitos congênitos, até a forma mais grave, que é a SAF.

O tipo e a gravidade dos prejuízos causados pelo álcool através da gestante dependem de 3 fatores principais: quantidade que foi consumida de bebida alcoólica; periodicidade do consumo de álcool e a etapa de desenvolvimento do embrião/feto no momento da exposição.

Do mesmo modo, outros motivos também acabam impactando na extensão das sequelas da exposição pré-natal ao álcool, como, por exemplo, aspectos individuais maternos, genéticos e ambientais.

A SAF faz parte de um complexo quadro clínico com várias manifestações, capazes de ocasionar mudanças físicas e implicações comportamentais sobre o feto e o recém-nascido, sendo o motivo mais constante da deficiência intelectual não congênita.

Entre as várias características da síndrome, podemos citar: anormalidades faciais, hiperatividade, dificuldade de aprendizado, linguagem e memorização, problemas de comportamento e, até mesmo, complicações renais, esqueléticas e cardíacas.

Esse aviso é extremamente importante porque segundo pesquisas realizadas nos últimos anos, existe um aumento bem abusivo e preocupante do consumo de álcool pelas gestantes brasileiras.

No levantamento, foi apontado que há uma ampliação de quase 20% nos casos de internações e de 15% nos óbitos relacionados ao consumo de álcool entre as brasileiras. Isso ocorreu nos períodos de 2010 a 2018 e 2010 a 2017, respectivamente.

Este consumo abusivo da bebida também subiu de 8% para 13% entre as jovens de 18 a 24 anos de idade.

Prevenção e tratamento

Mulher segura taça de vinho junto à sua barriga: não existe cura para a SAF, mas pode-se fazer sua prevenção!
Mulher segura taça de vinho junto à sua barriga: não existe cura para a SAF, mas pode-se fazer a sua prevenção!

Não há, ainda, cura para a SAF, mas pode-se fazer sua prevenção.

Fora isso, o reconhecimento antecipado das ações do álcool no feto ou na criança possibilita a reabilitação e melhora do prognóstico.

O procedimento médico das crianças afetadas pela síndrome baseia-se em tratamentos que abrangem vários aspectos afetados pela síndrome.

Os tratamentos não medicamentosos incluem reabilitação, educação especial e suporte social. O mesmo é efetivado através de uma equipe multidisciplinar, integrada por pediatras, psicólogos, psiquiatras e equipes de saúde treinadas, junto com professores que estão por dentro desse problema.

A intervenção medicamentosa é meramente sintomática e dirigida, principalmente, às manifestações do déficit de atenção e hiperatividade.

A Síndrome Alcóolica Fetal é integralmente atribuída ao álcool, bastando evitar de forma total o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez.

Ou, então, ao tentar engravidar, para preveni-la.

Fora isso, gestantes que por algum motivo ingeriram álcool, tem que interromper de forma total o seu uso o quanto antes, para que se minimize os riscos.

Há que se destacar, ainda, a importância de ações não só preventivas, como também educativas, para que as mulheres sejam orientadas de modo adequado, começando do planejamento familiar até a amamentação, sobre as consequências do consumo de álcool, ainda mais durante a gravidez.

Em último lugar, vale ressaltar que a prevenção consiste simplesmente de informação! Há que se comunicar à população geral, em particular às mulheres em idade reprodutiva e, definitivamente, às gestantes e às mulheres que estejam tentando engravidar, que elas, obrigatoriamente tem que parar com o consumo de álcool.

Sobre esse assunto, a tolerância tem que ser zero para o álcool, tanto na gestação como também na lactação.

Somente deste modo, será possível acabar por completo com o surgimento de novos casos.

Campanhas de prevenção podem fazer a diferença

“Campanhas de prevenção que comecem antes mesmo da gestação, poderão fazer a diferença na saúde das crianças, dos jovens e do futuro adulto”, diz o pediatra Jorge Huberman.

“Acreditamos que a disseminação responsável de informação científica à sociedade é um dos principais passos para qualquer mudança”, diz o neonatologista Jorge.

“Contudo, também cabe a todo indivíduo compartilhar e colaborar para que os resultados alcançados se tornem práticas do dia a dia”, encerra o médico.

O pediatra Jorge Huberman ao lado do paciente Pietro: campanhas de prevenção fazem toda a diferença!
O pediatra Jorge Huberman ao lado do paciente Pietro: campanhas de prevenção fazem toda a diferença!

Para marcar uma consulta com o pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman, ligue para (11) 2384-9701.