Dr. Jorge Huberman

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Dia Mundial da Obesidade

4 de março: Dia Mundial da Obesidade

4 de março: Dia Mundial da Obesidade. Celebrado em 11 de outubro até o ano passado, a importante data do calendário médico agora tem um novo dia nacional de prevenção.

Com a modificação, a Federação Mundial da Obesidade pretende alinhar em um mesmo dia outras atividades importantes no mundo, como a Semana Nacional de Cuidados com a Obesidade, celebrada até o dia 7 de março.

A data unificada tem como meta aumentar a conscientização sobre a obesidade, doença que afeta já quase 20% dos brasileiros. Traduzindo em números: são mais de 41 milhões de pessoas consideradas como obesas.

No universo, segundo estimativas, os dados e os retratos da obesidade são alarmantes: é muito provável que já há pelo mundo mais de dois bilhões de adultos acima do peso. Destes, cerca de 500 milhões são classificados como obesos.

De acordo com estudo publicado em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), há 124 milhões de crianças e adolescentes obesos no mundo.

Sobrepeso no Brasil

No Brasil, segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizado pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre 2008 e 2009, o sobrepeso foi diagnosticado em 33,5% e a obesidade em 14,3% das crianças brasileiras entre cinco e nove anos de idade.

Já nos adolescentes de dez a 19 anos, a prevalência de sobrepeso e obesidade foi de 20,5% e 4,9%, respectivamente. 

A obesidade é uma doença, considerada como fator de risco para sérios problemas cardiovasculares, diabete, aumento da pressão arterial, apneia do sono, entre outros.

Os objetivos da ação são também: encorajar as pessoas a espalharem essas informações sobre a obesidade, desenvolver políticas públicas de saúde e compartilhar boas experiências e práticas em todo universo.

O tema é muito importante para os pediatras, que precisam estar atentos à obesidade infantil e dos adolescentes, além da avaliação diagnóstica e conduta terapêutica mais recomendada para cada paciente.

Aqui vão algumas informações importantes após alguns estudos da obesidade.

Prevenção da obesidade começa já na gestação!

A prevenção da obesidade tem que começar já durante a gestação; o leite materno é fundamental para a prevenção da obesidade. Deve ser exclusivo até os 6 meses de idade e complementado até 2 anos de idade ou mais; o leite integral no primeiro ano de vida do bebê leva à obesidade e à fome oculta (deficiência de micronutrientes).

Da mesma forma, é bom que se saiba que: a alimentação correta a partir dos 6 meses de idade contribui para a prevenção da obesidade; a utilização de alimentos adocicados antes do segundo ano de idade pode levar ao excesso de peso.

Está disponível no site da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a terceira edição do Manual de Orientação Obesidade na Infância e Adolescência produzido pelo Departamento Científico de Nutrologia.

Como combater a obesidade?

Criança comendo um lanche: combate à obesidade deve começar já na gestação do feto

Uma alimentação adequada é sinônimo de vida saudável e ajuda tanto na prevenção do surgimento de doenças crônicas como também oferece melhor qualidade de vida às pessoas.

A obesidade é um dos fatores de risco para a saúde, sendo importante fator de risco para condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, e até alguns tipos de câncer.

É preciso ter bons hábitos e se conscientizar sobre os riscos de doenças relacionadas à má alimentação como o consumo de alimentos processados, como presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, além dos refrigerantes, sucos artificiais, entre outros.

Da mesma forma, segundo alerta já feito pelo pediatra Jorge Huberman, recomenda-se que os jovens façam algum tipo de atividade física o quanto antes. Com isso, certamente também estarão combatendo a obesidade.

É possível identificar o excesso de peso baseando-se no índice de massa corporal (IMC).

Mas você sabe o que é IMC? O Índice de Massa Corporal, conhecido como IMC, é um cálculo simples que permite avaliar o estado nutricional dos indivíduos. Muitas pessoas buscam descobrir seu IMC e as evidências mostram que o auto monitoramento do peso é uma das estratégias para prevenção do excesso de peso e da obesidade.

O IMC, além de classificar o indivíduo com relação ao peso, também é um indicador de riscos para a saúde e tem relação com várias complicações metabólicas.

O IMC é estimado pela relação entre o peso e a altura do indivíduo, expresso em kg/m2. Para fazer o cálculo, basta dividir o peso pela altura ao quadrado. É importante ter as medidas exatas antes do cálculo. Não vale “chutar” ou arriscar um palpite.

IMC mede índices de gordura

De modo geral, o IMC pode classificar um indivíduo em: desnutrido (baixo peso); eutrófico (peso adequado); sobrepeso (peso acima do adequado) e obeso. Essa classificação tem diferentes pontos de corte que variam de acordo com a idade e o sexo da pessoa; de acordo com a idade gestacional (em mulheres grávidas) e entre idosos.

Fica o alerta da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, que vem fazendo uma campanha intensa pelas redes sociais no combate à obesidade.

A obesidade é uma epidemia que ainda, infelizmente, não é totalmente compreendida. O paciente que sofre de obesidade precisa de tratamento como qualquer outra doença.