Dr. Jorge Huberman

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Bebê prematuro dorme no braço de um adulto; um momento que sempre gera tensão nos pais, após vários dias de internação e preocupação no hospital é; a alta do bebê prematuro: e agora?

A alta do bebê prematuro: e agora?

Um momento que sempre gera tensão nos pais, após vários dias de internação e preocupação no hospital é; a alta do bebê prematuro: e agora? O que devemos fazer? Como temos que agir? A criança corre risco de vida? Ela está muito frágil ainda?

Sem dúvida alguma, pode-se afirmar que o momento da alta de um bebê prematuro do hospital, após a sua internação, vem junto com emoções muito intensas e variadas por parte dos pais e dos familiares.

Sentimentos como alegria, alívio, ansiedade, medo, tensão, insegurança e muito cansaço, após longas jornadas a fio, são emoções constantes de pais de bebês prematuros, principalmente os muito pequenos, que podem ter passado por um difícil período, internados em um hospital por longas jornadas, 4 meses, ou até mais!

É, com certeza também, um momento de centenas de dúvidas.

Em primeiro lugar, um fator que conta muito a favor, principalmente dos pais, é o vínculo estabelecido entre a família e a equipe cuidadora que cerca a criança formada por neonatologista, enfermeiros, fisioterapeutas, e vários outros profissionais da área da saúde.

É um relacionamento que vai sendo construído diariamente, facilita e até antecipa a programação da alta do pequeno paciente. A mesma, claro, começa a ser organizada e planejada com bastante antecedência.

Afinal, a prematuridade não é algo nem um pouco fácil de se lidar e de resolver.

Os critérios para a alta do bebê prematuro

São muitas as condições para a alta do bebê prematuro para casa.

Em primeiro lugar, a família deste pequeno ser humano tem que estar segura e pronta para levar seu bebê embora.

Sem dúvida alguma, isso é tão ou mais importante do que a criança atingir um peso mínimo seguro, só para citar um exemplo.

É bastante interessante observar o que ocorre com as famílias durante a internação do seu nenê.

As pessoas vão, de forma gradual, aprendendo a compreender a imensa complexidade dos cuidados que uma UTI Neonatal, envolve.

Elas recebem notícias boas e notícias ruins, e continuam caminhando junto, lado a lado com toda a equipe médica.

Assim sendo, prosseguem bem mais confiantes ao enfrentarem tantos acontecimentos ao longo do processo de internação. Até que chega a hora em que participam dos cuidados de seus pequenos filhos, recebendo treinamentos adequados, dia após dia, pela equipe cuidadora. Isso já faz parte dos procedimentos de preparo para a futura alta hospitalar.

Com o entendimento de que existem critérios bem claros para uma alta confiável, os pais e toda família compreendem que todo cuidado precisa ter continuidade depois da alta, e a sua importância nessa etapa toda, junto com toda a equipe dos profissionais da saúde, que tanto se dedicaram e se esforçaram pelo bem-estar do nenê.

“Não podemos esquecer do transporte adequado desses prematuros para a sua residência”, relembra o neonatologista,  Dr. Jorge Huberman.  

“O ideal é que os bebês prematuros sejam observados em um período entre 90 a 120 minutos (ou mais, se o tempo de viagem para casa for maior), em uma cadeirinha de carro antes da alta, ainda na UTI Neo”, afirma o pediatra.

“Converse com a equipe do hospital sobre a possibilidade de levar a cadeirinha à UTI e realizar o teste”, diz o especialista.

O pediatra Jorge Huberman ao lado do paciente Matheus: bebês prematuros têm que ter um transporte adequado até sua casa após a alta hospitalar
O pediatra Jorge Huberman ao lado do paciente Matheus: bebês prematuros têm que ter um transporte adequado até sua casa após a alta hospitalar

As fases seguintes à alta

Após deixar o hospital, ao pais devem continuar levando o seu bebê prematuro a um pediatra-neonatologista que seguirá, literalmente, acompanhando todos os seus passos.

É este profissional, capacitado para este momento tão específico, que irá requisitar, obrigatoriamente, protocolos de acompanhamento, exames de laboratório, etc.

Os nenês prematuros, especificamente os que têm menos de 35 semanas, e aqueles com peso menor do que 2,5 kg, irão precisar de rigorosa atenção com o seu crescimento e desenvolvimento.

Por outro lado, os bebês que tiverem nascido com menos de 1,5 kg ou então com menos do que 32 semanas irão precisar de uma avaliação especializada em diversas áreas, tais como:

Oftalmologista infantil, a fim de acompanhar o desenvolvimento da visão, mesmo para os nenês que não tiveram a retinopatia da prematuridade como complicação;
Fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional, para auxiliar nos marcos do desenvolvimento e atuar nos atrasos, quando presentes;
Fonoaudiólogo especialista em audição e linguagem, com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento da fala, interferindo, se for o caso;
Psicólogo, para o cuidado às famílias, assim como para realizar avaliações específicas do neurodesenvolvimento.
Outros especialistas poderão se fazer necessários. Isso irá depender das complicações que o bebê apresentou na internação.

Conclui-se, deste modo, o seguinte.

É essencial que a família entenda que o acompanhamento do seu bebê pós-alta é tão fundamental quanto foi a sua internação na UTI e que esse acompanhamento rígido, com um pediatra capacitado e outros profissionais da saúde, poderá fazer muita e decisiva diferença na qualidade de vida do seu nenê.  

Diversas dúvidas, no entanto, ainda restam, como estas.

Quantos dias um bebê prematuro fica internado na UTI?

Não há uma resposta precisa, exata. Vai depender do desenvolvimento do organismo de cada criança, de cada nenê. Se ele pertencer ao grupo que nasceu com idade gestacional acima de 34 semanas, pode ser que permaneça internado de três a sete dias. Ou até duas semanas, se não tiver nada muito grave.

Quais são os riscos do bebê nascer com 30 semanas?

Apenas entre 10% a 15% dos nenês correm risco de apresentar sequelas graves. De outro modo, de 15% e 20% dos bebês podem desenvolver deficiências leves ou mesmo moderadas.

Bebe prematuro internado em hospital: o tempo de internação do prematuro varia de caso a caso
Bebe prematuro internado em hospital: o tempo de internação do prematuro varia de caso a caso

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